Nossas relações com o Paraguai

Prof. José Afonso de Oliveira – OPINIÃO

Temos intensas relações comerciais e, por que não, humanas com nossos vizinhos paraguaios. Formamos com eles uma grande relação de aproximação, tendo até mesmo uma linha de ônibus urbano que atende a nossa cidade e Ciudad del Este diariamente. 

Tudo isso para poder expressar a importância desse nosso relacionamento que implica, evidentemente, uma boa relação comercial e de empregos para muitos cidadãos brasileiros.

Sendo Ciudad del Este uma área de livre comércio internacional, é natural que receba produtos industrializados de todo o mundo e, graças a isso, seja um grande polo de atração para cidadãos e comerciantes brasileiros. Obviamente existem limites legais para esse comércio, tanto quanto relativos às taxas de câmbio praticadas.

Temos ainda um comércio muito maior com as mercadorias nacionais que vão desde refinados de petróleo até bens industriais, alimentos etc. para o abastecimento de Ciudad del Este e outras áreas do Paraguai.

Ainda podemos dizer que temos grandes investimentos no Paraguai realizados pelos denominados brasiguaios na produção agrária exportadora, notadamente de soja. 

O caminho natural para a entrada e saída do Paraguai é a Ponte da Amizade, que se encontra fechada, por conta da pandemia do covid-19, desde o final de março até o presente momento.

É nítido que estamos assistindo a uma pressão para a abertura da Ponte da Amizade, especialmente pelo lado brasileiro, mas contando também com o apoio de pessoas de Ciudad del Este. É preciso entender que as autoridades que podem abrir a ponte são os presidentes dos dois países, ninguém mais.

Bom saber que, na atualidade, além da crise econômica que estamos vivendo, a alta do dólar inibe, chegando mesmo quase a proibir a compra de produtos em Ciudad del Este. Claro está que isso não vai melhorar com a abertura da Ponte da Amizade.

As mercadorias industriais e de refino de petróleo transitaram pela ponte sem qualquer restrição, salvo os problemas burocráticos de alfândega.

Temos em Foz do Iguaçu um número elevado de contaminados que praticamente hoje estão ocupando todos os leitos disponíveis de UTI, não havendo mais possibilidade de expansão desses leitos em grande escala, devendo ser levada em consideração essa realidade.

* José Afonso de Oliveira é Professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

________________________________

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do H2FOZ.

Quer divulgar a sua opinião. Envie o seu artigo para o e-mail [email protected]

error: O conteúdo é de exclusividade do H2Foz.