Fronteira Brasil e Paraguai. Foto Marcos Labanca

Ultrapassando as fronteiras

Prof. José Afonso de OliveiraOPINIÃO

Com o atual mundo agora globalizado, as fronteiras nacionais, em grandes áreas como a Europa, estão completamente ultrapassadas, pois o antigo nacionalismo está sendo substituído pela globalização.

A globalização é entendida como a concretização de um mercado único existente em todo o planeta. Realmente o que produzimos aqui é vendido no mundo, da mesma forma que vale em sentido inverso, nada mais sendo somente vendido no território nacional.

Essa questão ainda é bastante recente e, por conta disso, muitas transformações estão em processo, mas certamente ela é uma perspectiva forte de um futuro próximo.

Nesse sentido temos de pensar as nossas ações em Foz do Iguaçu, levando em consideração as questões pertinentes a Puerto Iguazú, na Argentina, e Ciudad del Este, no Paraguai. Pensar em desenvolver uma dessas cidades isoladamente é algo que nos remete ao passado recente, porém não ajuda na projeção do futuro que já está sendo devidamente construído.

Nesse sentido penso que seria muito interessante e mesmo necessário realizarmos congressos anuais, reunindo representantes das três cidades em sistema de rodízio, para discutirmos algumas alternativas de aproximação de nossas cidades, mantendo, claro, as suas identidades.

Estou convencido de que, com o passar do tempo, iremos criar alternativas de trabalho, projetos também em que as três cidades irmanadas possam colaborar e realizar. De imediato podemos pensar na realização de projetos científico-culturais que permitam levar todo esse nosso conhecimento para outras instâncias dos nossos países e, mesmo fora de nossa realidade mais próxima, alcançarmos a Europa e a Ásia.

Isso, de alguma forma, tem sempre o respaldo do Mercosul, podendo gerar novas situações em proveito das populações que estão localizadas nesta Tríplice Fronteira, levando em conta que temos aqui a segunda maior cidade do Paraguai, juntamente com a maior cidade de fronteira do Brasil. Só isso já é um grande fenômeno que vai, sim, induzir projetos muito interessantes e sumamente importantes em vários setores científicos e culturais.

Mas, atenção, tudo isso deve fortemente beneficiar as pessoas que moram nesta região, para que possam gozar de uma boa qualidade de vida, objetivo esse que deve ser atingido.

*José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.
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Professor Afonso

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