Escolas: aulas presenciais, como e quando voltar

Seja por pressão do capital no que se refere às escolas particulares, seja por pressão dos pais nas escolas públicas, o fato é que temos instalada uma grande polêmica neste momento da pandemia.

É preciso destacar aqui, antes de mais nada, que a pandemia está hoje muito mais avançada do que nos seus primórdios, já com mutações muito significativas e, infelizmente, muito mais perigosas, visto que a sua expansão está ocorrendo em níveis preocupantes.

Mas temos, sim, algumas considerações muito importantes a serem feitas, e talvez a maior delas diga respeito exatamente às mudanças operadas nos sistemas educacionais com a introdução da informática e das aulas a distância. Claro está que isso não pode significar colocar as escolas dentro dos computadores, mais do que isso é utilizar e produzir softwares educacionais que possam ser eficientes para ajudar na aprendizagem que, evidentemente, jamais pode dispensar a figura essencial do professor.

Tudo isso nos leva a refletir a respeito dessa polêmica instalada do abre ou fecha das escolas. É de suma importância que todos os professores e funcionários dessas instituições, prioritariamente, sejam vacinados, e só então poderemos discutir e colocar em prática algumas formas de abertura de nossas escolas, para que os alunos possam frequentá-las presencialmente. Mas é também interessante a questão da manutenção das aulas a distância com a utilização da informática.

As aulas presenciais só podem ocorrer com o distanciamento entre os alunos – todos o tempo todo com máscara – e se colocado álcool em gel em lugares de fácil acesso aos estudantes, professores e funcionários dos colégios. Essas medidas de segurança são absolutamente essenciais, pois na eventualidade de uma criança ou um adulto infectado, este poderá contaminar muitas outras pessoas de forma rápida.

Não podemos correr esse risco e, por conta disso, não deve haver qualquer tipo de flexibilização nas normas de segurança. Por exemplo, um aluno, professor ou funcionário que chegue à escola sem máscara, pura e simplesmente, deve ter vetado o seu ingresso naquele momento.

Insisto que só podemos abrir as instituições de ensino com todos os professores e funcionários vacinados com as duas doses e temos, sim, de programar as atividades, levando em consideração aulas presenciais e outras a distância, mas não tenhamos pressa para agir.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

________________________________

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do H2FOZ.

Quer divulgar a sua opinião. Envie o seu artigo para o e-mail [email protected]

Gostou do texto? Contribua para ampliar o jornalismo em Foz do Iguaçu. ASSINE JÁ

error: O conteúdo é de exclusividade do H2Foz.