Um mundo mais humano

Prof. José Afonso de Oliveira | OPINIÃO 

Sempre existe a tentativa de criação de uma teocracia como forma de uma sociedade perfeita. Foi assim no passado medieval e ainda hoje persiste em alguns países, especialmente no Oriente Médio.

Importante mesmo é que as religiões podem ser significadas como importantes movimentos sociais que sejam capazes de realizar a utopia de uma vida mais humana.

À medida que elas possam trabalhar as questões do amor, que leva a uma identificação de todos os seres humanos, independentemente de qualquer outra situação, é possível pensar numa solidariedade como fundamento de uma nova sociedade.

Mais do que isso num princípio de justiça pelo qual todos possam ter amparo e cumprimento de regras para o bom viver em sociedade, em que, mais uma vez, todos, indistintamente e somente levando em consideração a sua pertença ao gênero humano, possam assim viver livre e plenamente.

Isso tudo embasa toda uma série de princípios essenciais de respeito mútuo e de convivência fraterna que possam realizar a utopia de uma sociedade sem guerras, na qual os gastos militares possam ser utilizados para outros fins, como no combate à miséria, no atendimento aos refugiados no contexto do que falou recentemente o papa Francisco.

Essa nova ética – é preciso que se diga, de caráter profundamente humano – deve fazer parte da nossa cultura, penetrando no imaginário social de sorte a poder criar uma nova ideia de sociedade muito mais humana do que esta em que estamos vivendo neste momento.

Essas ideias e princípios devem ser transmitidos, especialmente nos sistemas educacionais em todos os níveis, adaptados às várias e diferentes faixas etárias.

Mas devem também ser trabalhadas em toda a imprensa, nos meios de comunicação social de massa, com vistas a ir constituindo uma nova mentalidade que possa dar novo alento para a vida em sociedade, extirpando ideias e preconceitos que hoje ainda são bastante comuns.

Fiquemos atentos, pois tudo isso deve ser trabalhado em sociedades democráticas, nas quais o ser humano tenha o seu destaque, permitindo a grande aventura de sua liberdade de escolha em todas as ocasiões em que isso se fizer necessário, pois sem a liberdade toda essa utopia de uma nova sociedade está, irremediavelmente, destruída porque o homem é sempre livre.

 

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

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