A importância do conhecimento

Prof. José Afonso de Oliveira

Bem ao nível digamos corriqueiro basta pensarmos como eram tratados os dentes no século 18, ou seja, distando de nós cerca de uns 200 anos. Qualquer infecção dentária não tinha tratamento adequado, podendo levar a pessoa à morte, além de provocar uma dor insuportável.

Mas hoje nós, graças à utilização da eletricidade em larga escala, podemos realizar múltiplas atividades que vão desde trabalhos computadorizados até fábricas que funcionam durante o período noturno, ou mesmo sistemas educacionais que também operam à noite, sem qualquer tipo de problema. A simples falta de luz, por qualquer motivo, coloca muitas pessoas em verdadeiro pânico.

Na medicina então nem se fale, pois que os avanços científicos nessa área são enormes, possibilitando uma vida muito melhor, com qualidade, além de um tempo maior de vida. Na Idade Média a vida durava mais ou menos 35 anos. Quer dizer, nesse curto espaço de tempo as pessoas cresciam e geravam filhos – e, por vezes, isso era feito em idade tão baixa que elas podiam também gerar netos.

Hoje estamos assistindo a um debate impensável entre o conhecimento científico e outras formas de entendimento de determinadas realidades que nada têm a ver com a ciência. Isso fica muito claro com a pandemia do coronavírus, contra a qual aparecem, perigosamente, terapias muito estranhas, sem nada a ver com o conhecimento médico já existente.

Por conta disso também é que o conhecimento científico hoje já organizado, acumulativo e dispensado pelas universidades e centros de pesquisa, mundo afora, possibilita todos os avanços tecnológicos que conhecemos e estamos utilizando dentro de nossas cozinhas até as viagens espaciais e fabricação de equipamentos informatizados de alta e rápida acumulação e processamento de informações.

O mundo nosso é impensável sem a existência do conhecimento científico e a tecnologia correspondente. Simplesmente não saberíamos viver hoje sem essas condições que nos proporcionam sempre grandes transformações, mudanças que nem sempre são tão boas como imaginamos, mas que existem independentemente de nossas vontades.

* Prof. José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.
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