Brasileiros continuam a espera da vacina em meio crescimento de números de infectados e mortos. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Enquanto as vacinas não chegam

Prof. José Afonso de Oliveira | OPINIÃO

Estamos todos, mundo afora, esperando com crescente ansiedade a chegada das vacinas que serão eficientes para a contenção da pandemia da covid-19. Não há qualquer medicamento ou terapia capaz de atender as pessoas infectadas, cujo quadro possa evoluir para caso mais complexo e com grandes perspectivas de levá-las a óbito.

Até um tempo relativamente recente tínhamos a sensação de que a pandemia estava sob controle, e por conta disso as medidas restritivas foram abolidas, a Ponte da Amizade, fronteira com o Paraguai, voltou a funcionar, e tudo parecia caminhar para uma solução definitiva de superação da doença.

As pessoas começaram a viajar com mais intensidade, turistas chegavam à cidade, especialmente nos feriados prolongados, e o cenários se encaminhava bem para uma certa normalidade.

Tudo isso, no entanto, redundou num recrudescimento da pandemia de forma avassaladora, com o número de casos de infectados crescendo diariamente. As mortes, infelizmente, também aumentaram, e hoje estamos vivendo perto de um esgotamento dos serviços de saúde, hospitais lotados e UTIs quase no limite. 

Em decorrência disso, já estão sendo tomadas medidas para a ampliação de leitos hospitalares, maior número de respiradores e montagem de novas UTIs, ou seja, as unidades hospitalares estão trabalhando intensamente para poder atender às demandas que já estão aumentando.

A única coisa que podemos fazer é termos a consciência clara de que devemos, obrigatoriamente, agir coletivamente, pensar que somos seres sociais e, nesse sentido, dependemos uns dos outros. À medida que eu passo a agir egoisticamente, não dando qualquer importância aos outros, a situação só vai mesmo piorar rapidamente.

Devemos neste momento todos usarmos máscaras quando estivermos fora de casa. Sempre lavar as mãos com álcool gel em todos os lugares em que nos encontramos e mesmo em nossa casa. Sair o menos possível e só para aquilo que for urgente e necessário, e cumprir as restrições que voltam a existir, proibindo aglomerações em festas, mesmo festas em casa, shows, reuniões etc.

Ou fazemos isso ou tudo vai piorando na mesma proporção em que medidas mais restritivas serão adotadas, tendo, no entanto, como um grande problema o atendimento dos novos pacientes em unidades hospitalares. Não podemos brincar com a pandemia, menos ainda ser irresponsáveis para com os outros.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

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Amilton Farias - H2FOZ

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