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Educadores protestam e exigem respeito em Foz do Iguaçu

Educadores protestam e exigem respeito em Foz do Iguaçu

Cerca 200 trabalhadores da educação cobraram do governo estadual o cumprimento de promessas firmadas no último ano, relacionadas às condições de trabalho da categoria, na última quinta-feira (28), em Foz do Iguaçu. O ato foi realizado em frente ao Núcleo Regional de Ensino. Para mobilizar a comunidade a categoria utilizou faixas, apitos, cartazes e muita indignação. Além do protesto, os alunos tiveram aulas de 30 minutos pela manhã.

Para Silvio Borges, presidente do Núcleo Sindical de Foz do Iguaçu, o governo estadual já teve tempo demais para implementar as reivindicações da categoria. Caso não seja cumprida a nossa cobrança, que é justa e necessária para a valorização da educação pública e dos trabalhadores de educação, entraremos em greve, enfatizou Borges.

As principais reivindicações dos manifestantes:
a) 33% de hora-atividade da hora-aula de 50 minutos;
b) Pagamento do índice de reajuste do PSPN/2013 = 7,11% e equiparação salarial;
c) Reajuste de 8,59% para Funcionários?as de Escolas;
d) Reconhecimento da graduação e pós-graduação no Plano de Carreira de Funcionários/as;
e) Novo modelo de atendimento à Saúde que supere o atual SAS;
f) Concursos públicos;

Indignação – Diversos manifestantes fizeram o uso da palavra e convocaram a categoria a participar ainda mais das atividades e movimentação da greve. Segundo o funcionário de escola, Diego Valdez, o prazo do governo esgotou. Eles não estão preocupados com a nossa valorização. A nossa pauta é única. O governo quer nos dividir, não podemos deixar que isso aconteça. O caminho é a mobilização e a greve, defendeu Valdez.

A dirigente sindical, Mirian Mayumi, reforçou a necessidade dos professores terem mais tempo para aprofundar estudos e preparar as aulas. De que forma teremos ensino de qualidade sem que os professores tenham tempo para elaborar uma boa aula? Que educação é essa que não tem reconhecimento de estudo para nossos funcionários?, questionou Mayumi.

Greve – A categoria e os dirigentes da APP-Sindicato demonstrar estar insatisfeitos com o descaso do governo estadual. Os manifestantes prometem paralisar as atividades e entrar em greve dia 13 de março, por tempo indeterminado, caso não avance as propostas já apresentados a Secretaria de Estado da Educação (SEED).

(APP Sindicato – Núcleo Sindical de Foz do Iguaçu)