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Professor Afonso
Professor Afonso
Investimentos no presente e no futuro

José Afonso de Oliveira

Tanto agora no presente e, mais ainda, no futuro, próximo e distante, os grandes investimentos serão realizados, como já vem acontecendo nas áreas prioritárias da informática. Podemos antever projetos nas áreas sociais, notadamente em educação e saúde, mas em todos os outros setores da sociedade também serão necessários.

Isso significa que aumentar a elaboração de bens tende a ser uma necessidade enorme, diria mesmo infinita; e os espaços de tempo de criação, cada vez menores. Dada essa particularidade, estamos entrando em novo ciclo produtivo, no qual a produção deve ocorrer prioritariamente nas áreas relativas ao setor de serviços, especialmente no comércio, na troca de mercadorias.

Não é sem sentido que hoje um dos órgãos internacionais de maior prestígio seja exatamente a Organização Mundial de Comércio, visto que sem o seu aval fica muito difícil, senão impossível, comercializar no mundo globalizado.

Podemos entender a importância da China exatamente no momento em que ela conseguiu, graças ao apoio do Brasil, entrar para a OMC e agora se ergue como grande potência econômica global.

Nesse contexto também podemos produzir bens, de qualquer espécie, dos mais simples aos mais sofisticados, em qualquer parte do planeta. Por conta disso, a antiga classificação de países desenvolvidos e subdesenvolvidos deixou de ter qualquer significado prático. Hoje temos apenas países que são bastante distintos, diferentes, e nada mais.

Grandes empresas multinacionais são atualmente completamente desconhecidas, somente existindo pela efetivação dos serviços que prestam, cujo exemplo mais evidente é a Uber, que é apenas um aplicativo utilizado globalmente para transporte de pessoas, caminhando aceleradamente para o setor de transporte de cargas, o que vai revolucionar toda a economia.

No setor de reservas de hotéis, estas hoje podem ser feitas – como já ocorre mundo afora – por uma empresa multinacional localizada na Alemanha, permitindo a maior ocupação e a redução significativa dos custos desse que é um setor da economia bastante importante.

É evidente que a entrada em vigor dessas e de outras tecnologias traz bastante desconforto, mas sinaliza os novos tempos que já estão chegando, nos quais passaremos boa parte ociosos, exercendo outras atividades para a plena satisfação humana.

José Afonso de Oliveira é sociológo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

Mundo da velocidade

José Afonso de Oliveira

O mundo atual é da velocidade, no qual tudo corre assustadoramente. Vivemos correndo, chegamos atrasados a compromissos, nas nossas ruas e avenidas corremos com nossos carros... enfim, tudo hoje é muito veloz, dando a impressão de que antes o mundo era muito devagar.

Claro que tudo isso é fruto da alta tecnologia que empregamos na nossa realidade, em que ser veloz passou a ser um valor em si mesmo, dando a dimensão de pessoas que são altamente valorizadas por serem velozes.

Incentivos para isso não faltam, desde veículos que usamos, os quais possuem capacidade de alcançar, em questão de segundos, altas velocidades, até mesmo ao assistirmos a corridas de Fórmula 1, que incentivam e vendem novas marcas de carros e motores capazes de ser muito seguros e atingir altíssimas velocidades.

Zygmunt Bauman traduz tudo isso mostrando um novo conceito de sociedade ao trabalhar a chamada, por ele, de sociedade líquida. Essa tem a sua característica muito peculiar exatamente na velocidade com que vivemos no mundo atual globalizado.

Em função de tudo isso é que acabamos construindo as nossas cidades, onde as avenidas, ruas, vias expressas, viadutos adquirem a posição de avanço, de cidades ditas modernas, evoluídas, pois nelas conseguimos nos locomover dentro dos parâmetros das velocidades que nos são necessárias e permitidas.

Mas as velocidades estão mesmo atreladas ao desenvolvimento do mundo capitalista de produção industrial, em que elas passam a ser essenciais, evoluindo para o conceito de produção de massa, hoje dominante com todas as novas tecnologias já disponíveis.

Aqui, porém, fica claro igualmente que podemos perder a percepção da vida em sociedade, na exata medida que não conseguimos mais vislumbrar fins a que nos atemos para viver em sociedade, além do que nem todos conseguem ter essa dimensão da velocidade em sua vida diária e, também por conta disso, podem estar à margem da sociedade atual.

Isso acaba determinando áreas de frustração que são muito sérias e perigosas à proporção que não mais conseguimos manter determinados ritmos de vida, na velocidade em que nos é exigido.

José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

Centro biológico em Foz do Iguaçu

José Afonso de Oliveira

Pensamos que o nosso Parque Nacional do Iguaçu, tombado como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, possa ter uma nova e boa finalidade por meio da criação de um centro ambiental.

Para ele viriam pesquisadores do Brasil, de toda a América, Europa, Ásia e África, pois temos aqui uma imensa riqueza que são os remanescentes da Mata Atlântica. Além disso, os peixes dos rios Iguaçu e Paraná seriam material de pesquisa de grande valia.

Tal centro estaria, permanentemente, abrindo espaço para conferências, seminários e outras modalidades, todas de caráter global, e com isso também ampliando o fluxo e pessoas na cidade, utilizando hotéis e equipamentos de turismo disponíveis.

Uma parceria com a Itaipu Binacional é de fundamental importância, até mesmo porque a empresa está investindo alto no setor ambiental no Paraguai. Mas essa pareceria teria o apoio do Ministério do Meio Ambiente, levando em conta também o fato de que o nosso Parque Nacional do Iguaçu tem a maior e melhor arrecadação financeira no Brasil entre todas as unidades de conservação existentes.

Assim, parte desses recursos seria utilizada inicialmente para a criação do referido centro, cujas instalações podem ser prédios existentes no Parque Nacional que estão com pouco uso.

Finalmente a Unila também seria uma parceira obrigatória, pois tem vários cursos de graduação ligados, direta ou indiretamente, à área ambiental e poderia mesmo ampliar a oferta de cursos nas modalidades de mestrado e doutorado, implicando assim um desenvolvimento mais amplo e direto do seu setor de pesquisa e extensão como sendo fundamental à sua atividade.

Podemos assim verificar que existem amplas sinergias para a criação desse centro de estudos ambientais, extremamente necessários no momento em que a humanidade começa a discutir novas perspectivas em função de questões pertinentes à sobrevivência do nosso ambiente natural.

Pensando que esse será um passo muito importante, podemos antever a nossa cidade dentro de um contexto de inovação muito importante e bastante significativo, podendo mesmo ser transformada em um grande e importante centro ambiental que irá prestar grandes serviços na discussão e, mais ainda, na elaboração de novas práticas de convívio da sociedade com o seu ambiente natural, essencial para o nosso presente e futuro próximo.

José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu. 

Abrir-se para o mundo

José Afonso de Oliveira

Levando em conta que temos a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), podemos ter também ousadias propondo inovações fundamentais, exatamente dentro do contexto em que essa universidade está pensada e vem atuando.

Como ela deve funcionar como um polo de integração latino-americano, é preciso que algumas ações possam ser idealizadas e desenvolvidas nesse sentido.

Constituir, por exemplo, um grande centro de estudos latino-americano trabalhando com vários e diferentes campos do conhecimento e das artes, cujos cursos, na sua maioria, são encontrados na Unila. Referido centro seria, como muitos que existem, presencial, mas contaria igualmente com tecnologias para atendimento de videoconferências, blogues..., enfim, por meio das redes sociais teria uma área de abrangência muito maior.

Evidente que esse centro também, das duas formas apresentadas acima, forneceria cursos a distância e presenciais visando a uma maior disseminação de aspectos da cultura latino-americana em seus vários modos, incluindo os destaques dos povos originários que por toda a nossa América Latina são visíveis e muito atuantes.

Da mesma forma, o centro teria uma revista em formato digital para divulgação e troca de experiências e de conhecimentos das várias abordagens de trabalhos que seriam realizados nele.

O centro possuiria uma estrutura própria, na qual a Unila participaria, bem como a prefeitura, governo do Paraná, governos brasileiro, argentino e paraguaio, que determinariam os rumos, os recursos, enfim, organizariam todo o funcionamento do centro de sorte a termos uma maior flexibilidade para as ações que existiriam.

A função primordial do centro seria de duas ordens de ações, sendo a primeira delas revelar os vários aspectos importantes da cultura latino-americana, e em segundo lugar desenvolver um novo pensamento latino-americano partindo exatamente das diferenças culturais existentes.

José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

O ontem e o amanhã

Prof. José Afonso de Oliveira

Ninguém mais consegue viver o ontem, pois esse se foi. Nada neste mundo retrocede ao dia passado; vivemos sempre no presente, em que um dia foi ontem e outro dia será o amanhã. Mas nem o ontem pode ser novamente vivido como o amanhã só será vivido quando se tornar presente.

Muitas pessoas, e não são poucas, diante da crise do presente no qual estamos todos inseridos, pensam sempre no ontem como muito melhor do que o presente. Todos tinham bons empregos, ganhavam bem, passeavam... enfim, viviam um momento paradisíaco que, infelizmente, foi-se para sempre. Portanto para muita gente o ontem é infinitamente melhor do que o presente crítico em que nos encontramos.

Também diante desse presente, muito ou pouco indesejável, muita gente tem pressa que o futuro chegue logo, pois ele significa a superação da crise que estamos vivendo. 

Sempre tudo isso existiu, mas ocorre que atualmente tudo está muito mais acelerado. O passado desaparece muito rapidamente, e o futuro se torna presente também com incrível rapidez e grande intensidade. Diante desse fato ficamos todos perplexos e mesmo muito desorientados, porque tudo aquilo que até ontem funcionava, e muito bem, agora já não funciona mais, e não vislumbramos nada que possa substituir o que está no passado.

Esses que são fatos do nosso dia a dia tendem a ser cada vez mais profundos e muito mais velozes. Vivemos no mundo da velocidade incalculável. Pela frente existem novas possibilidades que vão impactar fortemente a vida de todas as pessoas no planeta. Isso mesmo, a globalização na qual estamos inseridos é algo inédito na história da humanidade, ao menos nas proporções em que ela hoje se apresenta. 

Revoluções na física, química e biologia originando novas áreas do conhecimento como a física quântica, a neurociência, a biologia molecular e tantos outros procedimentos estão proporcionando grandes transformações mais acentuadas ainda com os algoritmos sofisticados, a inteligência artificial, a bioinformática... enfim, com tudo aquilo que já começa a despontar.

Tudo isso vai exigir uma nova sociedade, novos padrões de enriquecimento, de cultura, e uma vida muito melhor, mais justa, fraterna, solidária de todos com todos e de todos com a natureza, mantendo as condições de vida no planeta, essenciais para que possamos todos ter uma vida muito melhor.

José Afonso de Oliveira é professor e sociológo em Foz do Iguaçu.

Turismo e esportes

O desenvolvimento de esportes é algo muito importante e está interligado com o turismo. Sim, muitas pessoas visitam pontos turísticos quando da realização de competições esportivas de várias e diferentes modalidades.
Nesse sentido Foz do Iguaçu vem destacando-se no popular futebol masculino ou na modalidade mais recente no que tange às participantes femininas.

Também há destaque na cidade para o futsal, que vem ganhando adeptos passando a ser hoje uma das marcas esportivas de Foz. Com um trabalho de apenas 40 anos, ele se destaca no cenário nacional movimentando vários e diferentes setores socioeconômicos, e pode-se prever sua expansão nos próximos anos.

Outra modalidade em que o município se evidencia ultimamente é a canoagem, graças às condições oferecidas pela Itaipu, mas podemos pensar igualmente em expansão da vela no Lago de Itaipu.

Não nos esqueçamos que há pouco tempo tivemos aqui a realização dos Jogos Mundiais da Natureza, em sua primeira e única edição, nada impedindo que busquemos patrocinadores para darmos sequência a essa espécie de olimpíada da natureza, que goza de ampla aceitação mundo afora.

Podemos verificar que a realização da Meia Maratona das Cataratas já está posta em calendário nacional dessa modalidade esportiva, atendendo ao quesito de ser a única no mundo dentro de uma reserva natural de grande beleza, destacando-se o cenário único das Cataratas do Iguaçu.

Desse modo podemos verificar o crescente público na cidade, seja de esportistas com suas devidas equipes técnicas, mas também de jornalistas especializados e todos aqueles que vêm prestigiar a participação de parentes ou amigos nas modalidades esportivas, sendo esse um público constante para o nosso segmento turístico.

Podemos ainda desenvolver outras modalidades esportivas, como campeonatos de golfe, que tem a particularidade de ter um público constante e incrementador do nosso setor turístico.

Por tudo isso e muito mais, investir no turismo tem um significado especial de reforçar e ampliar todo o nosso segmento esportivo.
 

E o inverno vem chegando

José Afonso de Oliveira 

Estamos entrando no inverno, momento este muito especial, mas que revela também o que está acontecendo com a natureza. Geralmente nesta época do ano já estamos com um frio bem acentuado, especialmente aqui pela nossa Região Sul.

Com as baixas temperaturas, o ritmo de nossa vida também tende a passar por mutações bastante acentuadas e facilmente verificadas. Dormir bem nesta época do ano não só é aconselhável como também necessário, já que sair de casa para realizar qualquer atividade, especialmente no período noturno, é muito mais penoso.

Também os hábitos gastronômicos tendem a ser mais amplos, com maior fartura de pratos e boas bebidas, tanto alcoólicas quanto sem esse ingrediente.

Usamos roupas mais pesadas em maior quantidade para nos abrigarmos do frio, principalmente nos momentos em que estamos fora de nossa casa, trabalhando ou realizando qualquer outra atividade.

Mas estamos, já há algum tempo, percebendo que as temperaturas baixas se resumem a alguns dias do ano no inverno, e olhe lá. Esse é um fato verificável e a tendência é que ele se repita cada vez de forma mais escassa.

Como temos um padrão de produção e de consumo em grande quantidade para uma população crescente no planeta, mas que também contém enormes desperdícios, isso tudo está levando seriamente às mudanças climáticas em toda a Terra, motivadas, claro, pelas questões de agressão ao ambiente natural.

A persistirem essas questões, e infelizmente tudo leva a crer que não terão fim, ao menos em momentos tão próximos, é de se esperar também a incidência maior de mudanças naturais com todas as suas consequências.

O Acordo do Clima em Paris, que surpreendentemente o governo atual dos Estados Unidos não aceitou, é algo bastante sério, no sentido de que as consequências já estão acontecendo em várias partes do mundo. Esse documento é muito benfeito, propondo uma série de medidas de sorte a mitigar os efeitos perversos das mudanças climáticas que estão ocorrendo mundo afora.

A situação que está sendo posta na prática é que rapidamente ou mudamos de comportamento, tendo como preocupação fundamental as questões ambientais, ou, sem a menor chance de reverter esse quadro, ele só vai piorar, podendo mesmo chegar ao cúmulo de inviabilizar a vida no planeta.

* José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu. 

Soluções em plena crise

José Afonso de Oliveira

Encontrar e aplicar soluções em plena crise, isso sim requer grande conhecimento e coragem para empreender, pois o risco é bastante considerável e, por conta disso, alternativas devem ser buscadas para manter empreendimentos econômicos em funcionamento.

Estou dizendo isso em função do que estamos vivendo em Foz do Iguaçu neste momento. A alta do dólar, o surgimento de novos empreendimentos, as mudanças globais nas áreas comerciais..., tudo isso vem trazendo uma enorme modificação nas relações entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, no Paraguai.

Ninguém mais tem vindo para a nossa região para comprar produtos que serão pagos à vista se nos seus locais de origem esses mesmos produtos podem ser comercializados a prazo, com financiamento, e muitos deles são vendidos nas redes de supermercados existentes.

A alta do dólar, o surgimento de novos empreendimentos, as mudanças globais nas áreas comerciais..., tudo isso vem trazendo uma enorme modificação nas relações entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, no Paraguai.

Enquanto tudo isso vem ocorrendo, permitindo a realização de manifestações públicas, entre outras alternativas aqui em Foz do Iguaçu, a rede hoteleira está em plena expansão com a construção e entrega de novos hotéis neste ano e em 2020.

São grandes investimentos que irão sinalizar um afluxo maior de turistas em nossa cidade no transcorrer de todo o ano. Além dos hotéis, novos centros de lazer estão sendo lançados na cidade com construções que brevemente serão iniciadas.

Shows, encontros, enfim, toda uma série de atividades está sendo trabalhada para ter início e funcionamento visando a atrair mais turistas que por aqui vão aquecer a economia.

Também nesse contexto, o funcionamento de nossas universidades coloca um número bastante considerável de jovens na cidade incrementando todo o setor imobiliário e de bares e restaurantes. À medida que esses cursos vão ampliando-se, aumentando o número de vagas, mais jovens chegam para morar temporariamente em Foz.

Quanto mais investimentos são realizados, outras atividades passam a ser dinamizadas gerando sempre maior volume de recursos e ampliando a oferta de empregos, permitindo melhorias consideráveis para os habitantes da cidade. Isso significa dizer que teremos assim um ciclo econômico que vai abandonar o atraso, a paralisação, para tornar-se ascendente.

* José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu. 

Tecnologia para o futuro

José Afonso de Oliveira

O mundo está apavorado pela ascensão da China, tanto do ponto de vista econômico como, mais ainda, por conta de seus avanços tecnológicos que são enormes e irreversíveis.

O celular lançado recentemente no mercado global pela Huawei é simplesmente fantástico, pois é mais evoluído tecnologicamente que seus similares a um preço de venda muito mais reduzido.

O governo dos Estados Unidos proíbe a sua comercialização no mercado norte-americano, e isso significa que a China – que está entrando no 5G – vai superar o Android e possivelmente as empresas de alta tecnologia estadunidenses na área da informática.

É possível que os chineses consigam uma tecnologia tão avançada que possa controlar, a distância, toda a estrutura militar dos EUA, comprometendo assim o aparato bélico montado como sendo o mais poderoso do planeta.

Com a revolução 5G, que já está em andamento, a inteligência artificial dá um salto enorme, e podemos ter a certeza de que os sistemas produtivos praticamente na sua totalidade serão inteiramente informatizados, tendo o seu controle também dominado pelas máquinas.

Assim estamos diante de um novo mundo, que já está existindo e vai modificar profundamente toda a sociedade. Teremos máquinas trabalhando com toda a eficiência, sendo igualmente controladas por outras máquinas – que também serão eficientes, com o detalhe importante de poderem operar 24 horas por dia, em 365 dias, sem a necessidade de férias, feriados etc.

Por outro lado, não terão igualmente de receber pagamento, o que vai ser muito bom para os empresários. Resta saber o que fazer para o atendimento das necessidades das pessoas, e aqui penso em Domenico De Masi, que tem trabalhado exaustivamente o conceito de ócio que ele denomina de criativo e que está sofrendo uma imensa expansão mundo afora.

Atividades esportivas estão em expansão, haja vista competições internacionais do porte das Olimpíadas ou da Copa do Mundo de Futebol, o maior espetáculo do planeta.

Cinema, teatro, música com imensas orquestras sinfônicas, em todo o mundo, estão igualmente em ampliação, conquistando públicos e novos espaços. Talvez esses sejam os sinais claros da nova sociedade que está agora em gestação, mas que deverá ser marcante em curto espaço de tempo.

José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

Foz do Iguaçu: passado e futuro

José Afonso de Oliveira

Quem está em Foz do Iguaçu nos últimos 40 anos pode perceber as grandes transformações que a cidade viveu. De uma cidade pequena para o que ela é atualmente, onde algumas marcas do tempo desapareceram e outras ainda estão muito presentes.

Dos antigos clubes como o Floresta, que atendia o pessoal da Itaipu, e o Oeste Paraná Clube, que recebia os moradores da cidade, resta hoje apenas o Country Club, o qual ainda existe, mas está praticamente desativado. Naqueles tempos, havia a festa de abertura das piscinas que movimentavam todo o verão iguaçuense, porém hoje não faz mais nenhum sentido, até porque as pessoas vão para as praias e grande parte tem piscina na sua residência.

Havia as discotecas, sendo, sem sombra de dúvida, a mais destacada a Agência Tass, hoje só viva na memória das pessoas que a frequentavam e estão na cidade há mais tempo. Não tem mais sentido falar em discotecas quando os divertimentos atuais são distintos e mais individualizados do que no passado recente.

Nossos colégios tradicionais, como o Bartolomeu Mitre e o Monsenhor Guilherme, onde estudaram os filhos da elite da cidade e atualmente têm poucos alunos devido a toda expansão do ensino fundamental e médio nos diversos bairros que foram sendo constituídos na cidade, dada a política de expansão urbana, fruto do crescimento demográfico e, principalmente, das migrações que a cidade começava a receber.

O nosso centro comercial localizado na Avenida Brasil e atualmente já deslocado para os shoppings, além da expansão para os bairros da cidade, possibilitando assim uma descentralização comercial em função também da ampliação das políticas de crédito e de todas as facilidades existentes por meio do sistema bancário informatizado.

Os nossos esportes precários, mas que passam hoje por uma grande dinamização, com o futebol de salão em alta, tanto quanto a Meia Maratona das Cataratas e as disputas de barcos no Canal da Piracema na Itaipu. Tudo isso movimenta uma grande quantidade de pessoas, uma publicidade intensa e a presença de muitos jovens em nossa cidade.

Mas tenhamos os olhos postos agora no nosso futuro, quando a nossa cidade vai dirigindo-se para ser, cada vez mais, um grande centro de dinamização envolvendo os países vizinhos e buscando uma expansão cada vez maior por toda a nossa América Latina.

José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

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