Ano novo, vida nova

Prof. José Afonso de Oliveira

Sempre o novo ano que se inicia carrega, em si mesmo, toda essa questão de uma vida nova. É, sim, uma renovação nos procedimentos, normas, principalmente modos de pensar e ver a realidade em que estamos inseridos e vivendo.

Esperanças se acumulam, perspectivas são traçadas, e agora estamos já em plena vivência de um ano que muito promete e já realizou um bom passo de todo o seu tempo, pois já andamos um bocado na nossa trajetória elíptica ao redor do sol, nosso astro mais próximo e do qual dependemos para a nossa sobrevivência.

Verão quente e muito chuvoso provocando, como sempre, infelizmente, várias tragédias Brasil afora. Os descuidos das autoridades com as questões ambientais se fazem presentes no quotidiano de muitas pessoas, com as mudanças climáticas provocando tempos de chuva torrencial e calor insuportável.

Mas agora já estamos no outono, momento mais calmo, temperaturas muito mais amenas. Muitas árvores começam a perder as suas folhas, prenunciando a chegada do inverno.

São nesses novos momentos em que os tempos se tornam aparentemente muito mais rápidos, pois a velocidade é algo inerente à nossa sociedade atual. Cada vez mais velozes, correndo mesmo para conseguirmos realizar tudo aquilo que queremos, desejamos e ansiamos. Tudo isso acaba provocando consequências de ansiedade, frustrações, mas também ensejos de realizações, espírito de felicidade, conquistas realizadas.

Hoje, mais do que nunca, no momento em que o mundo está passando por grandes e profundas transformações, há sempre uma sensação muito forte de perda de várias coisas que vão ficando para trás, em um passado que jamais volta. É assim que amizades, entes queridos, familiares, modos de vida, habitações, formas de convivência vão sendo muito rapidamente alterados, e nem sempre para melhor. 

Aí podemos vislumbrar o equívoco de pensarmos que os momentos atuais em que estamos vivendo são melhores do que os passados, quando na realidade eles são apenas diferentes, distintos; e, o pior de tudo, não temos hoje perspectivas de pensarmos em detalhes sobre um futuro que é cada vez mais próximo do presente em que estamos vivendo. 

É por tudo isso e muito mais que viver hoje requer uma imensa capacidade de adaptação, de reconhecer cada vez mais que somos pessoas que temos igualmente desejos e aspirações.

José Afonso de Oliveira é sociológo e professor em Foz do Iguaçu.

Alexandre Palmar

Repórter e Editor do H2FOZ e-mail: [email protected] Mais por Alexandre Palmar

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