Nascimento do século 21

O século 21 nasceu com grandes desafios, enormes realizações, mas também com imensos problemas. Tudo isso pode ser resumido com o surgimento da pandemia do coronavírus – que, silencioso e discreto, paralisou inteiramente todo o mundo globalizado. Ninguém conseguiu até agora entender como tudo isso foi possível e, menos ainda, como vai comportar-se o mundo daqui para frente.

Estamos vivendo a revolução 4.0 com o alto desenvolvimento da informática, que nos permite avanços jamais pensados, porém revolucionários, no sentido de transformações profundas em nossa vida e na sociedade como tal. Graças a isso tudo é muito rápido, instantâneo e em quantidades absurdas, possibilitando o surgimento e o funcionamento de um mercado global de imensas transações diariamente.

A biotecnologia tem suas pesquisas surpreendentes capazes de elaborar várias vacinas contra a covid-19, em todas as partes do mundo, em tempo inferior a um ano, algo inacreditável.

Mas a nanotecnologia, partículas moleculares infinitamente pequenas que hoje podem ser estudadas e aproveitadas para diversas finalidades, contrapondo-se aos macroestudos do Universo, ainda pouco conhecidos, entretanto de grande importância para o desenvolvimento de tecnologias modernas e para a própria vida em si mesma.

A revolução 5.0 vai possibilitar uma nova dimensão no setor de telecomunicação, que hoje já utiliza informática em grande escala, deve passar a ter uma rapidez impressionante e um poder de acumulação surpreendente.
Mas esses avanços não foram suficientes para termos uma vida humana minimamente decente, com milhares de seres humanos vivendo miseravelmente e outros poucos nababescamente. A pandemia que estamos vivendo colocou todos no mesmo nível diante do medo e da incerteza que paira em todo o planeta.

Por conta disso é necessário pensar em novas alternativas de vida social que possibilitem agregar os avanços científicos/tecnológicos com o avanço da sociedade para todos os seres humanos, indistintamente, de sorte a podermos ter uma sociedade mais equitativa que seja capaz de permitir a todos uma forma de felicidade e bom viver, independentemente de toda e qualquer outra questão.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

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