Com 42 vítimas, setembro é o mês com maior número de mortes por covid-19 em Foz  

H2FOZ – Paulo Bogler 

Desde o início da pandemia em Foz do Iguaçu, setembro é o mês com o maior número de mortes decorrentes da covid-19. No período, 42 pessoas perderam a vida, superando os 31 falecimentos registrados em agosto, até então o período mais letal da doença no município. 

Os dados são de pesquisadores que integram o Grupo de Trabalho de Projeções da Unila, que mantém um painel com os principais indicadores do avanço do novo coronavírus em Foz do Iguaçu. As informações se baseiam nos boletins epidemiológicos oficiais. 

A taxa de letalidade da doença, que faz relação entre o número de casos e óbitos, é de 1,42% na cidade. Nos municípios da microrregião, esse indicador é de 1,73%; 2,5% no Paraná; e 3%, no Brasil. 

Evolução, mês a mês, das mortes por covid-19 em Foz (*):

Março: 0  

Abril: +2 (total: 2)  

Maio: + 1 (total: 3)

Junho: + 8 (total 11)

Julho: + 19 (total 30) 

Agosto: + 31 (total 61)

Setembro: + 42 (total 103)

TOTAL: 103

* Fonte: Painel Covid-19 da Unila (acessível em portal.unila.edu.br/informes-coronavirus/media-movel-e-histograma-de-casos).

Datas dos óbitos conforme informação lançada no boletim diário da epidemiologica municipal. 

Hospital 

O número de mortes reforça a preocupação quanto à capacidade de atendimento na rede hospitalar. Boletim epidemiológico dessa quarta-feira, 30, mostrou que 56 dos 75 leitos exclusivos de UTI estavam ocupados, uma taxa de 74,67%.

Nessa data, o Hospital Municipal registrou 97% de ocupação das vagas de UTI, com apenas um leito disponível. Os 12 leitos de isolamento transitórios estavam sendo todos utilizados na unidade hospitalar pública iguaçuense. 

Isso porque, em 15 de setembro, o Hospital Costa Cavalcanti ativou mais dez leitos de UTI para o atendimento a pacientes com covid-19. Dessas vagas, cinco passaram a atender na própria unidade, e outras cinco contratadas de um hospital de São Miguel do Iguaçu, para retaguarda. 

Ações de enfrentamento 

Desde o fim da chamada “quarentena restritiva” que abrangeu várias regiões do estado, em 14 de julho, Foz do Iguaçu avança na retomada econômica e de atividades públicas. A volta ao funcionamento inclui transporte público, turismo e comércio. As aulas presenciais, cujo funcionamento é ordenado pelo Governo do Paraná, seguem suspensas. 

Há pouco mais de uma semana, em 23 de setembro, a Prefeitura de Foz do Iguaçu extinguiu o toque de recolher, uma das medidas restritivas até então adotadas para mitigar o avanço da covid-19 por meio de bloqueios em bairros e regiões.

Na ocasião, a gestão municipal justificou a medida afirmando que os bloqueios parciais não tinham o mesmo efeito. Foi informado que seriam implantadas novas estratégias definidas pelo Gabinete de Crise para o enfrentamento da covid-19 na cidade. 

Nessa mesma data, ocorreu nova ampliação do horário para funcionamento comercial, estendendo o período de abertura, por exemplo, a bares e lanchonetes.

Em decreto municipal dessa quarta-feira, a administração autoriza a reabertura de piscinas em condomínios, clubes e associações. Também permite assembleias e reuniões em condomínios, sindicatos e associações.

A liberação de piscinas e de encontros públicos deverá seguir regras sanitárias que incluem o controle de acesso e de pessoal, limitação máxima dos espaços, entre outras normas. Clique aqui para acessar o decreto na íntegra

Infecções 

De 1º a 30 de setembro, foram registrados 2.173 novos casos de covid-19 em Foz do Iguaçu. Foi o segundo mês com o maior número de ocorrências da infecção causada pelo novo coronavírus, atrás apenas de julho, quando foram 2.447 diagnósticos. 

Desde o início da pandemia, a cidade totaliza 7.248 casos da doença, sendo (**):

– 6.845 pessoas recuperadas;

– 220 pacientes ativos, em isolamento domiciliar; e

– 80 pessoas internadas.

** Fonte: Painel Coronavírus – Vigilância Epidemiológica de Foz do Iguaçu, em 30 de setembro de 2020.

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