Debate 

Prof. José Afonso de Oliveira

Dizer que tivemos um debate político é, no mínimo, uma piada. Nada foi realmente debatido de interesse nacional, somente ataques, defesas e nada mais. Tudo muito parecido com a nossa seleção brasileira de futebol na última Copa do Mundo, pois fizemos de tudo, mas jogar, que é bom, nada, absolutamente nada.

É bem verdade que estamos todos cansados dessa nossa política que não tem levado a nada. É fato que os meios de comunicação social de massa, televisão e rádio, detêm uma grande importância no mundo atual, mas no quesito de um debate político sempre estamos nas mesmas e caducas formas em que nada é dito de importante. Superficialidades, promessas e mais promessas que jamais serão cumpridas.

A nossa realidade é muito grave, estamos vivendo uma crise política sem precedentes, e nela um agravamento das tensões sociais devido à questão da nossa paralisia econômica. Tudo isso que vivemos no nosso cotidiano não é levado para a televisão e o rádio, nem chegamos perto disso, ao contrário apresentam-se propostas estratosféricas visando unicamente à manutenção no poder das mesmas pessoas e dos mesmos grupos.

Na verdade, o grande debate vai ocorrer nas redes sociais, conforme já estamos verificando, porque aí é possível um maior diálogo da sociedade dos eleitores com os candidatos, seja perguntando, apresentando realidades distintas, solicitando possíveis soluções, todos sabendo que existem limites sérios no que tange a possíveis colocações que são feitas.

A eleição está centralizada em propostas de um governo que possa fazer avançar melhorias para toda a sociedade ou então manter privilégios e benefícios para uma minoria que, cada vez mais, está dominando a sociedade. É por conta disso que a principal eleição é do Congresso Nacional – e, nele, da Câmara dos Deputados, que deverá tomar a iniciativa de realização de reformas fundamentais na sociedade, como a política e a tributária. 

De pouco ou nada adianta elegermos presidente da República se mantivermos esse atual esquema de coalização obrigando o ocupante da presidência a se curvar perante o Legislativo.

Creio que esse seria um enfoque obrigatório nos debates que já estão ocorrendo visando a conquistar o eleitor para as eleições, de sorte a podermos ter um diálogo de alto nível capaz de tirar a nação de seu atual imobilismo.

José Afonso de Oliveira é professor em Foz do Iguaçu.

Alexandre Palmar - H2FOZ

Alexandre Palmar é jornalista em Foz do Iguaçu. E-mail: [email protected] Veja mais conteúdo do autor.

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