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Aldeias indígenas

Cultura dos índios guaranis sobrevive na fronteira

Pelo menos nove comunidades indígenas, a maioria delas formadas por índios guaranis, vivem num raio de 150 quilômetros em torno de Foz do Iguaçu, assentadas em reservas que garantem território e espaço para a sobrevivência social e cultural (muitas vezes com grandes dificuldades) dos primeiros habitantes da região da Tríplice Fronteira.

São cerca de 2,5 mil índios distribuídos entre as comunidades Avá Guarani, Ache, Tavytera/Xiripá, Mborere, M'bya Guarani e Maká. Os avás são maioria entre os índios da fronteira. Possuem três reservas, duas no Brasil e uma no Paraguai.

As duas reservas indígenas no lado brasileiro estão localizadas nas cidades de São Miguel do Iguaçu e Diamante do Oeste, distantes entre 40 e 90 quilômetros de Foz do Iguaçu.

Em São Miguel está a Reserva Ocoí, uma faixa de terra de 256 hectares às margens do Lago Itaipu. O mapeamento das aldeias indígenas das três fronteiras consta de um trabalho feito pelo ambientalista Francisco Amarilla Barreto, há mais de 20 anos pesquisando as crenças, costumes, a cultura e as tradições dos índios locais.

Um grupo de 145 avá-guaranis está assentado na reserva Tekohá Añetete, uma área de 1.780 hectares, distante 15 quilômetros da cidade de Diamante do Oeste. A área foi comprada pela Itaipu Binacional em 1997. A empresa auxilia a comunidade em convênio com outros órgãos e entidades desde 1998.

Localizada em São Miguel do Iguaçu, a Reserva do Ocoí, área de 256 hectares abriga atualmente 115 famílias, totalizando cerca de 520 índios. Quando foram assentados no Ocoí, em 1982, os índios eram em número menor: 53 famílias (265 índios), sendo que 145 se mudaram para a reserva Tekohá Añatete. O aumento da população da reserva se deve a migração de famílias de guaranis do Paraguai, que vieram em busca de melhores condições de vida. Hoje, a realidade do Ocoí é de extrema necessidade. A Itaipu, junto a outros organismos governamentais, iniciou ali um programa de apoio para mitigar essa situação.

Aldeias paraguaias

No lado paraguaio, no Departamento (Estado) de Alto Paraná, fronteiriço com Foz do Iguaçu e as cidades lindeiras do Lago de Itaipu, cerca de 600 índios vivem em situação mais do que precária, próximos à cidade de Hernandarias, a 60 quilômetros de Foz, numa área de 250 hectares, litigada e invadida por agricultores paraguaios.

São os índios da fronteira em pior situação. Eles ocupavam historicamente uma área de mais de três mil hectares, hoje reduzida a 250 hectares. Passam fome, frio e vivem do pouco artesanato que produzem.

A 130 quilômetros da fronteira de Foz do Iguaçu, nas proximidades das cidades paraguaias de Santa Rita e Naranjal, estão assentados 123 índios achés num parque nacional de 2,5 mil hectares às margens do rio Ñacunday. Estão em melhores condições de vida, em relação a seus vizinhos. Vivem da agricultura de subsistência e do artesanato e têm apoio do missionário norte-americano Bijarne Foster Word.

Na Reserva Natural Del Bosque Mbaracayu, a 100 quilometros da fronteira, estão assentados 180 índios Tavytera/Xiripa numa área de 64,4 mil hectares. São dois grupos, um com 70 a 80 índios e outro com 100 índios que estão assentados na mesma reserva.

Ainda em território paraguaio, em Ciudad del Este, cidade que faz divisa com Foz, estão os índios da tribo Maká. A comunidade é a que possui melhores condições para sobreviver. Os 275 índios estão inseridos em programa sociais da prefeitura municipal. Três vezes por semana, profissionais da área de saúde fazem visitas aos indígenas. Os Maká são atendidos por dentistas e médicos (pediatra e clínico geral).

A comunidade reside em um espaço cedido pela prefeitura, onde possuem energia elétrica e água encanada. A maior dificuldade é a falta de comida. Os Maká dependem da comercialização de seu artesanato para fazer compras nos supermercados da região.

Aldeias argentinas

Próxima a Puerto Iguazú, cidade Argentina fronteiriça a Foz do Iguaçu, há duas comunidades indígenas das 42 existentes na Argentina. Os índios Fortin M'Bororé Iriopú estão assentados em uma área de 150 hectares no Parque Estadual de Urugua-I.

Na reserva, eles plantam para sobreviver, têm uma escola na área que ensina espanhol e ciências naturais, matemática, história e guarani. O maior problema é a área que ocupam, muito pequena para os 275 índios das duas comunidades.

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Comentários
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Nome: 
Paulo Tavares
Cidade: 
Albergaria-a-Velha

Bom dia,
Pretendo estar na vossa região em meados de Maio, e gostava de poder visitar algumas aldeias indígenas para fotografar as pessoas e o seu modo de vida. Os Srs. têm como me ajudar?
No aguardo dos vossos comentários,
Com melhores cumprimentos,

Paulo Tavares

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