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Professor Afonso
Professor Afonso
Blog Pelo Paraná: melhor governança, gestão fiscal, Feira de Profissões, homenagens, muito açúcar, longo prazo e pauta-bomba

Melhor governança

A Copel foi apontada no programa Destaque em Governança de Estatais da Bolsa de Valores como a estatal com melhor governança do Brasil. Das seis empresas que atendem os critérios da certificação, a companhia paranaense é a primeira a alcançar a pontuação máxima (60). "O programa incentiva boas práticas de governança nas estatais, tais como transparência, segurança de controles internos, regras claras para a composição da administração e alinhamento à legislação anticorrupção", diz o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero.   

Gestão fiscal

São Jorge do Ivaí, no Noroeste, tem a melhor gestão fiscal do Paraná, segundo o Índice Firjan, e 7º lugar no ranking nacional. O índice máximo em cada área avaliada é 1,000. Em ‘Investimentos’, o município teve o valor máximo. Em ‘Autonomia’ 0,9633; em ‘Gastos com Pessoal’ 0,9510. O prefeito André Luís Bovo (DEM) diz que o resultado foi conseguido pela continuidade de uma matriz de gestão fiscal responsável, voltada a cumprir as determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal, com fidelidade aos princípios do ‘planejamento’, ‘controle’, ‘transparência’ e ‘responsabilidade’.

Como vai ficar?

“Se as coisas continuarem como estão, só as pessoas que não têm patrimônio, que não têm família, que não têm reputação, vão continuar na política. Temo que só pessoas muito ricas com interesses particulares ou financeiros, ou pessoas que não tem nada a perder, participem da política”. - da deputa Maria Victória, presidente estadual do PP.

Feira de Profissões

Na quarta-feira , 6, o Senac tem mais uma edição da Feira de Profissões em todo o Estado. Serão ofertadas 2,5 mil vagas de emprego disponíveis em todo o Estado. Garçom, cozinheiro, confeiteiro, barbeiro, técnico em enfermagem, são algumas das profissões que o Senac prepara para o trabalho no comércio. Nas 31 unidades do Senac, são mais de 15 mil vagas entre oficinas de mídias sociais, currículo, planejamento financeiro, inteligência emocional, quizz com testes de inglês, workshops de beleza, gastronomia, artes, moda, campeonato de games e palestras sobre profissões.

Homenagens

O ex-deputado e ex-presidente da Itaipu Binacional, Euclides Scalco será homenageado na próxima segunda-feira, 11, na Assembleia Legislativa. Scalco é presidente do Conselho Superior da Associação dos Amigos do Hospital das Clínicas que também será homenageada pelos 30 anos de serviços prestados. O HC é vinculado a UFPR.

Muito açúcar

O porcentual é grande: 78% dos brasileiros afirmam que reduziriam o consumo de refrigerantes e sucos de caixinha se houvesse alertas de excesso de açúcar nos rótulos. Para 79%, os preços altos das bebidas açucaradas também induziriam à redução do consumo, segundo a pesquisa Datafolha que entrevistou 2.060 pessoas.

Longo prazo

Estudo do Ieps (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde) aponta que - apesar do corte de verbas, má gestão, etc -  o SUS é sustentável até 2060. O Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que prevê acesso gratuito e universal à saúde. O gasto, no entanto, é apenas 42% do total em saúde  - em países com modelos similares, a fatia fica acima de 70%. As despesas com saúde equivalem a 9,1% do PIB (R$ 546 bilhões). Na projeção do estudo, as necessidades de financiamento da saúde chegarão a 12,8% do PIB em 2060 - um avanço de 3,7 pontos percentuais, ou R$ 1 trilhão.

Briga no Porto

A chinesa CMPort comprou o principal terminal de cargas do porto de Paranaguá por R$ 3,2 bilhões. O porto paranaense, segundo maior do Brasil (atrás apenas de Santos), está localizado em ponto estratégico para escoamento de produtos agrícolas para a China, principalmente soja. A partir de agora, 90% das operações do porto passam pela estatal chinesa. Além disso, os asiáticos devem investir para realizar melhorias no terminal, mas querem impedir a construção de um novo porto em Pontal do Paraná. A briga promete.

Na bolsa

A rede de hamburgueria Madero vai abrir seu capital na bolsa de valores em 2021. A previsão antes era em 2020.

Pauta-bomba

O deputado Fernando Francischini (PSL-PR), presidente da CCJ, articula a votação de propostas explosivas até o final do recesso parlamentar marcado para final de dezembro. Entre elas, a redução da idade de aposentadoria compulsória dos ministros do STF de 75 para 70 anos e que prevê um mandato para corte superiores.

Bomba II

Afinado com o deputado Paulo Martins (PSC-PR), Francischini deve colocar em votação também o fim da Justiça do Trabalho. A PEC, articulada por Paulo Martins, está na fase final da coleta de assinaturas.

Curitiba na frente

O vice-prefeito Eduardo Pimentel atenta que no ranking das 500 maiores empresas do sul do Brasil, 186 são do Paraná e 87 de Curitiba. "A cidade tem 47% das empresas paranaenses e 17% do ranking da região sul. É inegável que um fator de peso para isso é o trabalho da prefeitura para melhorar o ambiente de negócios em Curitiba", disse Pimentel.

Da Redação ADI-PR Curitiba
Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

Vamos brincar

José Afonso de Oliveira

Isso mesmo, vamos brincar, pois essa atividade é muito importante e necessária para o bem viver em sociedade. É por meio dela que aprendemos também a viver em sociedade, porque quem não brinca, além de ter um humor terrivelmente negativo, não consegue viver bem em coletividade.

Da mais tenra idade até o fim de nossa vida, sempre brincamos. Quando criança, as brincadeiras nas ruas, nos campos de futebol, nas escolas, enfim, em vários e diferentes momentos nos ensinam muitas coisas: por exemplo, a necessidade de outras crianças para jogarmos quer seja futebol ou outros esportes.

Além disso, jogando a gente aprende que as modalidades esportivas – e são várias e diferentes – têm regras estabelecidas e aceitas pelos jogadores, e há autoridade, quer de um jogador, capitão do time no futebol e de um juiz, que decide a respeito de faltas, valida ou não pontos, enfim, detém um poder enorme que não pode nem deve ser contestado.

Na vida adulta também brincamos de formas distintas e bem diferentes.

Em outras brincadeiras, e aqui talvez a criatividade seja muito maior, situações novas são propostas, aceitas por todos os participantes, e os jogos vão acontecendo. Mas brincar é também um excelente exercício de memória, inteligência e, principalmente, criatividade. Isso mesmo, as crianças ficam imaginando situações, geralmente reproduzindo atos da vida adulta a que assistem e reproduzem no seu universo infantil. Imitam professores, médicos, bombeiros e por aí vai, revelando que estão realmente entendendo, no contexto do seu universo, o significado do viver em sociedade.

Mas na vida adulta também brincamos de formas distintas e bem diferentes. Realizamos as festas, que são sempre momentos de intensa alegria, contentamento e nas quais expressamos muito de tudo aquilo que vivemos.

Pensemos em nossas festas religiosas ou laicas, como o carnaval, em que todos vão para as ruas fantasiados, cantando, dançando e expressando a vida da nossa sociedade, especialmente nos sambas-enredos, nos quais contamos a nossa história de uma maneira forte, porém muito agradável.

Brincamos também contando as nossas piadas, em que sempre fazemos crítica social, muito benfeita e que tanto nos diverte. O brincar faz parte da vida, da mesma maneira que o ato de trabalhar, estudar e todas as coisas que realizamos.

* José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

Criatividade

* José Afonso de Oliveira

Ensina-nos Domenico De Masi, em sua obra Criatividade e Grupos Criativos, a importância da criatividade para o momento em que estamos agora vivendo.

É justamente em momento de crise que temos de desenvolver a criatividade, já que várias estruturas existentes não respondem mais às finalidades de sua existência, e assim precisamos propor outras que, evidentemente, ainda não existem.

Mas isso deve ser realizado, prioritariamente, em grupos, não tendo ninguém como mais importante, preparado etc., mas todos com a vivência comum de um determinado ambiente social e suas limitações.

Tomemos como exemplo as escolas, nas quais temos vários e diferentes personagens sociais – que vão desde os alunos até o grupo dirigente. Todos querem aprender, mas nos dias atuais isso está bem mais complexo. Decorrente desse fato é muito interessante que todos possam estar reunidos, discutindo e propondo soluções.

Vamos exercer a criatividade à medida que apresentaremos possíveis soluções que ainda não foram executadas, mas que detêm grandes possibilidades de, ao serem colocadas em prática, apresentar novas condições, conseguindo assim superar a crise existente.

Fica claro aqui que a criatividade parte sempre do nada, visando a realizar uma nova situação. Pensemos, por exemplo, que existem vários personagens sociais que são verdadeiros mestres de criatividade, como os cantores, pintores, artistas, escritores etc. que, do nada, criam as suas obras em sintonia com a sociedade na qual estão inseridos. Não fossem eles, a vida social seria, com certeza, muito mais pesada e talvez mesmo com pinceladas de coisas lúgubres, tristes, sem graça.

A criatividade implica uma questão por vezes difícil, dado o nosso comodismo, pois ela vai nos tirar da zona de conforto em que estamos instalados, já que ela se processa de tudo aquilo diferente do que estamos acostumados, que estamos vivendo, ou seja, ela se constitui em nada.

Mas a sua capacidade de reprodução é algo contínuo, pois de alguma forma a criatividade gera criatividade, constituindo assim um novo tecido social e, no caso atual, uma ou várias redes sociais se conjugarmos a criatividade à utilização de equipamentos informatizados, especialmente com as redes sociais

O conhecimento no mundo atual

* José Afonso de Oliveira

Até muito recentemente ainda era possível viver, e bem, sem deter um conhecimento mais aprimorado. Conhecemos e convivemos com parentes próximos, vizinhos ou mesmo conhecidos que viveram essa realidade.

Atualmente isso é impossível, pois o conhecimento passou a ser uma ferramenta muito importante para bem vivermos em sociedade, termos uma determinada profissão e podermos conquistar estabilidade para progredirmos.

Esse fator é muito recente na humanidade, pois se observarmos notaremos que foi somente nos últimos 500 anos que as sociedades expandiram o letramento entre os seus cidadãos, chegando agora ao ponto de termos muitas sociedades nas quais o analfabetismo é inteiramente desconhecido, para o bem de todos.

Mas conhecimento custa muito caro, há um determinado tempo para ser adquirido, exigindo também uma disciplina e um método próprio para cada área específica.

"Para o Brasil avançar a novos patamares, são necessários – e mesmo fundamentais – altos investimentos na educação para todos".

O que já temos hoje são fórmulas muito eficientes para adquirirmos conhecimento, utilizando instrumentos informatizados. Além disso a educação a distância permite formas de aprendizagem muito eficientes para determinadas profissões, sem a necessidade de prédios, laboratórios, bibliotecas etc., permitindo assim uma enorme expansão do conhecimento para inúmeras pessoas.

Assim, à medida que a nossa sociedade vai modificando-se ultrapassando etapas de um trabalho rotineiro, repetitivo, estamos entrando em novos momentos de trabalho em que a ocupação anterior foi informatizada, mas o surgimento de profissões e processos de trabalho exigem pessoas capacitadas.

Se pensarmos só na própria informática, inúmeros novos empregos foram criados no mundo inteiro, absorvendo pessoas, jovens ou não, homens e mulheres que, em comum, detêm um conhecimento bem avançado, no caso, na área de informática.

Para o Brasil avançar a novos patamares, são necessários – e mesmo fundamentais – altos investimentos na educação para todos, como sendo essa talvez a maior obra a ser realizada agora, cujos frutos já serão colhidos na própria década – mas, sem dúvida alguma,

muitos mais no futuro, com todas as transformações que iremos viver e que ainda não temos a menor ideia de tudo aquilo que nos aguarda.

Para melhor compreendermos, basta pensarmos que muitos de nós vivemos quando ainda não existiam celulares.

José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

Educação informatizada

* José Afonso de Oliveira

Revelação interessante dá conta de que os cursos superiores a distância cresceram mais do que os presenciais mais tradicionais das universidades brasileiras.

Isso é um indicativo claro da entrada em cena dos recursos provenientes da área de informática. Sim, cada vez mais eles serão necessários, da mesma forma como são hoje instrumentos do cotidiano das pessoas.

Cabe sempre uma discussão acalorada, ou não, de que isso é impossível, por exemplo, na área médica. Não é possível formar um médico com um curso a distância. Há razão para isso se pensarmos que os cursos a distância são simples repetidores dos cursos presenciais, mas – em universidades conceituadas na área de medicina – aulas sobre ética médica já são realizadas a distância.

Existem bons programas de medicina, feitos aqui mesmo no Brasil por firmas especializadas, para serem utilizados nos cursos de Medicina com amplo sucesso, pois são interativos, de excelente nível.

Enfim, são possíveis e já estão em andamento grandes transformações nos cursos de Medicina, afinal atualmente os médicos em hospitais e clínicas já trabalham com equipamentos que vão de simples computadores para registro dos pacientes, dados sobre as suas doenças, até robôs que realizam cirurgias presenciais ou mesmo a distância.

Mas esses cursos a distância estão em crescimento devido também ao fato de que inúmeras profissões existentes – e outras que estão sendo criadas – podem ser, na sua totalidade, trabalhadas a distância, conforme já vem ocorrendo. Claro que a forma de trabalho sendo diferente exige também outros procedimentos, contudo eles podem ser tão bons ou melhores do que os cursos presenciais.

Nunca é também demais lembrar que profissionais bem preparados sempre são e serão necessários, porém a própria sociedade realiza, no cotidiano das ações, sistemas de avaliação desde o início e durante todo o exercício profissional, de sorte que isso passa a ter um alto significado, permitindo que as pessoas possam estudar e, muito bem, fora dos prédios universitários.

Estudam nos dias em que desejam, como querem, nos horários em que desejam, sendo tudo isso devidamente monitorado, entretanto tendo como essência o aprendizado dentro dessa nova concepção de aprendizagem profissional para as demandas dos dias atuais, no contexto da informatização em que estamos vivendo.

José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

A questão ambiental

* José Afonso de Oliveira

Hoje, mais do que nunca, a questão ambiental está na ordem do dia. Muitas reuniões, discussões, publicações, enfim, o mundo fala da questão ambiental por ser ela essencial neste momento em que estamos vivendo.

É plenamente conhecido e sentido por todas as pessoas o brutal crescimento da economia, tanto em termos nacionais quanto globais. Isso exige uma grande extração de matérias-primas, vegetais e animais e, do outro lado, alimenta um consumo que parece não ter mais fim.

Dado esse fato, é muito difícil discutir e, pior ainda, colocar em prática novas formas de relacionamento do homem com o meio natural, de sorte a não ocorrer mais agressão, propondo um clima de equilíbrio.

Mas temos urgência, pois da forma como estamos tratando o ambiente natural isso nos empurra para uma crise, essa sim sem retorno, o que é catastrófico para toda a humanidade, podendo inviabilizar a vida no planeta.

À medida que o desenvolvimento científico tecnológico atual e futuro vai realizando-se, novas formas de produção estão sendo geradas, exatamente permitindo um menor desgaste do ambiente natural. Assim, alimentos, vegetais e animais, matérias-primas industriais, tudo isso começa a ser produzido em laboratório de forma a não mais necessitar de nenhuma parte extraída da natureza.

Da forma como estamos tratando o ambiente natural isso nos empurra para uma crise, essa sim sem retorno, o que é catastrófico para toda a humanidade, podendo inviabilizar a vida no planeta.

Mas é muito importante que novas atitudes e comportamentos possam ser disseminados na sociedade, de sorte a termos melhorias muito significativas e imediatas. Pensemos, por exemplo, na reciclagem, que pode ser realizada por meio da separação do lixo, e no seu recolhimento para uma indústria que trabalhe exatamente com o reprocessamento de todo esse material existente.

De uma forma única diminuímos o lixo urbano em seus depósitos, ao mesmo tempo em que geramos novas fontes produtivas que terão uma excelente aceitação no mercado de bens.

O que temos de evitar urgentemente é mantermos hábitos, costumes, que implicam agressões ambientais ao mesmo tempo em que possamos ter também outras atitudes, como atividades escolares e recreativas que permitam discutir e desenvolver novos procedimentos, sendo que isso precisa ser realizado com a urgência que a natureza exige da sociedade, não existindo mais tempo útil para adiar essas decisões.

José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

Centro de estudos ambientais

* José Afonso de Oliveira

A Itaipu Binacional tem grande experiência acumulada na área ambiental, especialmente no que tange à recuperação de espaços utilizados para a construção da hidrelétrica, tanto quanto à preservação de espécies, e até o Ecomuseu, que na época de sua instalação era inédito no Brasil.

Contando com um grande complexo de pesquisa e estudos avançados no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), pode-se sugerir a implementação de um centro de estudos ambientais, de perfil internacional, exatamente para estudos na região do Lago de Itaipu como também no Parque Nacional do Iguaçu.

Na atualidade em que estamos agora, no contexto do mundo globalizado, essa possibilidade se enquadra naquilo que hoje é essencial para o planeta: o conhecimento e a preservação das áreas ambientais.

Alunos egressos das nossas universidades, públicas e privadas, poderão complementar seus estudos no PTI dentro dessas novas possibilidades que seriam abertas.

Da mesma forma, professores estariam também realizando trabalhos de pesquisa, acompanhamentos diversos tendo como referência esse centro de estudos ambientais.

Podemos aquilatar o impacto desse centro de estudos ambientais para o futuro próximo, pois a realização de pesquisas que seriam publicadas, tanto quanto seminários, congressos e outras modalidades de estudos, possibilitará a presença constante de inúmeros pesquisadores nessa unidade.

Agregam-se a tudo isso os estudos referentes à pesca e qualidade da água do Lago de Itaipu, absolutamente essencial para o nosso desenvolvimento em futuro bastante próximo. Isso significaria um grande avanço em áreas de destaque e que merecem ser estudadas para podermos ter um melhor nível de desenvolvimento em nossa região e no país, como um todo.

Novos setores seriam agregados, especialmente referentes às áreas econômicas, por meio da utilização e processamento de novos produtos de mercado.

Os investimentos necessários para a criação e instalação desse centro de estudos ambientais são de baixa intensidade, mas os frutos que serão produzidos seriam de grande amplitude, modificando substancialmente o nosso padrão de desenvolvimento, uma vez que se passaria a agregar, de forma positiva, aspectos ambientais.

* José Afonso de Oliveira é sociológo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

Tempo enevoado

José Afonso de Oliveira (*)

Estamos observando que o nosso céu está enevoado, ou seja, uma névoa encobre todo o nosso dia. O Sol parece que ficou pequeno e não brilha, e tudo isso faz com que o nosso dia deixe de ser bonito, exuberante com raios solares.

Todos se perguntam o que está acontecendo, e são dadas as mais variadas explicações, que vão das tradicionais, que Deus quis assim, até as teorias mais estapafúrdias possíveis.

Mas o que estamos vivendo tem relação direta com as queimadas que estão ocorrendo no Norte do Brasil, na região amazônica brasileira. Há uma corrente de ventos e de vapor que, procedendo da região amazônica, traz umidade e provoca chuvas, e assim o nosso tempo é bem equilibrado.

Ocorrendo as queimadas como estamos assistindo, há uma brusca mudança do tempo, e aí sim temos esse fenômeno da névoa. Além dele temos igualmente a seca prolongada que estamos vivendo. Ela sempre ocorre em agosto, com ventos fortes no final daquele mês e muita chuva e frio em setembro. Estamos observando que o tempo está completamente alterado, e agora é que esse fenômeno de agosto está ocorrendo, só que com uma intensidade muito maior.

Veja que estamos falando do tempo e das mudanças climáticas aqui no Brasil por influência direta da ocorrência de desmatamento grandioso, acrescido de queimadas enormes. A Amazônia é muito importante para todo o planeta, pois além de conter a maior bacia fluvial do planeta tem também um rio aéreo de evaporação imenso que regula todo o clima do planeta.

Isso significa dizer que, mudando as condições da Amazônia, o mundo inteiro será alterado. Mas a Amazônia é brasileira e deve ser mantida pelos brasileiros, podendo contar com ajuda internacional. Ela pode e deve ser utilizada para agricultura, pecuária, extração mineral e outras tantas atividades lucrativas, porém exige cuidados, tudo isso tem de ser feito dentro de padrões de racionalidade que possibilitem a manutenção da vida nela existente.

Aqueles que melhor podem preservar a Amazônia são os seus habitantes... indígenas, trabalhadores, enfim, todos os que dela vivem. Preparados e tendo condições, eles passarão a ser os verdadeiros guardas dessa imensa reserva natural, riquíssima em biodiversidade e que deve ser utilizada para as mais variadas finalidades; tudo, entretanto, dentro de uma lógica de racionalidade, pois do contrário ela será destruída.

José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

A sociedade em Foz do Iguaçu

José Afonso de Oliveira (*)

Vivemos uma situação muito distinta e, mesmo atualmente, muito concreta e real de uma enorme variação cultural no quadro da atual globalização.

Na globalização do século 16, os diferentes dos europeus eram escravizados ou eliminados, mortos por serem de culturas ditas estranhas, que simplesmente teriam de ser destruídas.

Hoje, em parte, isso está superado. No entanto, infelizmente, persistem grandes e abissais diferenças sociais, que só têm aumentado nos últimos tempos.

Mas mesmo com essas gritantes diferenças pautamos a nossa sociedade em Foz do Iguaçu pelo convívio harmonioso com culturas distintas, muitas delas em conflito nos seus locais de origem, mas que aqui se respeitam e buscam viver bem, da melhor maneira possível.

Além disso, por estarmos na fronteira da Argentina e do Paraguai, conseguimos criar um clima de convívio com as cidades vizinhas de Puerto Iguazú, na Argentina, e Ciudad del Este, no Paraguai, tendo inclusive ônibus municipais diários ligando as três cidades.

Tudo isso faz da sociedade existente nesta região, centrada em Foz do Iguaçu, uma nova realidade que, cada vez mais, vai impondo-se no mundo atual, em que pesem atualmente problemas sérios de intolerância cultural, religiosa e de outras espécies, que colocam enormes obstáculos para a convivência diária das pessoas.

Devemos reforçar os nossos laços de aproximação e convivência, especialmente com as várias e diferentes culturas existentes na cidade – e, mais ainda, com nossos vizinhos argentinos e paraguaios.

A realização de festivais culturais de música, dança, cinema, teatro e outras formas existentes, como sejam as redes sociais e suas manifestações, deve ocorrer amplamente com o propósito de se ampliar a convivência com os diferentes; em nosso caso com as várias culturas com as quais convivemos diariamente.

Isso vai possibilitar um enorme incremento turístico para a cidade e região, ampliando grandemente todo o escopo econômico que vai permitir ganhos muito significativos para todos os habitantes de Foz.

Tudo isso demanda uma nova cultura, na qual os diferentes são valorizados ainda mais, na construção de uma nova mentalidade que possibilite um maior incremento turístico para a cidade, redundando em melhoria de qualidade de vida para todos.

José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

Parque Nacional do Iguaçu

José Afonso de Oliveira (*)

Neste momento em que as questões ambientais estão em evidência, mundo afora, temos na nossa cidade e região uma grande reserva natural com 169.695,88 hectares de remanescentes da Mata Atlântica, que originalmente cobria uma vasta extensão que vinha do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul e que hoje se encontra praticamente extinta, salvo em alguns trechos de serra nas proximidades do litoral.

O acesso principal do Parque Nacional dista 17 km do centro de Foz do Iguaçu e apenas 5 km do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu/Cataratas, portanto é um local de fácil locomoção tanto nacional quanto internacional.

O Parque Nacional do Iguaçu tem limites com 14 municípios do Oeste do Paraná e, em 17 de novembro de 1986, foi agraciado com o título de Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.

Devemos ainda destacar que, extrapolando as nossas fronteiras, o parque adentra território argentino, onde também é uma área protegida pelo governo do país vizinho.

Dentro da unidade temos as frondosas e maravilhosas Cataratas do Iguaçu, um espaço cênico de rara beleza que atrai visitantes do mundo inteiro para essa região.

Toda a imensa variedade de biodiversidade encontrada no parque é de uma riqueza incalculável, formada pelas mais variadas espécies vegetais e animais. Aí a natureza, devidamente protegida, encanta e mostra novos caminhos para toda a humanidade e para seu pleno desenvolvimento em harmonia com o meio natural.

O parque, tanto no Brasil quanto na Argentina, é explorado para a visitação de turistas, que ficam deslumbrados ante tantas maravilhas que são observadas.

Poderíamos, no entanto, com o apoio da Unesco, pensar na constituição de um grande centro de estudos ambientais, de padrão internacional, que atraísse pesquisadores brasileiros, argentinos e do mundo inteiro para o desenvolvimento do conhecimento tecnológico com outras formas de convivência com o ambiente natural.

É por tudo isso e muito mais que podemos interagir com as universidades localizadas no entorno da unidade de conservação e, evidente, com outras mais distantes, buscando sempre ampliar o conhecimento visando ao bem-estar das populações nas proximidades do parque e fora dele, pois essa é uma das finalidades que temos ao preservar toda uma área nativa de conservação.

José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

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