Brasil: possível isolamento internacional

Dois cientistas brasileiros de grande competência e respaldo internacional, Miguel Nicolelis, médico na área cerebral que atua em Natal e nos Estados Unidos, e Atila Iamarino, microbiologista, falam, com a devida clareza, dos perigos que estamos correndo por conta da ação que estamos tendo para conter a pandemia de covid. 

Para eles, é preciso, urgentemente, uma ação objetiva com diversas medidas, entre elas o fechamento completo e isolamento total das pessoas, para diminuirmos o risco de transmissão do vírus, e juntamente com essas medidas a compra e o acesso dos brasileiros a vacinas que permitam a imunização de todos, pois não adianta imunizar alguns e outros não. Ou fazemos essa imunização em todos, sem exceção, ou então continuaremos com o vírus ativo no ar.

Jornais do porte do The New York Times alertam para os perigos da nova cepa do vírus que está sendo disseminada no Brasil e para a atual situação em que nos encontramos, com todo o sistema de saúde entrando em colapso e a pouca ou nenhuma ação governamental para conter essa pandemia de forma adequada e eficiente. 

Diante disso, o Brasil poderá ficar isolado da comunidade internacional, significando que nenhum brasileiro poderá entrar em vários países, especialmente da União Europeia, Japão, Estados Unidos e outros tantos, dificultando sobremaneira alguns setores econômicos, notadamente aqueles mais ligados ao turismo e hotelaria. Pense, por exemplo, nas dificuldades para estudantes que estejam nesses países não podendo sair para o Brasil, pois seu retorno será dificultado ou mesmo impossibilitado.

Por conta dessa situação dramática que estamos vivendo é preciso que, sem qualquer demora, seja traçado já um plano emergencial para a contenção imediata da pandemia. Nesse plano a colaboração das Forças Armadas é essencial, conforme estamos verificando ocorrer, por exemplo, nos Estados Unidos, onde militares ajudam a formar as filas de atendimento para a vacinação. Por aqui poderão fazer isso e muito mais, mesmo já tendo ciência de que eles estão ajudando no transporte das vacinas para os lugares de difícil acesso, mas é preciso, neste momento, muito mais.

É preciso que se acabe com essa história de que o vírus não é assim tão letal, de forma que possamos aplicar medidas muito mais severas para conter a sua disseminação, enquanto ainda há tempo.

 

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

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