Um simpósio sobre doença celíaca e qualidade de vida foi realizado, na manhã desta sexta-feira, 22, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná– AlepPromovido em parceria com a Escola do Legislativo, o encontro reuniu especialistas, familiares e integrantes da Associação dos Celíacos do Paraná (Acelpar).
No evento foram debatidos diagnóstico, inclusão alimentar, direitos e qualidade de vida das pessoas com doença celíaca.
Presidente da Acelpar, Giseli Vilela destacou a importância da conscientização sobre a doença e a necessidade de políticas públicas voltadas à inclusão alimentar. Segundo ela, a doença celíaca ainda enfrenta desafios relacionados ao diagnóstico tardio.
“O evento não só informa e conscientiza sobre a doença celíaca. Infelizmente, apenas 1% da população é diagnosticada, justamente pelo baixo índice de diagnóstico”, frisou. Conforme Giseli, a doença celíaca também é conhecida como “doença camaleão”, porque o diagnóstico é muito difícil, podendo levar mais de cinco ou seis anos para chegar-se a essa confirmação.
Leia também: Audiência discute sucessão rural e permanência de jovens no campo – H2FOZ – Notícias de Foz do Iguaçu
Políticas Públicas
Giseli também adiantou novidades relacionadas à criação de políticas públicas no Paraná. De acordo com ela, a Acelpar iria anunciar, após o evento, o protocolo da primeira política pública paranaense para portadores de doença celíaca e empreendedores sem glúten.
Autor de um projeto de lei que institui uma carteira de identificação para pessoas com doença celíaca, o deputado estadual Denian Couto (PL) ressaltou que a iniciativa busca garantir dignidade e inclusão.
Consultora técnica da Acelpar e integrante do Instituto Brasileiro de Estudos em Doença Celíaca (Ibredoc), a médica gastroenterologista Danielle Kiatikoski alertou para o número de pessoas que convivem com a doença sem diagnóstico.
“A doença celíaca atinge cerca de 1% da população mundial — o que representa muita gente. O que precisamos considerar é que 80% dessas pessoas não sabem que têm a doença e ainda não foram diagnosticadas”, afirmou.
(Com informações da assessoria de comunicação da Alep)


