Bubas: serviço básico é só o começo. Moradores precisam de mais avanços


Prof. José Afonso de Oliveira – OPINIÃO

Não é sem tempo que a população do Bubas vai ser, finalmente, atendida. Trata-se da maior ocupação urbana do Paraná. Entendeu o Tribunal de Justiça do Paraná, conjuntamente com as autoridades estaduais e municipais, determinar que essa população seja atendida com os serviços de água, esgoto e eletricidade.

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Essas são questões mínimas para o bem viver na sociedade. Outras virão logo a seguir, como arruamento calçado e penso que os complementos de escola e atendimento de saúde, pois são partes integrantes do bom convívio social.

A maior parte dessa população se encontra sem emprego ou com empregos muito precários e informais, precisando, urgentemente, ser devidamente atendida.

Nesse sentido, a ACIFI, em conjunto com o governo federal, estadual e municipal, poderia implementar alguns projetos de treinamento laboral e mesmo abrir possibilidades de empregos para as pessoas dessa localidade.

Pouco vão adiantar as melhorias urbanas, absolutamente imprescindíveis, se no mesmo momento e teor não forem também desenvolvidas atividades de geração de emprego. A ACIFI, que está exatamente nesse setor, pode arregimentar forças e criar estratégias para treinamento de várias e diferentes profissões, gerando igualmente empregos em setores necessários para a nossa sociedade. Empregados e evitando assim a ociosidade, conseguem ter garantias, mesmo que mínimas, de sobrevivência para as suas famílias, ao mesmo tempo em que vão melhorando de condições de vida.

A nossa sociedade, como um todo, deve responsabilizar-se para o atendimento da população do Bubas, que já tem pessoas empregadas, jovens estudantes, inclusive em cursos muito procurados e altamente selecionados na cidade, e pode ter ainda mais acesso a projetos educacionais, escolas técnicas, universidades. Isso vai representar um grande salto qualitativo indispensável para a nossa sociedade atual, ante toda a crise que estamos vivendo.

Solidarizamo-nos com todos aqueles que lutaram para encontrar uma solução para essa população, ao mesmo tempo em que buscamos parcerias para a melhoria das condições de vida para todos os moradores do Bubas e, claro, da nossa cidade, que sendo uma realidade turística tem de apresentar bons índices de vida.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.
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José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu. E-mail: [email protected] Veja mais conteúdo do autor.