Longas filas para entrar nos ônibus (Foto: Marcos Labanca)

Alterações no transporte coletivo em Foz do Iguaçu

Vivemos recentemente uma grande greve no setor de transporte coletivo em Foz do Iguaçu que, por incrível que possa parecer, não trouxe melhorias para ninguém; ao contrário, gerou enormes prejuízos para todos os usuários.

Por conta disso é preciso perceber que esse setor, sempre exigindo aumento do preço das passagens, sem que o bom atendimento possa ocorrer, tem de ser, imediatamente, repensado. Por conta disso, penso podermos detalhar melhor a situação e propor assim algumas alterações.

Primeiramente, o transporte coletivo é uma concessão do poder público, visando a atender todos os habitantes da cidade. Ora, atualmente, até onde sabemos, são atendidas um pouco mais de 10% das pessoas – o que, por si só, mostra as deficiências desse serviço.

Pensamos que necessitamos aumentar a oferta de serviços, ampliando as linhas e os ônibus, mas buscando também diferenciar o público, a fim de que todos possam ser bem atendidos.

É fato que a cidade cresceu e houve com isso uma grande expansão em todo seu território, no sentido de sua ocupação. Também temos de entender que o sistema de transporte coletivo no município é relativamente recente, coisa dos últimos 40 anos.

Assim, novas linhas, com ônibus e preços de passagem diferenciados, devem ser implantadas objetivando atender um público distinto, evitando assim o grande volume de trânsito na cidade em determinados horários. Pode ser inclusive com micro-ônibus, pois esses, ao menos no início, terão um público bem menor, mas que precisa ser atendido.

Nesse mesmo sentido, adotar uma linha própria na cidade para levar pacientes para atendimento médico em hospitais e unidades de saúde, especialmente em alguns horários de maior necessidade.

Criar uma linha específica para atendimento de turistas em visitação aos pontos turísticos da cidade em determinados horários.

Mas é de fundamental importância que seja criado na prefeitura um setor de engenharia de tráfego, afinal temos necessidade premente de pensarmos a mobilidade na nossa cidade – que, ao que tudo indica, apresentará brevemente problemas muito sérios, e as possíveis soluções exigem conhecimento específico para prever atendimento tanto no presente quanto no futuro.

*José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

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