Mesmo com mais casos e mortes por covid, Paraguai estuda abrir fronteiras

H2FOZ – Cláudio Dalla Benetta

Fica cada vez mais difícil para o Paraguai manter a postura de manter fechadas as fronteiras, porque nem assim o número de casos confirmados e de mortes está diminuindo. Ao contrário.

Esta semana, sabe-se que poderá haver novidades nas negociações entre os governos do Paraguai e do Brasil. O governo brasileiro é favorável à ideia de reabrir a Ponte da Amizade, por exemplo, para tentar melhorar a economia regional.

Manter a fronteira fechada fica cada vez mais insustentável para os paraguaios que moram nessas regiões, principalmente, mas afeta também a vida dos brasileiros.

O que o governo paraguaio busca, quase desesperadamente, é uma fórmula de reabrir a Ponte da Amizade, por exemplo, sem risco de aumentar ainda mais a contaminação em Ciudad del Este, capital de Alto Paraná, epicentro da pandemia no país, atualmente.

No último informe do Ministério de Saúde Pública do Paraguai, Alto Paraná teve um número recorde de mortes, nas 24 horas entre sexta e sábado. Foram 13 das 19 mortes por covid-19 no país, um número também recorde.

Os 13 óbitos em Alto Paraná são de pacientes que estavam internados no Hospital Integrado Respiratório do Instituto de Previdência Social, emCiudad del Este. As vítimas são 9 homens com idades de 33, 37, 50, 54, 58, 61, 63, 66 e 77 anos, e quatro mulheres de 47, 60, 69 e 80 anos.

Com estes óbitos, o departamento de Alto Paraná registra até agora 61 mortes, quase a metade das que ocorrem no país, desde março.

O Paraguai soma 127 mortes e 9.381 casos confirmados da doença, sempre segundo o Ministério de Saúde Pública.

Dos 359 novos casos, 357 são comunitários e 2 de pessoas que estão em abrigos provisórios, provenientes do exterior.

Subiu para 131 o número de pacientes internados, dos quais 40 em unidades de terapia intensiva. Já os recuperados somam 5.841 pessoas (o índice de recuperação mantém-se pouco acima dos 60%).

Este não é um texto opinativo, mas dá pra concluir que fronteira fechada, com passagens ilegais de um lado a outro, é mais perigoso que fronteira controlada, com moradores indo e vindo obedecendo aos mais estritos protocolos de segurança sanitária.

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