Situação da covid-19 no Brasil, Paraguai e Argentina: o ranking da semana

No mundo, a proliferação continua, mesmo em países com vacinação intensa. Mas o pior parece ter passado. Imagem: Fernando Zhiminaicela/ Pixabay

Mesmo com oscilações, situação está melhor que a de muitos países com maior número de vacinados.

Brasil e Argentina desceram um pouco mais no ranking de mortes por covid-19, esta semana, na comparação com a semana anterior, de acordo com o site Worldometers. O Paraguai subiu, mas ainda está em posição confortável.

Com os números de mortes da semana, a Argentina aparece em 46º lugar entre 207 países e territórios analisados. O país registrou 22 mortes por milhão de habitantes.

Na semana passada, a Argentina estava em 46º lugar, mas com 21 mortes. Portanto, outros países pioraram.

É o mesmo caso do Brasil, que passou do 56º para o 59º lugar, mas as mortes por milhão de habitantes aumentaram de 15 para 18.

O caso do Paraguai é ainda mais curioso. Com apenas 4 mortes por milhão, desceu para o 110º lugar, embora na semana passada estivesse em 163º lugar, com 5 mortes por milhão.

Na América do Sul, só a Venezuela e o Uruguai estão ainda com menos mortes por milhão de habitantes que o Paraguai.

CASOS

Já em casos por milhão de habitantes, o Brasil ficou em 94º lugar na semana; a Argentina, em 121º; e o Paraguai quase no final da lista, em 164º.

Em ambas as situações, casos e mortes por milhão de habitantes, os três vizinhos estão em posições mais confortáveis do que Israel, Rússia e Estados Unidos.

Em proporção de casos, também estão melhor que países europeus como Alemanha, França, Bélgica e Suíça, além do Reino Unido.

VACINAÇÃO

No ranking da vacinação, uma boa melhora da posição do Brasil e da Argentina. Fonte: OurWorldinDatas

Até agora, 68,1% dos brasileiros foram imunizados com uma dose de vacina contra a covid-19; 62,9% dos argentinos; e 35,3% dos paraguaios.

O que chega a soar incrível é que o Brasil e a Argentina ultrapassaram os Estados Unidos, em percentual de pessoas vacinadas com primeira dose.

O índice de americanos imunizados é de 62,9%. Não é por falta de vacinas. Ao contrário. Lá, o fanatismo é ainda maior que no Brasil, por exemplo. A descrença na vacina é muito alta nos estados onde a população vota nos republicanos.

É questão de tempo para Brasil e Argentina superarem os Estados Unidos também em vacinados com as duas doses (ou dose única).

Por enquanto, a população totalmente imunizada nos Estados Unidos corresponde a 53,8% dos habitantes; no Brasil, a 37,1%; na Argentina, a 43%; e no Paraguai, a 25,6%.

Os três países ainda enfrentam dificuldades para encontrar vacinas no mercado mundial, em especial o Paraguai, que praticamente dependeu de doações de países amigos (inclusive dos Estados Unidos).

CUIDADOS

O aumento da imunização, nos três países vizinhos, evitou a proliferação de casos e o aumento do número de mortes.

Mas, tão importante quanto a vacinação, é que a maioria da população toma os devidos cuidados, como o uso de máscaras e evitar aglomerações.

Na maioria dos estados brasileiros, os casos diminuíram e, por consequência, as mortes e os internamentos em UTIs. Uma das exceções é o Estado do Rio de Janeiro, em que aumentaram os casos, nas duas últimas semanas. Não é preciso fechar nada, mas sim conscientização dos moradores.

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Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é jornalista e repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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