As restrições consideram o momento crítico da pandemia - Foto Marcos Labanca

Prefeitura determina toque de recolher das 18h de sábado às 5h de segunda-feira

A Prefeitura de Foz do Iguaçu atendeu a orientação de uma nota técnica da Fundação Municipal de Saúde, pedindo medidas mais restritivas nos finais de semana para reduzir a transmissão e o número de internações por coronavírus. Para isso, a Prefeitura publicou decreto instituindo toque de recolher das 18h de sábado (13) até às 05h de segunda-feira (15).

O decreto nº 29.030 determina ainda a suspensão de todas as atividades a partir das 17h de sábado, com exceção do delivery de alimentos entre as 17h e 22h de sábado e das 10h às 20h de domingo; farmácias e postos de combustíveis, vedadas as lojas de conveniência.

As restrições consideram o momento crítico da pandemia. Esta quarta-feira (10) foi o dia com o maior número de óbitos pela doença (12) e de ocupação máxima de leitos, não somente em Foz do Iguaçu, como nos demais municípios da macrorregião Oeste. O Hospital Municipal Padre Germano Lauck, referência no atendimento à doença, está há mais de três semanas com 100% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva, utilizando recursos extras para garantir o atendimento aos pacientes graves.

A decisão da Prefeitura tem como base a nota técnica emitida nesta quarta-feira pela Fundação Municipal de Saúde. Além da superlotação no hospital municipal, a nota aponta o alto número de pacientes entubados e de pessoas aguardando vagas na (UPA) Unidade de Pronto Atendimento Dr. Walter Cavalcante Barbosa, no Morumbi, para internamento no hospital. Desde 26 de fevereiro, a unidade funciona como porta de entrada para pacientes com Covid-19.

“Percebemos o aumento do número de jovens nas UTIs e, o que tem se observado, inclusive pela mídia, são jovens nos finais de semana fazendo aglomeração em locais públicos, ou em família. Por isso, solicitamos o aumento das medidas restritivas para os finais de semana”, afirmou o diretor-presidente do Hospital Municipal, Sérgio Fabriz.

A intenção é que, com a menor circulação de pessoas, também sejam reduzidos os números de acidentes de trânsito e outras situações que exijam atendimento de urgência e emergência nas unidades hospitalares.

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