Foz do Iguaçu inserida no mercado global

Com a ampliação da pista do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu/Cataratas, agora devidamente privatizado, teremos a possibilidade de receber voos europeus e norte-americanos, tanto de grandes empresas de aviação quanto de voos fretados, o que deve melhorar substancialmente o setor turístico da cidade.

Junto com essa questão, o funcionamento de lojas de produtos importados nos shoppings centers e de outros possibilita também ampliar a concorrência com os seus congêneres localizados em Ciudad del Este, no Paraguai. Esse será também um fator indutor para o atendimento melhor e maior aos turistas em nossa cidade.

Os setores de atendimento turístico, especialmente de recepção, encaminhamento e acompanhamento de turistas, vão ser muito necessários e deverão ser melhorados e ampliados para esse novo público que chegará para visitar e permanecer hospedado em nossos hotéis.

Os ramos de hotelaria, bares e restaurantes terão de ser reestruturados visando ao atendimento desse público – muito mais exigente e sofisticado, mas que, em contrapartida, tem maior poder aquisitivo, podendo movimentar muito mais a economia local.

Agentes de turismo deverão ser preparados para conseguirem buscar turistas e eventos, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos – e isso, claro, é um investimento bastante importante, mas que deve redundar em bons retornos em curto e médio prazo.

Temos a oferecer as maravilhas do Parque Nacional do Iguaçu, com as suas belíssimas cataratas, coisa que encanta qualquer pessoa que nos visite. Porém aí também são necessários investimentos, especialmente na área ambiental, constituindo, junto com a Unila, um centro de pesquisas e educação ambiental, com um museu, catalogação de espécies animais e vegetais, tudo isso on-line, para poder ser acessado mundo afora.

O complexo de Itaipu também deve ser adaptado para esse atendimento, produzindo trabalhos educativos sobre o setor de energia e de construção de barragens.

Um centro de atendimento, podendo ser organizado no campus da Unioeste para estudos, realização de seminários, palestras sobre as nossas peculiaridades culturais, fruto dessa miscigenação que vivemos, sobre as Reduções Jesuíticas e outros tantos temas importantes.

É um novo tempo que estamos vivendo e para o qual precisamos de preparo.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

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