Por um mundo mais humano

Prof. José Afonso de Oliveira | OPINIÃO 

Vivemos no mundo da competição encarniçada entre as pessoas como prova de poderem ser mais eficientes, com a finalidade suprema de terem mais para poderem ter mais, falsamente para sempre. Mundo esse que parece não ter fim, muito menos qualquer tipo de limite, no qual tudo é permitido, possível, desde que você possua muito dinheiro, não sendo obrigatório saber a sua origem.

Mundo de degradação do ser humano, transformado em objeto de uso; mundo do ódio, da destruição e, por que não dizer, da morte sem qualquer sentido. Mundo do egoísmo levado às suas últimas consequências, onde as pessoas sentem-se como centro do mundo, tudo girando em torno delas.

A esse mundo pensamos na vivência da solidariedade, permeando a vida das pessoas, de sorte que todas possam viver, e bem. Mundo da justiça, no qual o império da lei existe indistintamente para todos.

Mundo da convivência dos contrários, onde o pensar diferente serve apenas para ampliar e aprofundar o conhecimento de diversas realidades presentes na vida das pessoas.

Mundo de intensa harmonia entre todos os seres humanos e desses com a natureza, de onde todos somos parte integrante, e daí com todo o universo onde estamos inseridos.

Mundo do ato mais sublime do ser humano, o amor em todas as suas dimensões e fases, mas que sempre enaltece o ser humano naquilo que ele possui de essencial e que lhe possibilita amar todos os outros seres humanos sem qualquer tipo de restrição, simplesmente pelo fato de serem humanos e nada mais.

Para iniciar e concretizar essa tentativa de um novo mundo possível é que temos o nascimento de Cristo nas condições que estão descritas e são amplamente conhecidas. Ele, Senhor de tudo, veio para que possamos ter todos uma nova vida de plenitude, de renúncia, mas acima de tudo de amor intenso que cria essa nova realidade tão desejada e esperada, que vai sendo construída no dia a dia, superando este momento de crise que estamos vivendo e que abre novas perspectivas, numa esperança que não se acaba.

Creio ser esse o desejo de todos nós para que a vida que estamos vivendo agora adquira um sentido, uma beleza e um encantamento na busca da felicidade para todos, de sorte que a vida possa ser vivida intensa e alegremente por todos e para todos. Criar essas novas condições passa a ser a missão de todos nós, enquanto seres humanos, independentemente de qualquer outra situação.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

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