Vai ter cerveja? Vai, mas em casa. Pint of Science, sucesso em Foz, será on line

H2FOZ – Cláudio Dalla Benetta

Pint of Science

Acima está o link em que, a partir de terça (8) até quinta-feira (10), será transmitido on line o Pint of Science, que o iguaçuense conhece desde 2018 de alguns dos principais bares da cidade.

Este ano, a pandemia impediu a edição em bar. A ideia, então, é comprar uma cervejinha e acessar o site, pra não perder as palestras e as discussões a seguir, das quais você pode também participar.

O programa Marco Zero, uma parceria do Portal H2FOZ com a Rádio Clube FM, levado ao ar no sábado, 5, trouxe dois convidados para falar do Pint of Science: Ramon Lourenço, diretor de conteúdo do Pint Foz, e  Yuri Amaral, artesã gráfica, professora, drag queen, quadrinista e escritora.

Ramon contou que, antes da pandemia, o evento ocorreria em bares de 163 cidades do Brasil, o que faria da edição brasileira a maior do mundo, já que o Pint of Science está em 11 países.

Ramon contou que o evento vai acontecer em 73 cidades brasileiras, este ano.

Mesmo assim, a edição on line vai acontecer em 73 cidades, entre as quais as maiores do Paraná – Foz incluída, claro.

Neste ano, o Pint of Science em Foz vai discutir três temas: na terça, 8, “Doenças mentais: a epidemia invisível”; na quarta, 9, “Quem tem medo da democracia?”; e na quinta, 10, “Bicha: uma arte científica ou uma ciência artística?”

Yuri Amaral e Ronaldo (ou Ronalda) Canabarro vão focar o último tema, que aborda a questão do sexo sem se resumir ao binário homem-mulher, mas às múltiplas variações da sexualidade humana.

“Cada vez mais se torna impossível definir quem é uma pessoa a partir do binário homem-mulher”, diz Yuri. Ele próprio se pergunta se nasceu como gay ou se isso foi “imposto”. É uma provocação, que ficará ainda mais interessante na apresentação e no debate.

Yuri, um dos palestrantes sobre a sexualidade além do binário homem-mulher.

Para Ramon Lourenço, os temas combinam bem, ao unir “ciência, cerveja (em casa) e bate-papo”. Este ano, os temas são todos da área de ciências humanas, que anda meio “por baixo” no Brasil e em alguns países, onde os políticos da direita dominam o cenário.

E Lourenço é otimista sobre a edição de 2020: “Ano que vem, a ciência dá a resposta que a gente precisa e vamos voltar pros bares”.

A programação

O evento de Foz começa às 18h30 e termina às 20h, quando tem início a edição nacional do Pint of Science. Dose dupla que será possível acompanhar via computdor.

Dia 8, terça-feira:

Doenças mentais: a epidemia invisível

Adriana Chalita – mestrado em Psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), médica psiquiatra e professora da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).
Guaracy Lopes – enfermeira e psicóloga da Rede Pública de Saúde de Foz do Iguaçu.

O desafio de preservar a saúde mental durante a pandemia da covid 19, momento no qual a ansiedade e a depressão ficam mais evidentes. Junto com estas duas enfermidades, o suicídio compõe uma epidemia invisível ao longo do século 21.

Dia 8, quarta-feira

Quem tem medo da democracia?

Helga Almeida – doutora em Ciências Políticas pela Universidade Federal de Minas Gerais, professora do Colegiado de Ciências Sociais da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e coordenadora do Centro de Estudos em Instituições, Participação e Cultura Política (Politik).

Renata Peixoto de Oliveira – doutora em Ciências Políticas pela Universidade Federal de Minas Gerais, professora de Ciências Políticas da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e autora do livro “Sem revoluções: os dilemas das democracias neoliberais andinas”.

Um fenômeno marca as sociedades contemporâneas nos quatro cantos do globo: a crise da democracia liberal. Serão considerados o papel das novas mídias, o fenômeno das fake news, a crise de legitimação das instituições políticas e os efeitos da crise econômica mundial.

O debate também fala sobre como a democracia a instituiu um sólido campo de estudos desde a filosofia antiga até as análises mais atuais no campo da teoria democrática.

Quinta-feira, dia 10

Bicha: uma arte científica ou uma ciência artística?

Ronald Canabarro – doutoranda em História, Política e Bens Culturais pela FGV – RJ, mestre e licenciado em História, pesquisadora na área de gênero e sexualidade e da historiografia LGBTI.

Yuri Amaral – pessoa não binária, artesão gráfico, professor, vegana, drag queen, quadrinista e escritora, formade em Publicidade e Propaganda pela UDC e Mestre em Estudos Interdisciplinares Latino-Americanos pela Unila. Desde 2014 publica de forma independente sua HQ “O Menino que não sabia voar”.

Como reinventamos nossas identidades e as tornamos possíveis, provocadoS pela expressão artística ou por comprovação e evidências científicas? Serão debatidas as representações de gênero a partir da arte e da ciência – subjetividade e objetividade – além do arcaico e rompendo com a visão ocidental de gênero.

Não se esqueça do link: Pint of Science

 

 

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