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Professor Afonso
Professor Afonso
Educação a distância

Prof. José Afonso de Oliveira - OPINIÃO

Vendo meus netos com os celulares dos pais, fico imaginando o que deve ser a educação a distância. Sim, eles não deixam o celular por nada, ficam literalmente dominados diante dos joguinhos, desenhos, enfim, de tudo aquilo que é muito atrativo para eles.

Agora com a pandemia do coronavírus, escolas, particulares e públicas, universidades, e todo o sistema educacional, de alguma forma, aderiram em massa à educação on-line. Mas o que estamos vendo é que, na maioria esmagadora dos casos, tratou-se de colocar as escolas, as aulas dentro dos computadores, o que parece que não é nem um pouco motivador. 

É certo que isso tem ajudado a manter os alunos no sistema educacional, mas fica muito difícil dizer até que ponto eles permanecem trabalhando em seus aparelhos. Penso existir muita desmotivação, da mesma forma, ou até maior ainda, que a existente nas aulas presenciais.

Para evitar isso é preciso buscar todos os recursos disponíveis, sendo os mais importantes a criação de softwares educativos. Isso mesmo, é uma nova concepção de educação em que teremos de buscar novas metodologias que sejam capazes de dar conta do aprendizado on-line. Isso não é tarefa fácil, e tem muito a ser feito, não impedindo que seja realizado, mas é um grande desafio.

Creio, no entanto, que podemos pensar que em um futuro muito próximo poderemos estar educando para a diminuição ou mesmo erradicação do analfabetismo; ampliar cursos profissionais para adultos e jovens poderem ingressar no mercado de trabalho; e aumentar a participação de adultos nos sistemas educacionais, promovendo o que está posto na LDB no que tange à educação continuada.

Nesse sentido de educação continuada entram as adaptações, reciclagens de professores de todos os níveis, de médicos, engenheiros, advogados, enfim, de todo um segmento muito importante que tem absoluta necessidade de passar por um período curto de estudos, visando a poderem exercer melhor as suas profissões.

Bem, tudo isso é o que está sendo posto também por conta da pandemia, mas, acima de tudo, é uma necessidade da sociedade globalizada que deve, obrigatoriamente, buscar novas alternativas de ocupação para as pessoas que estejam desempregadas ou que faz um certo tempo não têm acesso ao mundo do trabalho. 
Só assim estaremos criando as condições de melhoria para todos nessa nova realidade que já estamos vivendo.

* José Afonso de Oliveira é Professor e sociológo em Foz do Iguaçu.

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Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do H2FOZ.

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Segurança na fronteira

Prof. José Afonso de Oliveira

Pensar na segurança e poder agir é fundamental para a nossa sociedade, tanto quanto para os nossos vizinhos argentinos e paraguaios. Estamos vendo na televisão conflitos armados nas margens do Rio Paraná, na fronteira do Brasil com o Paraguai, com sérios riscos para as populações ribeirinhas dos dois países.

Há um tempo participei, na Câmara de Vereadores, de uma audiência pública para a construção de toda uma rodovia que ligava o Parque Nacional do Iguaçu à Itaipu Binacional exatamente com o objetivo de ocupar toda essa faixa da margem dos rios Iguaçu e Paraná, revitalizando-a para o turismo e, dessa forma, evitando atos de violência provocados por criminosos e forças de segurança. 

Desconheço completamente o que ocorreu posteriormente, pois, conforme o que era informado na época, o projeto seria enviado ao Ministério da Justiça para liberação das verbas necessárias à construção. Seria também uma iniciativa governamental que contaria com investimentos privados nos ramos de hotelaria, de bares e de restaurantes.

Penso que deva existir um projeto ao qual estou referindo-me, que poderia ser discutido por quem de direito e colocado em prática. Já existem costaneiras em cidades ribeirinhas tanto na Argentina quanto no Paraguai, sendo lugares muito aprazíveis e com algum volume de público diariamente, mesmo no período noturno. 

À medida que esses espaços são ocupados, evidentemente as rotas criminosas se veem coagidas e impossibilitadas de agirem – e, dessa forma, a maior contenção da violência e da criminalidade é possível de ser realizada em prazos mais longos.

De outra forma, ao revitalizarmos essas regiões, tanto do lado brasileiro quanto argentino e paraguaio, estamos abrindo novos espaços para a ocupação de vários tipos de atividades culturais e recreativas, de sorte a termos um público mais constante, atraindo também os nossos turistas, ou seja, teremos na verdade construído um novo atrativo turístico – o que é muito bom para o desenvolvimento dessa atividade em Puerto Iguazú, na Argentina; em Ciudad del Este, no Paraguai; e, claro, na nossa Foz do Iguaçu. 

É uma nova realidade que pode surgir implementando ações turísticas, as quais são sumamente necessárias, urgentes e prioritárias neste momento que estamos vivendo e, principalmente, na fase posterior à pandemia que iremos vivenciar. Todos unidos – brasileiros, argentinos e paraguaios – objetivando uma significativa melhoria para todos.

* José Afonso de Oliveira é Professor e sociológo em Foz do Iguaçu.

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Por todos os que estão trabalhando

Professor José Afonso de Oliveira

Neste momento difícil que estamos vivendo por conta da pandemia do coronavírus, temos de pensar em todas aquelas pessoas que estão trabalhando normalmente.

Na linha de frente há médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, mas também administradores hospitalares e até todo o pessoal de manutenção e limpeza dos nossos hospitais. Eles estão em um ritmo bastante intenso de trabalho, sob grande pressão e estresse constante, porém estão tendo o retorno em todos aqueles pacientes já recuperados.

Infelizmente também convivem com a dor das perdas diárias, o que é bastante difícil neste momento, mas que servem para o encorajamento de todos para continuarem firmes nesse trabalho de grande necessidade neste momento.

Contudo, na sociedade, desde as nossas autoridades, passando por grupos que vão de associações de classe a sindicatos, do funcionamento do transporte urbano, com seus funcionários diariamente atendendo a população, correndo riscos muito significativos, os serviços de segurança e policiais, enfim, todos aqueles que estão trabalhando normalmente, todos são importantes, todos estão correndo grandes riscos, até mesmo os nossos coletores de lixo, tudo isso para que possamos continuar tendo as melhores condições de vida possíveis.

Mas é preciso que fiquemos em casa o máximo possível. Essa abertura do comércio não significa que tudo já passou, e sim que possamos ter o funcionamento dessas atividades sob controle – e, por conta disso, nada de festas, almoços comemorativos, churrascadas, enfim, tudo aquilo que pode ter aglomerações. Repito e insisto: quem não precisar sair às ruas, fique em casa que é muito mais seguro para você e para todos.

Tendo de sair de casa, use a máscara (que é obrigatória), mantenha uma distância de uns dois metros das outras pessoas e, lembre, lave as mãos várias vezes ao dia com sabonete ou com álcool gel para prevenir-se contra qualquer contaminação.

Não brinque, não pense que é um super-homem e que nada vai afetar você, pois essa doença é terrível e todos – não há aqui qualquer exceção – estamos em perigo de sermos contaminados. Também não fique na ilusão de que nada possa acontecer-lhe ou de que tudo isso não existe. A situação é mesmo dramática, e as consequências não são boas para ninguém que esteja contaminado.

José Afonso de Oliveira é Professor e sociológo em Foz do Iguaçu.

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O futuro que já é presente

Prof. José Afonso de Oliveira I OPINIÃO

Pensávamos em várias coisas para o futuro quando fomos surpreendidos com as suas realizações já no presente. Estou referindo-me à execução de trabalhos em casa utilizando as redes sociais. 

Agora essa modalidade e outras, como serviços de entrega – que estão sendo também muito utilizados –, vieram para ficar, e assim novos empreendimentos devem ser ativados.

É fato inconteste que teremos uma grande crise econômica, possivelmente uma enorme recessão, e por conta disso é muito salutar já podermos pensar em algumas alternativas aqui na cidade.

Em vez de permanecermos reclamando o tempo todo ou mesmo querendo forçar a barra para a reabertura de todas as atividades, podemos e devemos unir forças para apresentar e colocar no papel alternativas para serem soluções à problemática que já estamos vivendo.

Talvez capitaneados pela ACIFI como elemento de liderança na cidade, agregando a participação das universidades, governos municipal, federal e estadual, Itaipu, órgãos de classe, sindicatos, enfim, todos aqueles que, direta ou indiretamente, têm competência e obrigações sociais para juntos podermos traçar e pensar em novas atividades que sejam capazes de superar a crise.

Novos empreendimentos devem ser pensados na área do turismo. Por exemplo, a criação de um centro ambiental no Parque Nacional do Iguaçu, a construção de um aquário na área de turismo da Itaipu, a dinamização de um centro de turismo tendo a temática básica das reduções jesuíticas dos índios guaranis, e atividades culturais como encontros de corais, festivais de música, cinema e teatro, enfim, atividades dirigidas, preferencialmente, aos jovens em determinados períodos do ano.

Criar finalmente o mercado municipal da cidade, que seria um ponto estratégico para a comercialização de produtos oriundos tanto do campo como da cidade. Essa obra já está iniciada e deve ser terminada com a maior brevidade possível.

Junto à Itaipu incentivar a produção de uma indústria pesqueira para ampliar a produção e a comercialização na área de abrangência do lago de Itaipu. Isso já ocorreu em passado recente e deve ser implementado agora, com possíveis correções.

Essas são algumas ideias, mas importante mesmo é não ficarmos todos parados esperando que algo possa acontecer.

* Prof. José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

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Eleições municipais

Prof. José Afonso de Oliveira I OPINIÃO

Dada a questão da pandemia que estamos vivendo, entenderam os congressistas de realizarem uma mudança constitucional que possibilita a mudança da data das eleições municipais para o dia 15 de novembro, no nosso caso, pois não temos número suficiente de eleitores para realizarmos um segundo turno.

Sendo assim, a propaganda eleitoral também é adiada para mais próximo das eleições, o que vai possibilitar que os eleitores possam ter uma ideia, mesmo que aproximada, daquilo que os candidatos a prefeito e a vereador vão apresentar.

Essa, com certeza, é uma eleição bem diferenciada, pois vai ser realizada exatamente quando já estará prevista a fase de superação da pandemia do coronavírus, com todas as suas consequências, que não são poucas.

Aí estaremos diante de duas realidades: a primeira é a própria crise do coronavírus, com as mortes e todo o sofrimento que isso acarreta, sem que haja qualquer possibilidade de superação de tudo o que já tenha acontecido.

A segunda questão são as mudanças na sociedade, do ponto de vista negativo com empresas falidas, altas taxas de desemprego, e tudo isso terá de ser recomeçado, e as propostas aí serão muitas, algumas inviáveis, outras possíveis.

Mas estejamos atentos porque mudanças positivas também vão ocorrer, como a utilização muito mais intensiva da internet e das redes sociais para a realização de uma série de atividades que vão das escolas às universidades, passando, é claro, por formas inovadoras de trabalho e empregabilidade. Isso já está em andamento e deverá ser ampliado cada vez mais.

Acredito que o mote da campanha eleitoral será mesmo as formas utilizadas para combater a pandemia, desde aquelas com maiores transformações, como fechamentos e aberturas das atividades econômicas, até as possibilidades de atendimento à população naqueles momentos terríveis da pandemia. 

Será, pois, uma campanha política que vai exaustivamente ser lastreada pela realidade que estamos vivendo, devendo os candidatos apresentarem propostas muito concretas de superação da crise, que vai estar muito aguda. 

Aqui estamos apenas fazendo um exercício intelectual para podermos tentar abrir caminhos para os candidatos explicitarem muito melhor as suas formas de ação, as suas propostas mais concretas e pertinentes.

 

* Prof. José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

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Uma nova Foz do Iguaçu está sendo gestada

Prof. José Afonso de Oliveira I OPINIÃO

Isso mesmo, uma nova Foz do Iguaçu está sendo gestada, e isso é visível e perceptível com a ampliação da pista do aeroporto internacional da cidade.

O aeroporto passou, recentemente, por uma reestruturação, uma grande reforma, e agora está em plena atividade, ao mesmo tempo em que estão ocorrendo as obras de duplicação da pista.

Isso pode parecer, à primeira vista, que não tem lá grande importância, mas implica aumentar, e muito, a sua capacidade de aterrissagens e decolagens com aviões de maior porte.

É graças a isso que receberemos aviões de todas as partes do mundo, tanto em voos regulares quanto em voos fretados, o que irá transformar completamente toda a nossa infraestrutura de atendimento aos turistas que nos visitarem.

Significa perceber que o nosso atendimento de bares, restaurantes e hotéis será muito mais ampliado, com a possível entrada de grupos internacionais, o que vai impulsionar e ampliar muito o fluxo de turistas.

A cidade já tem toda uma boa estrutura de atendimento, mas com a previsão de ampliação isso vai significar maiores recursos, empregos em mais quantidade e com melhores qualificações, um comércio muito mais dinâmico, inclusive com venda de produtos em sistema de free shop, conforme já está começando a acontecer.

Bom perceber também que, ocupando uma posição estratégica com Puerto Iguazú, na Argentina, e Ciudad del Este, no Paraguai, estamos centralizando todo o fluxo de turismo internacional que vai dirigir-se para as cidades fronteiriças.

Tudo isso significa também que os nossos atrativos existentes e em funcionamento terão de sofrer uma série de melhorias com a finalidade de ampliar a oferta, permitindo que os turistas permaneçam mais tempo na cidade. 

Finalmente podemos pensar na realização de eventos culturais envolvendo os países latino-americanos, o que seria um dos pontos altos para a atração de turistas internacionais. Dotando a América Latina de uma cultura muito rica e bem diversificada, isso seria a base para a realização de eventos que vão ao encontro de música, cinema, artes plásticas, gastronomia etc.

Tudo isso tem de ser pensado e projetado de forma imediata, pois a chegada de turistas à cidade deve encontrar novas situações para o lazer e divertimento de todos.

* Prof. José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.
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Novos rumos

Prof. José Afonso de Oliveira

É evidente que a pandemia que estamos vivendo está mudando as nossas vidas pessoais, e não sabemos ainda se para melhor ou para pior, porém o fato é que não serão mais as mesmas. 

Mas também estão mudando as relações existentes na nossa sociedade, em que tudo parecia estar estabelecido dentro de uma certa ordem, e agora tudo corre sérios riscos de mudanças profundas que podem gerar crises muito graves.

Tudo isso, infelizmente, é bem mais real do que podemos verificar agora, mas temos de pensar e agir para não sermos pegos de surpresa.

Para tanto, as instituições públicas, lideradas pela Prefeitura de Foz do Iguaçu, devem organizar um grande projeto, contando para isso com a participação das universidades locais, visando a analisar tudo o que está acontecendo, fazendo previsões para o futuro próximo e o mais distante.

Temos, por exemplo, um excedente de mão de obra na cidade que deve sofrer um grande impacto dadas as condições que serão apresentadas por Ciudad del Este e mesmo todo o Paraguai. Onde e como essa gente poderá ser empregada é uma boa pergunta para iniciarmos os nossos trabalhos.

Em outro polo, não menos importante, novos investimentos podem ser realizados com vistas a uma ampliação dos nossos setores produtivos. Para tanto é preciso projetar cenários de futuros que sejam viáveis.

Em curto prazo, algumas ações devem ser tomadas, como a realização de alguns serviços de limpeza, embelezamento de logradouros públicos que possam gerar ocupação de mão de obra e renda para manter muitas famílias. Isso é absolutamente essencial, pois do contrário teremos situações muito complicadas, não se descartando atos de aumento de violência na cidade.

Os sindicatos devem participar e ajudar na realização de cursos de vários níveis para atividades já existentes e outras que vão aparecer para melhorar a qualidade dos trabalhos prestados e, ao mesmo tempo, prever a ocupação de uma mão de obra ociosa que pode trabalhar em um turno e estudar em outro turno ou também a distância.

O importante mesmo é não ficar reclamando do passado, afinal, por mais que isso seja dolorido, não resolve os nossos problemas.

* Prof. José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.
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Estamos em momento de grandes transformações

Prof. José Afonso de Oliveira

De repente, isso mesmo, da noite para o dia, descobrimos que muitas coisas às quais dávamos um grande valor não têm mais nenhum sentido. De uma forma um tanto quanto trágica, acabamos convivendo com a possibilidade real de morte – sem mais nenhuma cerimônia – rápida e rasteira.

De outro lado, as pessoas confinadas em casa começaram a trabalhar, estudar e fazer toda uma série enorme de atividades utilizando a informática, acoplada à internet. Essa situação, pode acreditar, veio para ficar e será ainda mais ampliada. As redes sociais serão muito mais dinamizadas para o oferecimento de cursos, especializações e toda uma série de outras atividades que ainda são praticamente desconhecidas.

Aquilo a que não dávamos importância na sociedade – como sistemas de saúde bem equipados e com boas equipes profissionais – será cada vez mais uma exigência dos cidadãos.

A educação, finalmente, vai ganhar outras formas de execução, adotando aulas com a utilização das redes sociais, intenso uso da informática ligada à internet, propiciando educação para um maior número de alunos e buscando a máxima eficiência. Atenção, pois a partir de agora isso é possível, viável, haja vista o que já está sendo feito nesse sentido.

Setores como turismo e hotelaria devem passar por profundas transformações visando a ter um público superior ao existente antes da pandemia, mas com redução bem acentuada de custos. O turismo de massa será a base dessa nova realidade, isso ocorrendo com uma forma mais personalizada de maior volume de custos.

Tudo isso está acontecendo por conta das profundas transformações já existentes nos sistemas produtivos, juntamente com parâmetros de consumo em larga escala, propondo agora horários diferenciados de trabalho, a inexistência de um mês de férias, cuja existência se estenderia assim por todo o ano, movimentando o turismo e a hotelaria. Como forma adicional, os sistemas de transportes urbanos seriam muito mais eficientes, pois atenderiam praticamente a um grande número de passageiros em todo o transcurso do dia e não mais em determinados momentos.

Sistemas de comércio com informática e internet eliminam gastos excessivos com lojas, estacionamentos, entre outros, possibilitando maior volume de transações. O sistema de entrega em domicílio, que veio para ficar, vai mudar também a rotina das lojas e dos bares e restaurantes.

* Prof. José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.
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Novelas educativas

Prof. José Afonso de Oliveira

A televisão é um meio de comunicação social muito importante e de grande penetração entre as pessoas. O trato técnico bem trabalhado na imagem e no som pode produzir efeitos encantadores, atraindo sempre um grande público. Tanto isso é verdade que costumamos dividir o nosso horário de lazer de acordo com a programação televisiva a que assistimos.

A TV Globo está trabalhando com duas novelas de forte conteúdo educativo, sem que sejam transformadas em um assunto estéril ou mesmo chato.

Temos Malhação, com “Viva a Diferença”, em que jovens adolescentes, todos eles atores em formação, trabalham e interpretam os relacionamentos de adolescentes focados em um pequeno grupo no qual há diferenças étnicas e culturais bastante significativas.

Esses adolescentes revivem os problemas que existem na sociedade, em vários níveis, especialmente no que diz respeito à escola, trabalho, relacionamentos e convivências novas que vão acontecendo.

De outra forma a novela Novo Mundo aborda a questão histórica dos primórdios do Brasil na etapa em que se organiza a nova sociedade quando da independência em 7 de setembro de 1822.

Misturar fatos históricos com ficção é bastante interessante por mostrar uma realidade histórica que poucos na sociedade conhecem em seus meandros mais profundos e mesmo pitorescos.

Mas a novela não fica apenas no passado, pois faz várias referências ao período atual em que estamos vivendo, enquanto sociedade e não tanto governo.

O interessante é que tínhamos uma visão muito negativa das novelas como fatos menores da nossa cultura, aliada a uma certa alienação da realidade em que vivemos no Brasil. Mas é fato que esse estilo de novelas tem trazido sim uma boa contribuição para o conhecimento mais profundo da nossa realidade – quer no passado, Novo Mundo, quer no presente, “Viva a Diferença”. Que possamos esperar que esses venham a ser instrumentos para que consigamos, ao fim e ao cabo, melhorar a nossa sociedade, que tanto precisa – hoje provavelmente mais do que nunca.

Claro que a intepretação dos atores, a direção da novela, os diálogos, roupas, enfim, tudo o que se refere à dramaturgia tem um toque muito especial de alta competência profissional, verdadeira escola para novos atores, já que esse também é um dos objetivos das novelas.

 

* Prof. José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.
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Repensando o turismo

Prof. José Afonso de Oliveira

Já estamos todos preocupados e vislumbrando uma nova realidade que se descortina com o fim da pandemia do coronavírus. Nossa cidade, que tem um grande eixo de sua economia no turismo, vive agora a necessidade premente de repensar as suas ações, inovando e empreendendo, para poder superar a crise do setor – que não será pequena e vai demandar algum tempo para ser revertida, não mais da forma que existia, mas já dentro de um novo contexto.

Penso que novos atrativos possam ser implementados e os que já existem tenham de ser diferenciados da maneira que eram tratados antes da pandemia. Nesse sentido precisaremos dinamizar, por exemplo, os espaços existentes, criando no Parque Nacional do Iguaçu um centro de estudos ambientais e um museu de animais e vegetais, tudo isso em parceria com os cursos que existem, especialmente na Unila. 

Podemos também dinamizar os roteiros turísticos da Itaipu Binacional, priorizando um desenvolvimento do conhecimento existente a respeito da hidroeletricidade e sua importância. Não é simplesmente realizar uma visita à hidrelétrica, mas sim a realização de pequenos cursos sobre as questões técnicas, econômicas e sociais da empresa, envolvendo o Brasil e o Paraguai, explicando, por exemplo, a binacionalidade e os contratos para a construção da hidrelétrica como um caso muito positivo e específico baseado no Direito Internacional.

Desenvolver e criar visitas às comunidades rurais do entorno de Foz do Iguaçu, mostrando toda a vida social e econômica existente nessas áreas e a sua história e importância.

Trabalhar as questões relativas às Reduções Jesuíticas dos índios guaranis tanto do lado argentino – San Inácio Mini – quanto no Paraguai – Trinidad –, ambas declaradas como patrimônio histórico pela Unesco.

Arregimentar, mediante conferências, cursos e publicidade, novos turistas para a cidade – sejam, por exemplo, estudantes do ensino médio e das universidades para aqui realizarem projetos de estudo complementar a sua formação, o que permitiria um fluxo contínuo de visitantes em nossa cidade e região. 

Por ser uma iniciativa nova, são necessários estudos preliminares, cursos de capacitação e previsão e avaliação das atividades que serão desenvolvidas visando a ter uma outra dinâmica no turismo em nossa cidade, que já conta com uma infraestrutura bem montada.

* Prof. José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.
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