Confirmada no Paraná a primeira reinfecção pelo vírus da covid-19

A reinfecção ocorre quando a pessoa contrai o vírus pelo menos três meses depois da primeira infecção. Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A Secretaria de Estado da Saúde confirmou nesta quarta-feira (17) a primeira reinfecção para o vírus Sars CoV-2 no Paraná. Uma mulher de 39 anos, residente em Curitiba, teve a primeira amostra coletada no dia 15 de junho de 2020 e a segunda em 24 de fevereiro de 2021, positivando para a infecção nas duas ocasiões.

O sequenciamento genômico do vírus foi feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, após envio de amostras pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).

O caso de reinfecção teve a primeira confirmação para a linhagem B.1.1.28 (entre as primeiras que circularam no ano passado) e a segunda para a P.2 (variante da B.1.1.28). O intervalo entre os dois resultados foi de 254 dias. Segundo protocolos do Ministério da Saúde, após três meses pela infecção do mesmo vírus ou suas derivações o caso é de reinfecção.

“O vírus está em franca e comunitária transmissão. Por isso, temos que continuar com os cuidados, mantendo a etiqueta respiratória, usando máscara e higienizando as mãos. Evitar sair de casa, aglomerações, mesmo quem já tomou a vacina”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Além deste caso, a secretaria também registrou dez novos casos da variante P.1 (Amazonas) e um caso da variante B.1.1.7 (Reino Unido). Ao todo, o Estado já confirmou 43 casos da variante P.1 e três casos da variante B.1.1.7. Todos os casos estão em investigação epidemiológica.

Os novos casos de variantes são:

P1
Homem, 63 anos – Curitiba
Mulher, 84 anos – Curitiba
Mulher, 19 anos – Almirante Tamandaré
Homem, 72 anos – Colombo
Mulher, 84 anos – Santa Terezinha de Itaipu
Homem, 59 anos – Cascavel
Homem, 60 anos – Maringá
Homem, 80 anos – Maringá
Mulher, 52 anos – Andirá
Mulher, 65 anos – Andirá

B.1.1.7
Mulher, 77 anos – Rolândia


BRASIL SOBE NO RANKING MUNDIAL

Com o aumento da pandemia em março, o Brasil voltou a subir para o 2º lugar no ranking mundial de casos, conforme o painel on line da universidade americana Johns Hopkins.

Durante grande parte do ano passado, o Brasil ficou em 2º lugar, até ser superado pela Índia. Agora, voltou ao posto, atrás apenas dos Estados Unidos (que sempre esteve em 1º, em casos e mortes).

O Brasil registra, até esta quarta-feira,16, 11.693.838 casos, à frente da Índia, com 11.474.605 .

Em óbitos, a situação brasileira não mudou: 2º. com o total de 284.775, atrás apenas dos Estados Unidos (538.096). O México aparece em 3º. com 195.908 mortes, e a Índia em 4º, com 159.216.

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