Eleições e exercício da cidadania

Prof. José Afonso de Oliveira

Nos regimes democráticos, como o nosso, o poder emana do povo e em seu nome é exercido. Isso significa que o mais significativo dos atos na democracia é voto.
Quando estou votando estou decidindo, livre e individualmente, de forma secreta, o que desejo e quem indico para realizar esse meu desejo de uma vida digna e saudável.

É por conta disso que o ato de votar torna-se, em si mesmo, extremamente importante e muito significativo. No nosso caso, todos somos obrigados a votar quando maiores de 18 anos e menores de 70 anos. Podem votar, se desejarem e estiverem inscritos e com título de eleitor, cidadãos de 16 a 18 anos, analfabetos ou maiores de 70 anos, portanto, nesses casos específicos, o voto é facultativo, não obrigatório.

A festa cívica que são as eleições é composta de dois atos, a votação em si e a proclamação dos eleitos. Por conta disso é muito importante que todos, de forma obrigatória, ou não, possamos comparecer e votar neste domingo, dia 15 de novembro, justamente na data alusiva à Proclamação da República.

Consulte a Justiça Eleitoral para saber onde votar, pois algumas seções foram mudadas, por conta das possíveis aglomerações e do risco da covid-19.

Nessas eleições, o início previsto é às 7 horas, e o término, às 17 horas, sem interrupção. Das 7h às 10h é a preferência para os idosos, maiores de 60 anos, lembrando que muitos maiores de 70 anos vão votar livremente, já que não são mais obrigados.

Evite aglomerações que são proibidas por lei eleitoral e também por conta da covid-19. Entre, siga rigorosamente as instruções que serão fornecidas, vote e se retire imediatamente; nada de ficar batendo papo com conhecidos, menos ainda tentando convencer eleitores a votar neste ou naquele candidato, o que é proibido por determinação da Justiça Eleitoral.

O mais importante é entender que na segunda parte, que corresponde à proclamação dos eleitos, encerra-se toda a campanha eleitoral e temos, agora sim, as novas autoridades constituídas que vão nos governar nos próximos quatro anos, portanto todas as possíveis rivalidades e divisões devem ser superadas em função da melhor governança da nossa cidade, o que não é tarefa fácil e para a qual todos somos chamados a colaborar.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.
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