Atendimento de saúde é para todos, indistintamente

Sabemos que a saúde é um bem coletivo, ou seja, todos devem ser bem atendidos, independentemente de qualquer outra circunstância ou mesmo situação.

No momento em que estamos convivendo com esta pandemia, a situação torna-se muito grave, e precisamos, com a devida urgência, tomar medidas que possam significar uma melhoria geral da saúde de toda a nossa população. Aqui, não adianta atender alguns apenas, é necessário que todos os cidadãos possam ser devidamente atendidos.

Estamos agora no pico muito elevado de pessoas infectadas, e já há alguns dias que as nossas UTIs estão lotadas ou perto dessa situação. A chegada agora de mais equipamentos, permitindo a abertura de outros leitos de UTI, é muito importante, mas temos de estar também atentos, pois as equipes de atendimento médico e de enfermagem estão no seu limite, vivendo uma situação muito delicada.

Em que pese já terem sido imunizadas com as duas doses da vacina, isso diminui muito os riscos de contaminação, porém o cansaço e a sobrecarga de atendimentos permanecem, tendendo a um crescimento ainda maior.

Do lado da população é preciso, agora mais do que nunca, manter os cuidados mínimos, quais sejam: higienizar as mãos com álcool gel, manter o distanciamento social e usar máscara o tempo todo. Tudo isso para que as pessoas não se contaminem nem repassem o vírus para terceiros. 

Além disso, evitar as aglomerações e, por conta disso, respeitar o decreto estadual de proibição de sair às ruas a partir das 23 horas até as 5 horas, salvo pessoas que trabalham em serviços essenciais.

As medidas pretendem diminuir a circulação de pessoas visando a reduzir a contaminação para que – mesmo agora, por conta de novas mutações do vírus ocorridas em Manaus e que se espalharam Brasil afora – possamos ter uma melhoria para todas as pessoas.

Não é uma situação fácil, confortável, porém é necessária, e caso não surta os efeitos esperados, novas restrições deverão ser colocadas tentando diminuir os riscos de contaminação, de sorte a não ocorrer a superlotação dos hospitais, provocando problemas sérios de atendimento.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

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