Iluminar o presente para construir um futuro melhor

O ponto central é revelar que o nosso passado colonial e escravocrata ainda está muito presente em nossa realidade atual. Foto: Marcos Labanca

Prof. José Afonso de Oliveira – OPINIÃO

A frase que serve de título deste artigo, pronunciada por Selton Mello, descaracterizado de Dom Pedro II, tendo como fundo as ruínas do Museu Nacional, que estão sendo restauradas, mostra muito bem a ideia da novela Nos Tempos do Imperador, da TV Globo.

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Como numa novela o estilo é ficcional, mas tendo textos históricos baseados em fatos, temos então uma mistura de realidade e ficção tão ao gosto do público e, neste tempo de pandemia e reclusão em casa, tempo também de reflexão.

O ponto central da novela é revelar que o nosso passado colonial e escravocrata ainda está muito presente em nossa realidade atual.

Pior ainda, os grandes proprietários rurais do passado ou os atuais senhores do agronegócio são defensores de seus poderes e privilégios em detrimento de todo o nosso povo. Produtores de alimentos que são exportados, e nosso povo comendo ossos e pele de galinha, vivendo numa fome avassaladora.

Para as nossas elites, tanto do passado quanto do presente, o povo não presta, não conta, e deve mesmo ser domesticado com toda a crueldade de castigos corporais, prisões e assassinatos.

Jesse Sousa trata desses assuntos em várias obras com a devida clareza e com profundo conhecimento científico.

A novela revela no personagem Tonico Rocha um deputado eterno que pensa em ser imperador e só consegue fazer o que deseja até encontrar quem o enfrente e acabe com a sua vida.

Dom Pedro II foi o mais longo governante do Brasil, deposto por um golpe militar que instituiu a República e o expulsou, com toda a sua família, do Brasil. Porém ele teve a hombridade de não aceitar nenhum recurso da República, vivendo modestamente em uma pensão em Paris até a sua morte.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

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José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu. E-mail: [email protected] Veja mais conteúdo do autor.