Guardador de Palavras da Gabi cultiva imaginação e memórias entre crianças e adultos

Como numa brincadeira, o livro contagia a todos com a magia do mundo infantil; série ganha novos fascículos e formatos.

Como semear nas crianças o gosto pela leitura e, ao mesmo tempo, guardar essa fase tão especial que deixa saudades depois que crescem? A jornalista cianortense, Aida Franco de Lima, apresenta uma alternativa, é o Guardador de Palavras da Gabi.

Mais que um livro, um conceito. A proposta é inspirar o adulto que o lê a guardar as memórias das crianças ou até mesmo viajar à sua própria infância. Aida guarda as frases e os desenhos da personagem principal, a sua filha Gabriella, a Gabi, desde quando ela tinha dois anos e hoje já tem 15.

Como não caberia tudo em um único fascículo, o Guardador é divido em fases, com início na primeira infância, dos dois anos aos quatro e meio. O próximo número, o quarto livro da série, de capa azul, fecha a fase dos cinco anos.

Além de uma leitura agradável que provoca gargalhadas, nostalgia e reflexões, as páginas inspiram os adultos que mergulham no mundo mágico de Gabi e de toda criança que é escutada e estimulada a desenvolver sua imaginação.

Memórias coloridas

O Guardador é um livro inspirado no universo da criança Gabi, narrado através de pequenas frases e diálogos e feito com muito profissionalismo, igual a livro de gente grande. Com ficha catalográfica, ISBN, código de barras e registro autoral.

“Eu sempre a estimulei a desenhar, pintar e fui guardando os desenhos, em alguns eu anotei as datas. E eles são utilizados para ilustrar as pequenas histórias, todas separadas em capítulos temáticos e dispostas em ordem cronológica”, explica a autora.

Os desenhos, em preto e branco, no papel pólen, que facilita a pintura, são um convite às crianças emprestarem colorido às ilustrações da personagem. “Oriento os pais a escreverem a data em que os filhos pintaram as figuras, assim vão acompanhar a evolução do traço e ali terá um registro deles também”, explica a jornalista.

Efeito guardador

“Tenho os melhores relatos possíveis, de pessoas que narram que passaram a prestar mais atenção ao que os filhos falam, depois que tem acesso ao Guardador. Outras que se propõem a começar a guardar as frases dos filhos ou que comentam que deveriam ter guardado as frases das crianças, hoje já adultas”, conta Aida.

O Guardador é uma espécie de estudo científico narrado em linguagem coloquial, pois do modo como a jornalista o organizou, é possível compreender o desenvolvimento do pensamento infantil. No primeiro livro, as falas erradas, letras trocadas, são identificadas com aspas. Já no Guardador mais recente, Gabi está com cinco anos e seu vocabulário, que já era bastante evoluído, dá um salto significativo.

Kit Guardador

A jornalista conta que em um primeiro momento imaginava que seria um livro de criança para adulto. Porém, ela viu que seu público acreditava que era um livro infantil e o adquiria no intuito de presentar as crianças próximas. Foi então, que ao escutar um áudio de uma criança de apenas três anos, presenteada pela mãe com a trilogia atual, compreendeu a diversidade do Guardador, que passou então a ser também um livro para colorir.

E para agregar valor Aida personaliza guardadores em formato de saquinhos artesanais, para que os pais preservem os desenhos e bilhetes das crianças. Também passou a vender junto com os livros kits para estimular a criatividade como material para colorir, massinha e quebra-cabeças. Todos na linha ecológica, pois a pegada da preservação ambiental é inerente em seu trabalho e no seu estilo de vida.

O Guardador pode ser adquirido através das redes sociais, com envio pelos correios.
https://www.instagram.com/guardadordepalavrasdagabi/
https://www.facebook.com/guardadordepalavras
Tik Tok: Guardadordepalavrasgabi
(44) 9 9883-9543

A ideia do Guardador, entre outras, é:

  • Estimular a escuta-ativa, para que os adultos percebam o quanto é importante pausar e escutar as crianças no cotidiano, pois esse também é o momento essencial para a formação do caráter;
  • Promover o conceito da literacia familiar, evidenciando o quanto é positivo a criança ter o contato desde cedo com o universo da leitura;
  • Registrar as memórias das crianças, através dos diálogos cotidianos e com os bilhetinhos e desenhos que as crianças fazem (por isso a ideia da sacolinha, eu costumo personalizá-las com o nome das crianças)
  • Estimular a criatividade, a imaginação, possibilitando que a criança pinte as páginas e os adultos marquem as datas para acompanhar o desenvolvimento do traçado;
  • Promover a contação de histórias, envolvendo a criança nas situações cotidianas da personagem, estimulando-a a ingressar nas histórias narradas;
  • Estimular a leitura, pois como são frases curtas e pequenos diálogos, as crianças conseguem ler com mais facilidade;
  • Despertar as memórias coletivas da fase mágica da infância.

Óia a onça, ops, não, OUÇA:
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