Mesmo com queda, abril já é o 2º mês com mais mortes por covid-19. E faltam 15 dias

UPA do Morumbi, onde também são atendidos, desde fevereiro, pacientes com sintomas de covid. Foto Marcos Labanca

De um dia para o outro, um aumento de 53 casos. Na quarta, foram 85. Nesta quinta (dia 15), 135. Esta oscilação é que tira um pouco do sossego de quem acompanha a pandemia em Foz do Iguaçu.

A média diária estava na quarta em 57,57 casos, considerando os últimos sete dias até então. Nesta quinta, está em 65,29 casos por dia. É bem inferior à média registrada duas semanas atrás, mas esta alta também preocupa, embora possa ser passageira.

Dos novos 135 casos, 126 estão em internamento domiciliar, com sinais e sintomas leves da doença, e 9 são pacientes internados.

Este acréscimo no internamento já foi sentido nos hospitais, onde aumentou a ocupação em mais um leito de UTI e mais cinco em enfermaria. Os índices de ocupação estão em 84,8% na UTI e em 50,56% na enfermaria.

Do total de casos ativos no município, 292 pessoas estão em isolamento domiciliar, com sinais e sintomas leves, e 135 estão internadas.

Do total de 32.777 casos registrados até hoje, 31.631 são de pessoas recuperadas, isto é, que se livraram do vírus ou da doença.

MORTES

Em relação aos óbitos, já somam 82 nesta primeira quinzena de abril. Este número, em apenas 15 dias,

faz de abril o segundo mês em que a doença mais matou em Foz do Iguaçu, superando dezembro, quando 77 pessoas morreram, e atrás apenas de abril, com 237 óbitos.

A média diária de mortes vem diminuindo gradativamente, mas em ritmo bem lento. Está, agora, em 5,4 por dia, um índice muito elevado.

As últimas vítimas fatais são dois homens, um deles com 47 e outro com 78 anos. O total de mortes, desde o início da pandemia, está em 719, conforme os registros da Vigilância Epidemiológica de Foz.

A letalidade, que é o percentual de mortes em relação ao número de casos, voltou a subir, de 2,18%, ontem, para 2,19%, nesta quinta, aumentando ainda mais a diferença em comparação com a média mundial, de 2,15%.

Mas a média paranaense acabou subindo mais que o crescimento da letalidade em Foz (que até ontem estava na frente). No Paraná, o índice é de 2,21%, nesta quinta.

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Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é jornalista e repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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