Vacine ou vacine, eis a questão

O estar doente é uma questão pessoal que tem, por vezes, uma dimensão social. Se estou com câncer, essa é uma questão pessoal e posso, sim, aceitar ou recusar qualquer tipo de tratamento e prescrição médica, sem conotações sociais.

Agora, bem diferente é o que estamos vivendo na pandemia do coronavírus. Alguém pode estar contaminado, sem saber e sem manifestar nenhum problema, ou seja, sendo assintomático, e, portanto, pode ser um transmissor da doença para outras pessoas no seu convívio diário. Isso quer dizer que o coronavírus tem, sim, uma clara dimensão social.

Ora, diante dessa característica apresentada, somos todos obrigados à vacinação para a garantia de uma imunização de todas as pessoas. Aqui não valem as teorias absurdas da conspiração que proliferam especialmente nas redes sociais, tampouco o desacreditar nos órgãos de segurança de saúde, garantidores das boas qualidades terapêuticas de todos os medicamentos que utilizamos.

Como somos civilizados, aprendemos a viver em sociedade e, diante dessa realidade fundamental, temos o dever, a obrigação ética e moral, de cuidarmos de nós mesmos, ao mesmo tempo em que também cuidamos de todos aqueles que convivem conosco no seu dia a dia.

Como para essa moléstia do coronavírus não existe qualquer medicação, cientificamente comprovada que previna os efeitos da contaminação, ou seja, que possa ser utilizada precocemente, também não há nenhuma medicação que possa ser ministrada aos pacientes infectados e que elimine o vírus e seus efeitos.

A única saída encontrada na ciência médica internacional é exatamente a utilização da vacina por todas as pessoas, indistintamente, o mais rapidamente possível, de sorte que a sociedade imunizada possa, definitivamente, conter a expansão dessa doença pelo mundo afora.

Nessa pandemia, méritos sejam dados a todos os trabalhadores da saúde, administradores hospitalares, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, demais especialidades da área de saúde, tanto quanto atendentes do SAMU, que heroicamente estão trabalhando, dia e noite, para o bem dos doentes e conseguindo sim grandes melhoras para muitos deles.

Mas em apenas dez meses os cientistas conseguiram produzir várias vacinas, e só nos resta agora sermos todos vacinados.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

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