Novos empregos

Foz do Iguaçu(Foto: Marcos Labanca)

Prof. José Afonso de Oliveira

Prevendo que a pandemia do coronavírus vai passar, isso é absolutamente certo, mas ninguém sabe quando vai acontecer, em que pese estarmos todos torcendo para que seja o mais rápido possível.

Foz do Iguaçu sempre conviveu com altas taxas de desemprego que tinham um determinado alívio à medida que muitos trabalhadores cruzavam a fronteira e iam trabalhar no Paraguai, mais precisamente em Ciudad del Este.

Neste momento isso está completamente inviabilizado em razão do fechamento total da fronteira com o país vizinho. Mas no momento em que a suspensão da proibição de entrada ou saída do Paraguai tiver sido suspensa, dada a alta do dólar, o comércio em Ciudad del Este deve sofrer um imenso retrocesso, ou mesmo uma grande paralisação, com várias casas comerciais fechando as portas.
Fica a questão de como podemos superar essa situação, que será muito difícil e delicada. 

Abandonar a cidade e migrar para outra região do país é algo impensável, tendo em vista que a crise econômica será de nível nacional, portanto nas outras áreas e regiões também haverá uma enorme falta de empregos.
De imediato podemos trabalhar em dois projetos já existentes. O primeiro é colocar em funcionamento na cidade os duty free já autorizados, estando um deles localizado ao lado do Banco do Brasil, no centro. Isso geraria novos empregos, trazendo pessoas de fora para realizar compras em Foz e assim também dinamizando outros setores econômicos, como o turismo e a hotelaria.

O segundo projeto é terminar e abrir o mercado municipal, localizado na Vila A. Muitos pequenos produtores e outros trabalhadores vão dinamizar esse segmento, que é muito importante para a cidade. Pensar que esses dois projetos já estão em andamento significa poucos gastos a serem feitos e, de imediato, a geração de novos empregos, que são plenamente viáveis e acessíveis. 

Estamos em plena crise do coronavírus e necessitamos ficar em casa. Se tivermos de sair às ruas, utilizar máscara é obrigatório para podermos manter um bom controle sobre a expansão dessa doença, que é bastante séria, levando, como estamos observando, muitas pessoas à morte mundo afora e aqui no Brasil também.

* Prof. José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.
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