Educação sempre

Em tempo de pandemia, muitas questões que estavam na escuridão da vida puderam vir à luz. Entre muitas, a educação aparece como uma delas.

Com as escolas fechadas e as crianças em casa, todo o trabalho educacional, que é fundamental para a boa vivência social, apareceu em cheio no meio das famílias. Como vamos educar os nossos filhos daqui para frente, essa é a questão fundamental hoje.

Primeiramente, conforme posto na Constituição federal, a educação é um ente republicano e, por conta disso, direito social de todos, sem qualquer tipo de distinção. A questão de ser pública e privada é apenas administrativa, nada mais.

Mas vejamos o seguinte: os filhos em casa nos horários escolares ficaram sem ter muito o que fazer, pois a educação a distância, que é um grande e necessário avanço, não conseguiu atingir os objetivos a que se propunha, ou seja, favorecer o processo de aprendizagem.

Na realidade, dada a imprevisibilidade da pandemia, as escolas foram todas pegas de surpresa e, de alguma forma, melhor ou pior, colocaram as aulas que eram presenciais dentro dos equipamentos de informática para o acesso dos alunos. A grande maioria, senão a totalidade, achou isso muito enfadonho, chato. Ao mesmo tempo, essas crianças grudam nos celulares e computadores buscando jogos, programas etc., que para elas são superinteressantes e muito atrativos, permanecendo horas ligadas e interagindo com aquilo que estão vendo.

Para que isso possa ser utilizado na aprendizagem é preciso buscar métodos adequados e, acima de tudo, construir softwares educativos que possibilitem a interação com os alunos. Todos nós nascemos e desenvolvemos na vida a curiosidade como algo fundamental para o acesso ao conhecimento, bastando agora termos os equipamentos necessários e as formas adequadas.

Na sociedade atual globalizada, o conhecimento passa a ser essencial para podermos viver bem e estarmos todos interligados e incluídos. Sem o conhecimento, hoje isso é impossível, portanto investir na educação para os dias atuais é de fundamental importância.

A pandemia mostrou isso de uma forma muito forte e abrangente. Isso quer dizer que a partir de agora, já, teremos de trabalhar por essa nova escola sem muros, paredes e prédios, mas que possa ser muito eficaz.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

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