Aerolíneas Argentinas reajusta passagens em até 20%

Medida pegou de surpresa os operadores turísticos na Argentina; futuro governo analisa voltar a privatizar a empresa.

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Maior empresa do setor aéreo da Argentina, a companhia estatal Aerolíneas Argentinas reajustou, nessa quarta-feira (22), as passagens dos voos nacionais em até 20%, surpreendendo o mercado turístico. Desde o início do ano, a empresa vinha aplicando reajustes mensais em torno de 3% a 4%, comunicados com antecedência.

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De acordo com o portal Misiones Online, os incrementos nos valores dos bilhetes são de 20% para as categorias Premium e Flex, 15% para a modalidade Plus e 10% na categoria Base. As diferenças entre uma e outra estão relacionadas a itens como franquia de bagagem, flexibilidade de embarque e assentos mais confortáveis em alguns voos.

Ainda assim, as passagens da Aerolíneas continuam com valores atrativos para os brasileiros que vivem na fronteira. Na manhã desta quinta-feira (23), por exemplo, voos entre Puerto Iguazú e Buenos Aires podiam ser encontrados a P$ 81.953 por trecho no site da empresa, o que equivale, no câmbio informal da região, a R$ 455.

Privatizada na década de 1990 e reestatizada em 2008, a Aerolíneas Argentinas é uma das empresas no alvo do futuro governo argentino, que poderá voltar a vendê-la. Eleito no último domingo (19), o presidente Javier Milei, que fez campanha pela privatização de companhias e serviços estatais, tomará posse no dia 10 de dezembro.

Taxa aeroportuária

Em declarações ao Misiones Online, o subsecretário de Marketing e Divulgação Turística da província de Misiones, Eduardo Scherer, disse esperar que o governo de Milei mantenha a decisão adotada pelo atual ministro da Fazenda, Sergio Massa, de reduzir a Taxa Aeroportuária cobrada no Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú.

No último dia 15, a tarifa para passageiros de voos internacionais foi reduzida de US$ 57 para US$ 15 por pessoa, com a intenção de tornar a estação aérea argentina mais competitiva em relação ao Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, onde a taxa gira em torno de US$ 18.

“É preciso manter essa taxa baixa. Estamos competindo com outros países em busca de atrair voos internacionais, e se olharmos pelo ponto de vista do livre mercado essa medida nos faz competitivos no mundo”, afirmou Scherer, citando ainda que a redução favorece a captação de voos particulares para o lado argentino da fronteira.

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