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Aquarelas

Prof. José Afonso de Oliveira

Tive a grata satisfação de participar de uma exposição de aquarelas realizada na Fundação Cultural. Algo maravilhoso, surpreendente e de uma simplicidade encantadora. 

A exposição era de artistas femininas, praticamente todas de Foz do Iguaçu, que mostraram um talento excepcional em tudo o que fizeram e estão expondo.

Penso que as mulheres, com suas finas sensibilidades, praticam esse tipo de arte com grande maestria e rara beleza, provocando o encantamento que, penso, é o cume de uma vivência realmente humana.

Geralmente são crianças que brincam com aquarelas mostrando toda uma sensibilidade, muito original, ainda não influenciada por costumes e normas sociais.


Pegando esses aspectos, as mulheres conseguem captar a originalidade, independentemente de qualquer outra situação, e, com intensidade de cores vivas, captam momentos muito significativos de rara beleza.

É mesmo um grande deslumbramento, pois essa arte requer pouco em termos financeiros, mas possibilita grandes devaneios em termos estéticos.

Já na Atenas distante, pelo menos 2.500 anos da nossa era, os atenienses já entendiam que a estética era o ponto alto da vivência humana e, por isso mesmo, eles entendiam que ela era reservada aos deuses em sua rica mitologia.

No nosso mundo atual, podemos ver as aquarelas como sendo a captação de momentos só possíveis de serem vistos por olhares atentos, sensibilizados pela beleza. 

Como tudo, isso é importante para a vida que estamos vivendo nesse frenesi, nessa correria doida para nada. Ela dá um novo sentido ao nosso existir, produz um bem-estar muito além do conforto, induz a uma paz verdadeira que está assentada no nosso relacionamento com os outros, por isso mesmo é essencial para a vida, que sempre é uma elevação acima de toda a existência do aqui e agora materializado no ter e não tanto no ser.

É a arte capaz dessa elevação à medida que externa tudo aquilo que temos de grandioso e, mais ainda, de belo na generosidade de buscarmos sempre a elevação acima de toda a matéria, de sorte que possamos construir novos relacionamentos sociais, mas fortes e plenos que nos possibilitem viver muito melhor.

José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

Clique aqui para ver mais fotos e ler mais sobre a exposição.