Eleger na crise

 

Prof. José Afonso de Oliveira

Temos alguns consensos firmados e reconhecidos legalmente. O primeiro e mais importante deles é o caminho democrático como forma de governo e modo de vivência política. Nada, mas nada mesmo pode tirar o país desse caminho realizado, em passado recente, com a redemocratização e a Constituição de 1988.

Em segundo lugar o direito e, diria mesmo que agora, a necessidade de todos votarmos. Não podemos ficar eternamente reclamando de nossas autoridades, é preciso exercermos o nosso direito de indicarmos nossos representantes para o exercício do poder, por mais difícil que isso possa ser entendido.

Com o intuito de realizar essas duas premissas fundamentais, é muito importante que possamos, livremente, escolher os nossos representantes nesta que é sempre a grande eleição brasileira, pois agora só não elegeremos prefeitos e vereadores.

No momento em que estamos passando por uma grave e profunda crise política, que tem reflexos fortes no âmbito da economia e da própria sociedade, as eleições servem para podermos balizar possíveis soluções.

Para tanto é preciso, acima de tudo, escutar os candidatos, vasculhar nas redes sociais os seus respectivos currículos, de sorte a podermos ter uma visão mais real e sensata do que estamos escolhendo.

Mas é fundamental também que os candidatos possam apresentar as suas propostas dentro de tudo aquilo que é possível e viável, tratando dos problemas que afligem a sociedade neste momento. Parar com ataques pessoais, com colorações ideológicas que não estão de acordo com a realidade, enfim, partir para patamares mais realistas e elevados da discussão de nossos problemas e necessidades deste momento em que estamos vivendo.

Não existem mágicos ou mesmo mágicas que possam ser feitas; por conta disso, salvadores da pátria são sempre muito perigosos, exatamente por não discutirem a fundo as nossas necessidades e não apresentarem projetos de solução, em seu lugar aparecendo modos de agir incompatíveis com a democracia.

Nunca tivemos uma eleição tão necessária e importante como esta que se avizinha. Dela depende, com certeza, em grande parte, o nosso futuro próximo e aquele que está mais distante. É o momento de direcionarmos o nosso caminho democrático para estabilizarmos a sociedade, buscando aquilo que seja o melhor para todos, independentemente de qualquer outra questão.

 

 

 

José Afonso de Oliveira é professor em Foz do Iguaçu.

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