Panorama semanal da covid-19 em Foz, no Paraná, no Brasil e nos países vizinhos

H2FOZ – Cláudio Dalla Benetta

Parece que nosso drama não tem fim. A Organização Mundial da Saúde registrou na sexta-feira, 10, o maior número de casos de covid-19, globalmente, desde o início da pandemia.

As Américas lideram, mas a Europa vive uma segunda onda cada vez mais preocupante, especialmente na França.

A letalidade (mortes provocadas pela doença) diminuiu, no mundo e no Brasil, mas com o crescente aumento de casos, milhares de pessoas ainda serão vitimadas pela pandemia.

Estamos na primeira onda e não sabemos o que é melhor: fechar tudo e morrer de fome; ou se arriscar a morrer de covid-19, mantendo tudo o máximo possível funcionando.

O Paraguai vive esse dilema. A Argentina, que ainda mantém um controle rigoroso, está vendo seus números aumentarem explosivamente.

E o Uruguai, como contraponto, que desde o início não impôs quarentena, é hoje o país em melhor situação na América do Sul. E um dos melhores no mundo.

Vamos, então, conferir alguns dados. Principalmente, pra gente se convencer que é preciso nos precaver sem necessidade de imposições. O melhor meio de evitar contágios e mortes é obedecer às recomendações básicas: usar máscara, lavar sempre as mãos com água e sabão e evitar aglomerações.

Em Foz do Iguaçu, média móvel diminui, mas situação ainda é de emergência

O centro de Foz do Iguaçu aparece agora como uma das áreas de maior incidência. Foto Marcos Labanca

A incidência de casos por 100 mil habitantes é de 3.004, em Foz, considerada situação de risco. O Paraná está em risco intermediário, com 1.624 casos por 100 mil; no Brasil, são 2.342 casos por 100 mil,

A letalidade (mortes em relação ao total de casos) é de 1,51% em Foz, mais baixa que no Paraná (2,97% e no Brasil (2,97%). Mas é como sempre argumentamos: quanto mais casos, mais mortes, independentemente do nível de letalidade. Questão matemática básica.

No Paraná, a Regional de Saúde de Foz é  a única em situação de emergência, pelo número de casos. Já em mortes, a situação é de alerta: são 36,2 óbitos a cada 100 mil habitantes, enquanto a média paranaense é de 40,9 mortes/100 mil. A regional em emergência é a metropolitana de Curitiba.

Foz somava, até sexta-feira, 10, o total de 7.693 casos, com 7.373 recuperados. O índice de recuperação é de 95,84%. Já o número de óbitos aumentou para 116.

Os casos diminuíram, em relação há 14 dias. A média móvel, na semana, foi de 50 casos novos por dia.

Há 80 pacientes internados, dos quais 56 iguaçuenses confirmados para covid-19. O restante são casos em análise ou são moradores de outros municípios. Dos 75 leitos de UTI, 54 estão ocupados. Na enfermaria, 26 leitos do total de 64 estão com pacientes.

O mapa do calor mostra que a concentração de casos está entre média e alta no centro da cidade e nos bairros Maracanã, Campos do Iguaçu, Morumbi e Panorama.

No Paraná, média móvel de casos e de mortes está em declínio

São números ainda muitos altos, mas a média móvel de casos e de mortes, no Paraná, diminuiu em relação há duas semanas.

O número de casos diários, dos últimos sete dias até a sexta-feira, foi de 1.056, ou 25,5% menos que duas semanas atrás; o de óbitos foi de 19 por dia, 43% menos que há duas semanas. Na comparação com a semana anterior, houve queda de 7,1% nos casos e de 20,6% nas mortes, segundo informe da Secretaria de Estado da Saúde divulgado nesta sexta-feira (9).

O Paraná soma 187.610 casos e 4.692 mortos em decorrência da doença. Há 830 pacientes internados, dos quais 397 em unidades de terapia intensiva. Há outros 916 pacientes internados, dos quais 373 em UTI, que aguardam resultado de exames.

No Brasil, estabilização dos casos e pequena redução da curva de mortes

Sempre que há uma queda nos números, há motivo pra se ter esperanças. Mas são tantas mortes diárias, ainda, que o brasileiro não pode achar nem de longe que a pandemia está indo embora.

Só de quinta pra sexta, houve 682 mortes, aumentando o total para 148.957. Fora que há ainda 2.310 óbitos sendo investigados.

Os novos casos, nas 24 horas até sexta, somaram 27.444, aumentando o total de confirmados para espantosos 5.028.444 de casos acumulados.

Ainda há 472.654 pacientes em acompanhamento. De acordo com o ministério, 4.433.595 pessoas já se recuperaram da doença, informa a Agência Brasil.

A evolução da pandemia nesta semana mostrou uma estabilização da curva de casos (-0,5) e uma leve redução da curva de mortes (-6%).

São Paulo lidera em número de mortes (37.068), seguido por Rio de Janeiro (19.222), Ceará (9.126), Pernambuco (8.397) e Minas Gerais (7.992). Os estados com menos casos são Roraima (670), Acre (674), Amapá (725), Tocantins (1.002) e Mato Grosso do Sul (1.409).

No quadro, vê-se que a situação do Paraná já foi melhor. Ainda assim, está agora em 11º em casos e em 9º em mortes. Na Região Sul, o Rio Grande do Sul tem mais casos e mortes; Santa Catarina tem mais mais casos, mas registra menos óbitos que o Paraná.

No Paraguai, novo recorde de mortes num só dia

De quinta para sexta-feira, 33 paraguaios morreram por covid-19, o número mais alto já registrado pelo Ministério de Saúde Pública desde o início da pandemia.

Agora, são 1.045 mortos e  48.275 casos confirmados. Desse total, 30.643 estão recuperads.

Com esse total de casos e de mortes, o Paraguai já passou à frente de países latino-americanos como El Salvdor, Haiti e Cuba.

Até julho, o Paraguai ainda era o segundo ou terceiro melhor posicionado. Já esteve até mesmo à frente do Uruguai, que registra apenas 2.251 casos e 49 mortes. É o país em melhor situação na América Latina e um dos melhores no mundo.

Argentina, mais uma vez, sobe no ranking mundial

Foto Agência Télam

De quinta para sexta, a Argentina teve mais 515 mortes e 15.099 novos contágios. A preocupação agora é com o interior do país, invertendo a posição que antes era da capital. Por isso, o governo argentino já determinou restrições à circulação de pessoas em 18 províncias (não inclui Misiones, da vizinha Puerto Iguazú).

O país soma agora 871.468 casos e 23.225 mortes, Com isso, em uma semana passou do 7º para o 6º lugar em casos, no ranking mundial, e do 13º para o 12º em óbitos.

O Ministério de Saúde da Argentina, segundo a agência de notícias Télam, informou também que há 4.092 pessoas internadas em terapia intensiva.

Embora na média a ocupação de leitos de UTI esteja pouco superior a 60%, em cidades do interior já chegam a 70% e 90%, por isso o governo determinou restrição à circulação e aos encontros sociais para departamentos de 18 províncias, até 25 de outubro.

Até seis semanas atrás, a região metropolitana de Buenos Aires concentrava 90% dos casos no país. A situação inverteu e, agora, é o interior que apresenta 60% dos casos.

Recorde de casos em todo o mundo

A Organização Mundial da Saúde registrou na sexta-feira o maior número de novos casos no mundo, desde o início da pandemia.

Foram 350.766 novas infecções, das quais 127.250 no continente americano, epicentro da pandemia no mundo, seguido de perto pela Europa, com 109.749, e o Sudeste Asiático, com 82.284 positivos.

A Europa enfrenta, assustada, uma segunda onda da pandemia, e está adotando cada vez mais restrições, imposições e até o uso de tropas para fazer a população atender os protocolos sanitários.

O painel on line da universidade americana Johns Hopkins mostra que o ranking mundial tem hoje três países latino-americanos entre os 10 com mais mortes: Brasil (2º), com 149.639; México (4º), com 83.497; e Peru (7º), com 33.098.

Em casos, são cinco: Brasil (3º), Colômbia (5º), Argentina (6º), Peru (8º) e México (9º).

A liderança mundial é dos Estados Unidos, com 7.665.195 casos e 213.795 mortes. A Índia está em 2º lugar em casos (6.979.423) e 3º em mortes (107.416).

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