Fronteira terá primeiro encontro de Hip Hop

Pela primeira vez a Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai) vai receber um evento específico de Hip Hop. É o primeiro Encontro de Hip Hop na Fronteira, que acontece entre os dias 23 e 25 na Casa do Teatro e Praça das Nações, em Foz do Iguaçu. O evento vai reunir os três elementos essenciais da cultura: rap, graffiti e break.

Primórdios da cultura datam de 1929 quando músicos e bailarinos norte-americanos ficaram desempregados e passaram a atuar nas ruas

Pela primeira vez a Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai) vai receber um evento específico de Hip Hop. É o primeiro Encontro de Hip Hop na Fronteira, que acontece entre os dias 23 e 25 na Casa do Teatro e Praça das Nações (em frente ao Colégio Bartolomeu Mitre), em Foz do Iguaçu. O evento vai reunir os três elementos essenciais da cultura: rap, graffiti e break.

A Dança de Rua, como era conhecido no começo o Hip Hop, surgiu entre os negros das metrópoles norte-americanas em 1929, quando músicos e dançarinos que trabalhavam em cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows. O termo hip hop, segundo historiadores da cultura, foi criado em 1968 por Afrika Bambaataa.

O 1º Encontro de Hip Hop da Tríplice Fronteira será aberto às 19h da sexta-feira, 23, com uma palestra na Casa do Teatro. Um grupo de professores da Secretaria de Cultura de Londrina vai abordar o hip hop e a inclusão social. Após os debates, o grupo seguirá para uma confraternização no Taberna Bar (Calçadão da Rua Rio Branco), onde está programada uma discotecagem especial.

Para o dia 24 (sábado), está programada, no período da tarde, uma série de oficinas e cursos sobre DJ, B.Boly, MC e Graffiti. No domingo, as oficinas e cursos serão realizados nos períodos da manhã e tarde no mesmo local. A noite, a partir das 18h, será feito o encerramento com uma apresentação de rap na Praça do Mitre (Avenida Jorge Schimmelpfeng.).

O encontro é uma promoção da Casa do Teatro em conjunto com os grupos Family Roots e Bancas CDR. As inscrições, para os cursos e oficinas, são gratuitas e podem ser feitas na Casa do Teatro, Amarelo Skateboardin e Uhuru na Galeria Center Abbas (Avenida Brasil). As vagas são limitadas.

História – Após as primeiras manifestações, em 1929, o hip hop permaneceu quase que exclusivo dos guetos nas metrópoles dos EUA. O cenário mudou a partir de 1967, quando o cantor James Brown lançou a dança através do funk. A cultura hip hop é formada por três elementos: rap, graffiti e break.

O rap (rhythm and poetry, ou ritmo e poesia) é a expressão musical-verbal da cultura. O graffiti, que representa a arte plástica em desenhos coloridos feitos por graffiteiros nas ruas das cidades espalhadas pelo mundo. E o break dance representa a dança.

O termo foi criado em 1968 por Afrika Bambaataa. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, um deles na forma pela qual se transmitia a cultura dos guetos americanos e outro justamente na forma de dançar popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip).

Em meados dos anos 70 no Bronx, cidade de Nova Iorque, só existiam dois bons deejays conhecidos que eram Kool D.J. Herc e Kool Dee. O primeiro foi o maior e mais seguido entre todos os outros da localidade.

Break – Uma das vertentes do street dance, explodiu nos EUA em 1981 e se expandiu mundialmente. No Brasil, em função de sua cultura peculiar, os dançarinos incorporaram novos elementos de dança.

Em janeiro de 1991, foi criado em Santos, no litoral paulista, o primeiro curso de Dança de Rua no Brasil, idealizado e introduzido pelo coreógrafo e bailarino Marcelo Cirino. O treinamento foi baseado em trabalho prático e de pesquisa realizado a partir de 1982.

O curso virou projeto e para alguns religião, sempre com o apoio da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Santos. Hoje sua repercussão mundial retrata o reconhecimento do trabalho e não um simples modismo.

(Com informações do site www.dancaderua.com.br)

Foto: danceheritage.org (meramente ilustrativa)

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