Pablo Mendes, do Zoo Bosque Guarani, em entrevista ao Marco Zero - Foto: Carlos Sossa

Transferência dos animais do Zoo Bosque Guarani ainda não tem data para acontecer

Prefeitura decidiu desativar o zoológico e encontrar espaços considerados mais adequados para 150 animais; moradores opinam. Assista à entrevista com Pablo Mendes, responsável administrativo pelo espaço.

A transferência dos animais do Zoológico Bosque Guarani ainda não tem data para acontecer, e a prefeitura analisa como será a utilização da área. As informações são do responsável administrativo pelo zoo, Pablo Mendes, em entrevista ao programa Marco Zero, parceria do H2FOZ e da Rádio Clube FM.

Assista à entrevista:

O servidor explicou que o Instituto Água e Terra do Paraná (IAT), em visita técnica de rotina, no mês de julho, emitiu documento sobre a exposição dos animais, principalmente às poluições sonora e visual. O órgão estadual requereu adequações em laboratórios e nos quatro lagos, além de isolamento acústico de todos os viveiros.

O Marco Zero é um programa conjunto produzido pelo H2FOZ e Rádio Clube FM. Entrevista, opinião, enquete, entretenimento, esporte, cultura e agenda. Todo sábado, das 10h às 12h. Participe do grupo no Whatsapp para receber as novidades. Clique aqui.

O Marco Zero é um programa conjunto produzido pelo H2FOZ e Rádio Clube FM. Entrevista, opinião, enquete, entretenimento, esporte, cultura e agenda. Todo sábado, das 10h às 12h. Participe do grupo no Whatsapp para receber as novidades.  https://bit.ly/3ws5NT0

“O órgão constatou aquilo que já não era segredo. O zoo existe há 25 anos, fica no meio de um adensamento populacional muito grande, ao lado de escola, igrejas, pousadas e, principalmente, do terminal de ônibus e com trânsito intenso ao redor”, expôs Pablo. “Viveiros que ficam a poucos metros da rua, de fato, estão expostos a essa carga excessiva de ruídos”, completou.

“O IAT constatou exatamente isso: exposição demasiada de poluição sonora e visual dos animais e também algumas necessidades de reforma de laboratório e dos lagos, que são quatro”, explicou o responsável administrativo pelo Zoológico Bosque Guarani. “E solicitou que tomássemos algumas providências no sentido de fazer com que todos os 21 recintos tivessem uma proteção acústica, visando a beneficiar os animais.”

Leia também: Prefeitura afirma que busca ‘novo ambiente’ para animais do Bosque Guarani

Diante desse quadro, relatou Pablo Mendes, a prefeitura chegou ao entendimento de que a melhor opção é a desativação do zoológico e a remoção dos animais para outros locais. “Por mais que direcionássemos um investimento para se adequar a essas questões [requeridas pelo IAT], o local permaneceria o mesmo”, defendeu.

“Não temos como fugir da realidade do adensamento populacional. Seria um investimento consideravelmente alto, sabendo que a resolução do problema não seria a mais adequada”, declarou. “Optou-se por, em parceria com o IAT e o Ibama, se buscar um local que proporcionasse aos animais uma melhor condição de vida e, consequentemente, fazer um uso melhor do local”, elencou.

Neste momento, a prefeitura recebeu a autorização para o fechamento do zoológico, mas depende de autorizações das transferências dos animais para locais em Foz do Iguaçu – inclusive, há a possibilidade de uma associação ligada a um hotel – e de outras cidades do Paraná e do país. “Essa transferência não é tão simples. O IAT e o Ibama são responsáveis por nos dizer para onde esses animais podem ir”, informou Pablo.

Sobre a nova finalidade do bosque, os projetos estão em avaliação. “A ideia é continuar a usar o espaço aberto para a população, que é um remanescente de Mata Atlântica”, pontuou. “A intenção é justamente dar à comunidade um local agradável para se conviver, além de ampliar ações de educação ambiental.”

Durante a entrevista, o responsável pela unidade foi questionado se a população iguaçuense será ouvida quanto ao uso do local. “É perfeitamente possível se abrir à comunidade. Estamos em estudos iniciais em busca da melhor alternativa. Coloquei alguns exemplos de projetos que estão em fase inicial, porque de fato essa decisão [de fechar o zoológico] foi tomada agora.”

O que pensam os moradores

O Marco Zero também levou ao ar uma enquete sobre o que a população pensa em relação à transferência dos animais e à destinação dos 4,5 hectares de área do Bosque Guarani. Algumas mensagens disseram:

Espero que não queiram privatizar aquele espaço e nem derrubar as árvores. A população precisa de espaços públicos mantidos pela prefeitura para o lazer.
Fabiano Severino

Se está fazendo mal aos animais, tem que sair sim.
Bruno Queiroz

Não conseguem manter um zoológico com qualidade. Isso com todo dinheiro injetado pela Itaipu. É uma ineficiência que merece prêmio.
Queli Giacomoni Rocha

Com certeza, ali não é lugar para animais, e muito menos em cativeiro com um barulho infernal nos ouvidos dia e noite. Quem é contra mostra que está pouco se lixando para a vida tranquila dos animais.
Salete Werner Hochscheidt

Sim, concordo. Porém mantenham horário para visitação do local como uma praça, um espaço para atividades de educação ambiental. Não tirem as cercas, senão vai virar de tudo ali.
Regiane Castione

Deveriam usar o local para abrigar os animais de rua, assim todas as cuidadoras uniam forças e o município faria a sua parte.
Enzo Amaral

Zoo não devia existir, apenas devia existir centro de recuperação para animais ou um refúgio de mata nativa para eles viverem. Não é justo manter animais que voam trancados em uma jaula.
Carl Barão

Gostou do texto? Contribua para ampliar o jornalismo em Foz do Iguaçu. ASSINE JÁ

Já escutou o último episódio do GUARÊ, o podcast do H2FOZ? OUÇA AGORA

Paulo Bogler - H2FOZ

Paulo Bogler é jornalista e repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

Paulo Bogler - H2FOZ tem 1288 posts e contando. Ver todos os posts de Paulo Bogler - H2FOZ