O caos do transporte urbano

Qualquer tentativa para fazer o serviço voltar a operar normalmente passa, obrigatoriamente, pelo pagamento integral dos salários atrasados. Foto: Marcos Labanca/H2FOZ

Prof. José Afonso de Oliveira – OPINIÃO

Vivemos, de longa data, grandes problemas com o funcionamento do transporte coletivo, em que pese ter um preço muito elevado das passagens e ter enriquecido muitos empresários.

Mas agora chegamos ao caos, pois dentro do que está acontecendo não há condições de esse serviço concessionário da prefeitura ser mantido. Isso é dito em virtude de os trabalhadores que operam o transporte coletivo da cidade terem recebido apenas cerca de 35% do salário, valor esse inferior ao salário mínimo.

Qualquer tentativa para fazer o serviço voltar a operar normalmente passa, obrigatoriamente, pelo pagamento integral dos salários atrasados, e somente com essa premissa realizada é possível discutir outras pendências existentes.

A sociedade não pode arcar com tamanha má gestão desse serviço: caro, ineficiente e insuficiente. Empresários organizados em entidades de classe, Ministério Público e outros órgãos têm a obrigação de agora se envolverem na resolução imediata para que a população possa ser atendida imediatamente. Não há mais tempo hábil para prorrogações, discussões, dado o estado de calamidade que está instalado.

Se os concessionários atuais não têm mais condições de gerir o sistema, devem ser sumariamente denunciados por não cumprimento do contrato de concessão e ser substituídos. Nesse sentido pode ser aberta uma licitação emergencial até que se organize uma licitação definitiva, mas isso tem de ser feito com todos os cuidados jurídicos para que não ocorram problemas posteriores.

Trabalhadores, estudantes, donas de casa, pessoas que necessitam de vários atendimentos médicos, assistenciais, enfim, uma grande parcela de nossa sociedade, geralmente os mais vulneráveis, precisam desse serviço público de forma imediata, sob pena de graves prejuízos para a nossa sociedade.

Isso para não falarmos do atendimento aos turistas, que movimentam a nossa economia local e têm no serviço de transporte coletivo um meio de locomoção aos pontos turísticos e para o atendimento de todas as suas necessidades, o que redunda também na boa imagem da cidade.

É em vista de tudo isso que estamos conclamando o poder público para que ações imediatas possam e devam ser tomadas.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.
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