Estamos agora, mais do que antes, no foco da crise

Se a situação piorar, todos, sem exceção – serão atingidos(Foto: Arte autoral Claudio Siqueira)

Prof. José Afonso de Oliveira

Agora sim a pandemia de coronavírus na nossa sociedade está entrando numa fase bem mais avançada, exigindo, portanto, maiores cuidados. Prova disso é o aumento de pessoas infectadas, da mesma forma que óbitos comprovados.

Manter o isolamento social é de fundamental importância, evitando sair às ruas e gerar aglomerações. Para tanto as medidas restritivas colocadas pelos governos estaduais e municipais devem mesmo ser mantidas e, em alguns casos, ampliadas.

Evidente que já estávamos vivendo uma grave crise socioeconômica, sendo prova disso as imensas taxas de desemprego que tendem a um agravamento ainda maior.

À medida que o governo federal institui um auxílio emergencial e passa a pagá-lo, isso, por si só, já aumenta o fluxo e a aglomeração de pessoas, especialmente nas agências bancárias. Mas isso é também um sinal claro de que é necessário encontrar formas de manter a população empregada e com seus ganhos, pois do contrário a ruína é inevitável.

Mas é sempre bom deixar claro que a crise que já estava ocorrendo vai ser muito mais potencializada pela pandemia que estamos vivendo, independentemente de termos agora uma retomada das nossas atividades.

Senão vejamos: o coronavírus é um vírus, como o próprio nome o identifica, que está no ar, sendo transmitido de pessoa para pessoa de uma forma muito rápida e em grande expansão. Pode ter um poder infeccioso muito ativo, forte, contaminando pessoas que passam a necessitar de internação hospitalar.

Até aqui não há assim tanta preocupação, contudo o problema está na expansão rápida da doença, o que pode acarretar, conforme verificado em outros países, a saturação do sistema hospitalar e das organizações de atendimento de saúde. Aí sim temos um imenso problema, gerador de mortes em elevadas quantidades – o que estamos assistindo mundo afora, em países ricos, o que aqui seria catastrófico diante dos níveis de miserabilidade que temos.

Se a situação piorar, todos – sem exceção – serão atingidos, por conta disso não tenha qualquer procedimento alterado e permaneça em casa para dispor de boa saúde, pois o resto, com o devido tempo e novas iniciativas, pode arranjar-se. Insisto, fique em casa, só saindo o mínimo necessário – e, quando isso for realizado, com máscara protetora para evitar ser contaminado. 

* Prof. José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.
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