Foto: Agência Brasil

O recrudescimento da crise

OPINIÃO | Prof. José Afonso de Oliveira

Com o fim do auxílio emergencial e a não oferta de trabalho, tudo caminha para o recrudescimento da crise que se está vivendo, a qual não se restringe à pandemia, mas que avança para os setores econômicos que estão em baixa.
Não adianta voltarmos ao passado, pois esse já não existe mais, e temos de pensar, com os pés no presente, no futuro que nos aguarda.

Até o presente momento não foi apresentada nenhuma alternativa que permita abrir perspectivas que superem o auxílio emergencial, e por conta disso a sociedade precisa reagir rapidamente.

Pode e deve o poder público economizar o máximo permitido possível, abrindo igualmente frentes de trabalho que, excepcionalmente, possam gerar recursos para as pessoas mais vulneráveis.

Assim, serviços como limpeza de ruas e de terrenos baldios, pequenas obras e reparos urbanos, tudo isso pode ser utilizado para remediar a situação vivida e que tende a um maior agravamento.

De outra forma, incentivar aspectos culturais da cidade com as suas organizações já existentes, de sorte a poder ampliar o espaço de contratações por determinados períodos.

Junto à ACIFI e outras organizações semelhantes, lutar para a apresentação emergencial de formas de contratação de mão de obra, visando a manter grande parte da população devidamente ocupada e gerar alguns meios de subsistência.

Claro está que essa é sim uma solução emergencial, pois a superação da crise só ocorrerá quando tivermos muito claro que a situação existente antes da pandemia já não é mais possível nem viável de ser mantida. Outras soluções devem ser pensadas, projetadas, de sorte que possamos ter, em curto/médio prazo, alternativas que possibilitem saídas muito mais eficientes e duradoras.

Por isso mesmo um grande empregador é o sistema educacional, que deve ser ampliado visando ao atendimento de todos os jovens e adolescentes, conforme previsto legalmente. Além disso, esses jovens e adolescentes passam a ter atividades diárias, ocupando o seu tempo que é sempre precioso, e preparando-se para um futuro bem melhor do que o presente.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

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