Campanha eleitoral

Prof. José Afonso de Oliveira | OPINIÃO

Está começando agora a campanha eleitoral – que, neste ano, será de curta duração, mas talvez a mais importante dos últimos anos.

Iremos eleger os prefeitos e os vereadores em todos os municípios brasileiros, que somam mais de cinco mil e que representam também a presença das autoridades nos locais em que moramos.

É, portanto, a maior proximidade dos cidadãos com as autoridades, que, uma vez constituídas democraticamente, devem atender às necessidades da população em seus vários e diferentes segmentos.

Para podermos eleger bem é preciso ter em mente que não devemos favores a ninguém e, graças ao voto secreto, podemos livre e democraticamente votarmos em quem desejamos, sem que tenhamos de dar qualquer tipo de satisfação a quem quer que seja.

Ante esse fato faz se necessário pensarmos, refletirmos muito bem em quem iremos votar, levando em consideração todo o passado do candidato e quais são as promessas que estarão sendo feitas.

Quanto ao passado já temos alguma inibição de candidatos impossibilitados de serem votados se estiverem enquadrados na chamada lei da ficha suja, ou seja, se estão condenados por crimes eleitorais ou de origem penal/criminal.

Mas isso não é suficiente, é preciso saber, antecipadamente, o que o cidadão faz pela sua comunidade, o que ele já foi capaz de fazer, como se comporta, pensa e age. Não podemos, de forma alguma, eleger pessoas com passado dúbio, pois as consequências podem ser terríveis.

Em segundo lugar, e muito importante, é ficar atento ao que o candidato está propondo fazer pela sua cidade. Há coisas que são propostas que são irrealizáveis, outras tantas envolvem altos custos e não existe a devida provisão orçamentária. Então pensar no que precisamos com urgência e onde serão buscados os recursos.

Mas temos também de eleger vereadores, de preferência de partidos distintos do prefeito, para que eles possam propor leis, sendo a principal delas o orçamento anual, e vigiar a execução orçamentária. Nada de vereador ser moleque de recado, levando reivindicações pessoais ao prefeito ou mesmo auxiliando cidadãos em situação de extrema necessidade, afinal essa não é a função para a qual foi eleito.

Vamos pensar bem, e não ficar apenas reclamando deste ou daquele político, em busca de soluções para as nossas cidades.
 

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.
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Alexandre Palmar

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