Pavimentação em Foz do Iguaçu

Basta uma chuva mais pesada, corriqueira em época de verão, e algumas áreas da cidade ficam intransitáveis, alagadas, causando grandes transtornos e prejuízos para muitas famílias.

Temos vias como a Avenida Paraná, que foi pavimentada com asfalto usinado há cerca de uns bons 40 anos, cujo trânsito é cada vez mais intenso, mas se encontra em condições de uso, sem qualquer trecho de alagamento. É verdade, foi uma obra que demandou um bom tempo para a sua construção, porém que compensou pela sua excelência.

Podemos verificar igualmente que a Avenida República Argentina, próximo ao campo do ABC, era uma área de grande alagamento. Após ter sido aprimorada a pavimentação sobre um pequeno rio, tudo conseguiu ser melhorado, sendo que essa obra tem seguramente uns bons 30 anos.

As áreas de alagamento, como um trecho da Avenida JK, são um claro sinal da necessidade premente de realização de galerias de águas pluviais, já que aquela região era naturalmente alagadiça, de origem de um grande manguezal. Evidentemente que realizar essa obra hoje requer um custo muito elevado e um grande transtorno pelo intenso trânsito que ela comporta, mas não há outra forma de correção, e isso tem de ser feito o mais rapidamente possível.

As regiões alagadiças de bairros populares merecem todo o cuidado do poder público para que essas situações possam ser corrigidas, melhorando consideravelmente a vida das pessoas.

Há uma falsa ideia de que o asfaltamento promove a valorização dos imóveis, contudo podemos verificar que o calçamento com pedras poliédricas é muito bom, resistente, pois existem bairros com esse tipo de calçamento com mais de 30 anos de uso e em bom estado. Além disso são ecologicamente mais corretos dado que permitem uma maior penetração da água da chuva no solo, diminuindo o escoamento e o consequente alagamento. 

Esse calçamento poliédrico possibilitaria a contratação de uma grande quantidade de trabalhadores que hoje estão desempregados e poderiam assim ter melhores condições de vida, sustentando de uma forma mais equilibrada as suas famílias. 

Pensando nas possibilidades ecológicas e de emprego, essa é uma alternativa muito boa e importante para o momento que estamos vivendo e que deve ser incentivada pelo poder público.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

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