Paraná registra cinco casos da variante brasileira da covid-19, a mais contagiosa

A Fiocruz/RJ comunicou à Secretaria de Estado da Saúde, no final da tarde de terça-feira (16), que cinco pessoas foram contaminadas com a variante brasileira do coronavírus (P1). Os casos são importados, de pessoas vindas de Manaus; quatro passaram por atendimento em Curitiba e uma pessoa em Campo Largo.

Assim que a Sesa recebeu a comunicação, via Lacen – Laboratório Central do Estado, a informação foi imediatamente repassada para as secretarias municipais de Saúde e instituições de saúde que participaram do atendimento para o desencadeamento de medidas preventivas, como rastreamento de possíveis novos infectados e acompanhamento da situação.

Ainda na noite de ontem, o histórico dos casos foi apurado em conjunto com a Sesa, Lacen e serviços de saúde.

A Sesa informa que não há transmissão local. Até o momento, o Lacen já enviou 28 amostras positivas para a covid-19 à Fiocruz, que é o laboratório nacional responsável pelos exames de sequenciamento genético das amostras de possíveis casos de contaminação pela variante. Das 28 amostras encaminhadas positivas, cinco foram confirmadas com a nova cepa.

Cerca de 70 estão em análise.

OS CASOS

– homem, 47 anos, vindo de Manaus, voo comercial no dia 17/01, atendido inicialmente na UPA Campo Comprido, foi internado em 18/01, com internação no IMCP, e alta no dia 23/01 e já retornou para Manaus;

– mulher, 73 anos, vinda de Manaus, voo comercial no dia 17/01, atendida no INC, internada em 17/01 com alta no dia 28/01. Paciente segue em Curitiba para investigação de outros problemas de saúde;

– homem, 68 anos, vindo de Manaus, voo comercial, no dia 17/01, atendido no dia 17/01 na UPA do Campo Comprido; segue sendo acompanhado por infectologista da rede privada em teleconsulta;

– mulher, 56 anos, vinda de Manaus, voo comercial no dia 21/01, atendida no dia 17/01 pela UPA Campo Comprido, segue acompanhada por infectologista da rede privada em teleconsulta;

– homem, 22 anos, vindo de Manaus, no dia 18/01, atendido no Hospital do Rocio, em Campo Largo, teve alta no dia 25 de janeiro.

MAIS PERIGOSA

o Paraná é o 13º estado a apresentar casos confirmados de infecção pela variante brasileira P1. “Com a chegada da variante ao Paraná, é fundamental que as pessoas continuem com as medidas de cuidado, etiqueta respiratória, higienização das mãos. Mas, principalmente, evitem aglomerações, pois esta nova cepa se mostrou ainda mais transmissível”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto.

Ainda pela manhã desta quarta-feira (17), a equipe técnica da Secretaria da Saúde participou de uma reunião com o Ministério da Saúde, representantes da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Curitiba e direção do Laboratório Central do Estado (Lacen) para discussão dos casos confirmados e implantação de medidas preventivas de investigação.

A variante brasileira P1 aumenta a preocupação de uma terceira onda de covid-19, com eventual saturação do sistema de saúde. Esta nova cepa do vírus tem mutações que o tornam mais contagioso e mais resistente a anticorpos da doença. Até mesmo pessoas que já se recuperaram da covid-19 podem ser infectadas.

EM MANAUS

A nova cepa do coronavírus foi identificada pela primeira vez em quatro pessoas que voltaram ao Japão depois de uma viagem ao estado do Amazonas, segundo noticiou a revista Exame.

Os passageiros desembarcaram em Tóquio no dia 2 de janeiro e passaram por uma testagem no aeroporto, que indicou a presença do coronavírus.

Após análise, o Instituto Nacional de Doenças Infecciosas do Japão identificou, no dia 6 de janeiro, que o vírus encontrado nos passageiros se tratava de uma nova variante com 12 mutações.

O caso foi tornado público pelo Ministério de Saúde do Japão no dia 10 de janeiro, que alertou as autoridades brasileiras.

No dia 12 de janeiro, cientistas brasileiros e do Reino Unido publicaram um estudo mostrando que a nova variante é uma descendente da linhagem B.1.1.28, que já circulava no Brasil. Ela foi batizada de P.1.

Os estudos mostram que a variante está ligada ao aumento no número de casos de covid-19 em Manaus, que levou ao colapso do sistema de saúde no estado do Amazonas.

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Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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