Um mês pra esquecer (ou pra se conscientizar): pandemia provocou recordes de casos e mortes

Em 24 dias, mais casos do que o pior mês da pandemia. Em 24 dias, mais do que o dobro das mortes registradas no pior mês desde março de 2020. A pandemia parecia, nos primeiros meses, que seria branda, em Foz do Iguaçu. Os números foram desmentindo isso, a partir de julho de 2020.

Talvez ninguém esperasse, no entanto, que março de 2021 seria o pior mês desde o primeiro caso e desde a primeira morte pela covid-19. Mas nem terminou e já é.

Nesta quarta-feira, 24, a Vigilância Epidemiológica de Foz registra mais três mortes e, com isso, nesses 24 dias de março o total de óbitos sobe para 171. Desde o início da pandemia, são 576.

O índice de letalidade (mortes em relação ao total de casos) foi subindo progressivamente, nos últimos dias. Está agora em 1,86%, o mais alto já alcançado e cada vez mais próximo da média paranaense (1,89%). Traduzindo: o índice está mais perto de 2, isto é, hoje quase duas pessoas que contraem o vírus acabam morrendo.

O número de casos nas últimas 24 horas, mais baixos que há duas semanas, foram 104. O total chega agora a 30.891. Felizmente, o número de recuperados é alto: 29.820.

Mesmo com o índice alto de recuperados e as mortes diárias, os leitos de UTI de Foz estão com 98,40% de ocupação e os leitos de enfermaria com 94,38%.

Foz tem hoje 495 moradores com covid-19. Deste total, 309 estão em isolamento domiciliar, com sinais e sintomas leves da doença, e outros 186 estão internados.

O AVANÇO DA PANDEMIA

O jornalista Guilherme Wojciechowski se debruçou sobre os casos e mortes pela covid-19, desde o início da pandemia, para constatar que vivemos um período terrível.

Baseado nos dados enviados em boletins diários pela Vigilância Epidemiológica, Guilherme lembra que o pior mês, até agora, tinha sido dezembro, com 4.547 casos e 77 mortes; nestes 24 dias de março, já são 4.561 casos e 171 óbitos.

Também baseado nas informações da Vigilância Epidemiológica, Guilherme fez quadros para mostrar, mês a mês desde o início, como a epidemia se comporta em Foz do Iguaçu.

Confira

 

AS RESTRIÇÕES

Guilherme explica também que, na segunda quinzena do mês, houve uma redução dos casos. Se a média da primeira quinzena tivesse sido mantida, a cidade poderia fechar o mês com mais de 7 mil casos.

Quando são adotadas restrições, como ocorre em Foz, diz ainda o jornalista, o impacto na queda de casos aparece num prazo de 10 a 15 dias.

Para diminuírem as hospitalizações, o prazo é de 20 dias ou mais. E a queda na mortalidade aparece em 30 dias ou mais.

 

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Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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