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Por: Itaipu Binacional

Águas de Itaipu movimentam 150 barcaças e garantem 500 empregos no Paraguai

Águas de Itaipu movimentam 150 barcaças e garantem 500 empregos no Paraguai
Com o nível do rio mais alto, as barcaças seguem normalmente rumo a portos da Argentina e Uruguai. (Foto: Agência Télam)

A abertura controlada do vertedouro da usina de Itaipu, desde a última segunda-feira (18), e a elevação do nível do Rio Paraná a jusante (abaixo) da barragem, em aproximadamente três metros, vão permitir a movimentação de mais de 150 barcaças e a volta ao trabalho de aproximadamente 500 trabalhadores, somente no Paraguai.

A informação é do vice-presidente do Centro de Armadores Fluviais e Marítimos do Paraguai, Juan Carlos Muñoz.

A estiagem histórica prejudicou o transporte fluvial de 200 mil toneladas de soja produzidas nos departamentos de Alto Paraná e Itapúa, o equivalente a US$ 100 milhões em exportações.

“Foi um grande alívio e uma grande ajuda o fluxo de água que Itaipu começou a liberar”, comemorou Muñoz, em texto publicado pela imprensa paraguaia. “Porque tínhamos 152 barcaças paradas havia 50 dias por causa da baixa do rio”, completou.

Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, a medida adotada pela Itaipu para ajudar os países vizinhos a escoar a safra, por uma negociação das chancelarias e referendada pelo Conselho de Administração, vai permitir um alívio para o Paraguai e a Argentina, num período crucial para a retomada do crescimento de toda a economia mundial.

É pela hidrovia Paraguai-Paraná que passa grande parte da produção agrícola do Paraguai e da Argentina em direção aos portos de Buenos Aires e Montevidéu, no Rio da Prata. Após acordo entre as chancelarias, a Itaipu iniciou a abertura intermitente do vertedouro, que estava fechado havia quase um ano.

 

Os primeiros comboios começaram a passar pela eclusa da barragem de Yacyretá (usina binacional pertencente ao Paraguai e a Argentina) já na terça-feira (19). A medida também facilitará a movimentação de barcaças vazias para embarcar aproximadamente mais 1,5 milhão de toneladas de soja, que representam mais US$ 600 milhões, de acordo com Muñoz.

As barcaças ficaram dois meses paradas, por causa da estiagem no Rio Paraná.

O vertimento deve durar até o final de maio, com a liberação (defluência média) de aproximadamente 8.500 metros cúbicos de água por segundo (considerando vazão turbinada e vertimento). Somente nesses primeiros quatro dias, a elevação média do nível a jusante foi de aproximadamente três metros. O vertimento médio foi de 440m3/s.

A operação com o vertedouro não afeta a produção, já que a demanda de energia no Brasil e no Paraguai caiu devido às medidas de controle da pandemia de covid-19.