O Foguete completa um ano com arte e cultura a bordo

Pensado e idealizado pelas artistas Cleise Vidal (designer) e Daniela Valiente (jornalista), O Foguete surgiu como um respiro em meio a um céu nebuloso.

Informativo de distribuição gratuita divulga trabalhos de artistas em diversas áreas e iniciativas culturais.

Em fevereiro de 2021, em plena pandemia, muitos planos foram traçados, mas um deles ganhou vida. Com a ideia inicial de desenhar um plano de fuga diante do cenário de isolamento, nascia O Foguete, um informativo em formato instigante, com pautas voltadas à arte, cultura e design.

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Pensado e idealizado pelas artistas Cleise Vidal (designer) e Daniela Valiente (jornalista), O Foguete surgiu como um respiro em meio a um céu nebuloso. O formato adotado (60cm x 42cm) surgiu naturalmente após inúmeras conversas da dupla realizadas na Casinha Laranja, galeria de arte de bairro que também completa um ano neste mês. “Pensei muito no que outros artistas estavam fazendo durante o período e como divulgariam, além da internet, seus trabalhos”, comentou Daniela, que tem uma longa trajetória com impressos.

A ideia era criar um espaço no qual fosse possível trazer à tona a produção de diversos artistas locais. “Surgiu da vontade de estar ativo e presente na cena cultural da cidade mesmo naquele período em que foram suspensas as feiras, bazares e outros eventos presenciais”, disse Cleise.

A pegada underground, que misturaria muitas intenções entre zines e arte no design de cada página, ganhou força com uma surpresa aos leitores: um pôster diferente em cada edição, assinado por um artista local. “Essa era a grande surpresa que pensamos. Trazer, além da informação, algo que pudesse arrancar um suspiro de alegria de quem tivesse em mãos nossa publicação”, explicou Daniela.

Temáticas

Em cada dobra, O Foguete vem guardando desde então um espaço especial para pautas voltadas à cultura e à arte, dando foco a produções musicais e teatrais, e ampliando discussões necessárias sobre o meio. Além de contar com colaboradores (como o ilustrador Yuri Amaral e o professor e musicista Felipe José), O Foguete também tem adotado matérias de cunho comportamental para cada edição como tema principal, aprofundando as relações entre gente e arte.

Entre os parceiros também estão aqueles interessados no alcance que uma publicação assim pode ter com apoio de empresas. Para Michele Ceruti, da Pomare, o apoio ofertado sempre retorna de outra forma. “Me alegra a vida contribuir com a vida e o trabalho de pessoas reais que constroem a cultura e deixam nossa cidade mais viva e colorida.”

Assim como ela, muitos outros parceiros encontraram em O Foguete uma alternativa genuína de apoio a artistas e produção local.

Com distribuição gratuita, é possível encontrar O Foguete em mais de 20 estabelecimentos comerciais da cidade e “lutar pelo seu”, como diz um slogan informal. E sim, é de propósito que o informativo não contém versão on-line. “Algumas coisas precisam ser ditas olhando nos olhos dos leitores. Há um sentimento diferente quando seguramos o papel e colamos um pôster na parede”, ressaltou Daniela, responsável pela redação e edição do jornal.

Para Cleise, a resposta no contato é simples e direta. “Acho que foi exigido muito dessa nossa atenção ao computador e ao celular durante a pandemia. O que procuramos foi fazer o caminho inverso.”

Quem insistir em buscar uma versão na internet vai dar de cara com o Instagram @ofoguete.art, no qual é possível acompanhar um pouco do histórico de cada edição, mas sem link para imprimir o pôster.

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