Independência ou morte

Prof. José Afonso de Oliveira | OPINIÃO

Estamos agora muito próximos do bicentenário da nossa independência, e ela hoje é mais atual do que nunca. No passado, em 1822, D. Pedro I, português, concede a independência sob pressão de José Bonifácio e de Dona Leopoldina.

Estava nascendo naquele momento a nossa nação, fato extremamente significativo em nosso passado como também nos dias atuais. Se no passado gritamos, com D. Pedro I, independência ou morte, hoje continuamos com esse grito – que está em nossa garganta e em nosso peito.

Somos uma nação soberana formada por um povo único no mundo, uma miscigenação entre brancos de origem europeia, indígenas (povos primeiros de nossas terras) e negros procedentes da África. Mas eles tinham funções diferentes: brancos, dominadores, colonizadores; negros, escravizados; e indígenas, sumariamente dizimados. Essa, sim, é a nossa realidade.

Tal qual no nosso passado, hoje, infelizmente, temos as consequências daqueles tempos: os negros se encontram marginalizados nas nossas favelas periféricas, os indígenas estão novamente sendo massacrados, e parte dos brancos forma uma elite privilegiada, detentora de grandes riquezas e que tudo aposta na manutenção dessa terrível sensação que estamos vivendo.

Para culminar temos uma submissão governamental a uma nação estrangeira rica, que em absolutamente nada nos atende em qualquer espécie – situação essa de submissão que deve ser desprezada por todos os cidadãos brasileiros.

Mas continuamos sendo únicos no mundo, pois a mestiçagem que temos criou uma nova sociedade plena de criatividade que se manifesta nas suas artes e expressões culturais, na afirmação de várias modalidades esportivas, destacando o futebol, na nossa musicalidade, teatralidade e, por que não dizer, em nosso cinema, nas nossas telenovelas, enfim, em tudo o que nos encanta, porém também na exuberância e maravilha de toda a nossa natureza. 

Detemos algo em torno de 25% das reservas hídricas do planeta, temos uma imensa e belíssima reserva florestal na Amazônia, que regula o clima de todo o planeta, um pantanal maravilhoso…

Temos muito o que comemorar no dia de nossa independência, contudo de uma forma muito especial e hoje necessária para a afirmação de uma nação livre, porque os seus cidadãos também são livres e construtores de uma grande e original sociedade, única no mundo.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

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Alexandre Palmar

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