No mapa do Our World in Datas, quanto mais azul, mais o país avançou na vacinação. Cores de Brasil e Argentina são iguais.

Covid-19: proporcionalmente, Brasil, Paraguai e Argentina despencam no ranking mundial

Mesmo com todas as dificuldades que os três países enfrentam para obter vacinas, números já mostram bons resultados.

Os números absolutos ainda assustam, especialmente os registrados no Brasil. Mas, quando se leva em consideração casos e mortes em relação à população, a situação é bem mais confortável.

De acordo com o site Worldometers, que traz semanalmente o registro de casos e mortes, tanto o Brasil como a Argentina e o Paraguai deixaram posições de destaque.

Primeiro, a má notícia: em números absolutos, o Brasil está em 5º lugar em casos e em 2º em mortes por covid-19, nesta semana.

A Argentina aparece em 22º lugar em casos e em 15% em óbitos; e o Paraguai, em 107º no total de casos e em 42º em mortes.

A primeira boa notícia é que nos três países os números, tanto de casos quanto de óbitos, caíram na semana, na comparação com a semana anterior.

PROPORCIONALMENTE

Mas é nos números proporcionalmente à população que se vê como a pandemia está mais controlada. Exige as medidas de sempre, mas já não precisa paralisar toda a economia.

Vejamos: em casos, o Brasil cai do 5º lugar, em números absolutos, para o 74º, considerando o tamanho de sua população.

Os 200.843 casos registrados em sete dias, no Brasil, equivalem a 937 casos a cada 1 milhão de habitantes.

Situação até melhor que a da Argentina. Com 1.296 casos na semana, ficou à frente do Brasil, proporcionalmente (53º lugar). São 1.296 casos a cada 1 milhão de habitantes.

A melhor situação dos três é a do Paraguai: 1.453 casos na semana, ou 201 a cada 1 milhão de paraguaios.

MORTES

Nas mortes proporcionalmente à população, o Brasil está em 27º lugar, pior que a Argentina (30º) e que o Paraguai (40º). Mas a diferença numérica na divisão por habitantes não é expressiva.

Foram registrados 5.874 óbitos no Brasil, durante a semana, que equivalem a 27 mortes a cada 1 milhão de habitantes.

Na Argentina, houve 1.144 óbitos na semana. Proporcionalmente, são 25 mortes a cada milhão de argentinos.

E no Paraguai, os 140 óbitos na semana equivalem a 19 mortes por 1 milhão de habitantes.

MUDANÇAS

Em julho, os três vizinhos apareciam, semanalmente, nos primeiros lugares. O Paraguai chegou a ficar no pódio, em mortes proporcionais à população, por semanas seguidas, seguido de perto pela Argentina.

Hoje, até Israel, um dos países com o maior índice de vacinação, aparece à frente dos três, em casos proporcionais. Israel está em 11º lugar.

Surpreende, também, que o Reino Unido (vacinação massiva) apareça em 21º; e os Estados Unidos em 23º.

Em mortes por covid-19, esses países estão em posições baixas no ranking (49º Israel, 57º Estados Unidos e 69º Estados Unidos).

Mas, como a gente bem sabe, quanto mais casos, maior o risco de aumentarem os óbitos, mesmo com vacinação completa. Porque há variantes do vírus ainda mais agressivas.

A VACINAÇÃO

O site Our World in Data traz informações sobre como está a aplicação de vacinas mundo afora.

Segundo o site, Brasil e Argentina estão próximos no índice de vacinação.

A Argentina está com 58,9% de sua população vacinada com ao menos uma dose; e com 22,4% dos habitantes totalmente imunizados.

No Brasil, são 57,3% imunizados com ao menos uma dose; e 24% totalmente imunizados.

Já o Paraguai enfrenta mais dificuldades, mas ainda assim avançou nas últimas semanas. A imunização com pelo menos uma dose foi feita em 25,7% dos moradores. Mas só 4% estão com imunização total.

Na América do Sul, o Uruguai (75,6% da população imunizada com ao menos uma dose) e o Chile (75,6%) são os países que estão no topo do ranking mundial, com índice acima de países como Estados Unidos, Suécia e Itália, pra ficar só em três exemplos.

CONCLUSÃO

Talvez dê pra sonhar que pelo menos até o final do ano, ao ritmo atual de vacinação no Brasil e Argentina, as fronteiras dos dois países possam reabrir, sem medo de nenhum dos lados.

Porque um dia todas as fronteiras terão que ser reabertas e o mundo poderá então voltar à velha realidade pré-pandemia.

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Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é jornalista e repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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